A crónica do Benfica-Santa Clara, 4-1: fogo de artifício em festa de família
Sofrer um golo aos 20 segundos foi tiro no pé que não afetou a animadora exibição encarnada
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A noite estava preparada para ser de redenção, afastar fantasmas e abrir um ciclo de esperança que estava a desvanecer-se depois de quatro jornadas que nada de bom deixavam antever. No ar pairava o efeito Bruno Lage, a sua figura congregadora de uma família desavinda, impulsionadora de uma fase para o qual o Benfica parte com atraso pontual, logo com expectativas mais baixas. O balanço da noite que uniu as hostes encarnadas tornou-se positivo, porque para quem vivia sob tanta pressão, o fogo de artifício final constituiu o culminar de uma reunião que passou por várias etapas, por algumas dificuldades e pela forma como a equipa, as ideias do treinador, mais o talento, o compromisso e o orgulho dos jogadores conseguiram satisfazer adeptos sedentos de um pouco de felicidade.