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Tem 46 anos, jogou três épocas no FC Porto e seis no Boavista. Em 1998/99 marcou no primeiro triunfo de sempre dos panteras em casa dos dragões mas duvida de nova desfeita.
RECORD – Participou em 20 dérbis da cidade Invicta, marcou golos pelos dois clubes e experimentou todos os resultados possíveis dos dois lados da barricada. Como é que perspetiva o regresso deste jogo especial?
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TIMOFTE – Depois de um hiato de tantos anos é muito bom verificar que o dérbi está de volta, apesar de que, neste momento, o equilíbrio dos anos 90 já não se verifica e o FC Porto é, claramente, o grande favorito.
R – Nos anos 90 o FC Porto também não era o favorito à vitória?
T – Foi sempre, mas o Boavista era muito diferente do que é hoje. A equipa tinha outros argumentos e nunca deixou de bater o pé.
R – Esse balanço de equilíbrio está fora de hipótese nos jogos futuros?
T – Julgo que sim e penso que essa tendência vai-se acentuar ainda mais. Durante as três épocas em que estive no FC Porto perdi algumas vezes, mas nos seis anos que passei no Bessa venci outras tantas. A toada de equilíbrio esteve sempre presente, só que entretanto tudo mudou, como é do conhecimento público. Gostava imenso que fosse um jogo equilibrado e bonito, mas neste momento não creio que isso seja possível porque o FC Porto tem argumentos para ser mais do que favorito. Será uma partida muito difícil para o Boavista, que só com muita sorte poderá fazer uma surpresa no Dragão, pelo que não vejo que seja possível outro resultado que não a vitória do FC Porto
R – Durante o tempo em que esteve ao serviço do Boavista o dérbi era o jogo com mais simbolismo do campeonato?
T – Jogar contra qualquer um dos três grandes era sempre aliciante, difícil e bonito ao mesmo tempo. Pessoalmente, porque joguei no FC Porto e fiz lá bons amigos, era ainda mais engraçado defrontá-los. Como havia um relacionamento especial até chegávamos a brincar dentro do campo.
R – Por vezes o tom ameaçador utilizado nas polémicas em torno dos dérbis funcionava como um incentivo?
T – Nunca encarei nada que se passou nestes duelos como uma ameaça. Havia a conversa natural no jogo e as provocações eram uma constante. Faziam parte do futebol e das brincadeiras que tínhamos normalmente em campo.
R – Nas nove épocas em que jogou em Portugal esteve ao serviço dos dois clubes mais representativos do Porto, para além de que viveu sempre na Invicta. Hoje sente-se mais associado ao FC Porto ou ao Boavista?
T – Aos dois. Sempre me trataram bem nos dois lados e ainda hoje, tantos anos depois de ter deixado de jogar futebol, não só continuo a ser reconhecido, como a sentir-me acarinhado por portistas e boavisteiros.
R – Fruto dessa passagem pelos dois lados desenvolveu alguma preferência?
T – Não. Sinto-me como se estivesse em casa nos dois lados. Aliás, Boavista e o FC Porto, a par do Timisoara, são os clubes que marcaram a minha carreira. Os contextos podem ser distintos, mas identifico-me com todos e torço pelos três de igual modo.
R – O que recorda dos dérbis?
T – Para além do ambiente de rivalidade salutar que se sentia na cidade, havia sempre uma troca de palavras engraçada e provocante com o Paulinho Santos ou com o Jorge Costa. Não me vou esquecer nunca de um jogo para o campeonato (1998/99) em que ganhámos nas Antas por 2-0. Nesse dia marquei um grande golo com um forte remate a mais de 30 metros da baliza que resultou de uma pequena história.
R – Importa-se de partilhar o episódio?
T – Arranquei com a bola controlada no meio-campo e como não tinha ninguém na marcação comecei a correr na direção da baliza. Nesse curto espaço de tempo ouvi o Paulinho Santos a correr atrás de mim e a gritar “ó romeno passa a bola, passa a bola porque senão arranco-te uma perna”. Acabei por chutar e saiu um grande golo. Ainda hoje tenho de agradecer ao Paulinho pela dica...
DUELOS QUE DEIXARAM MARCA
Obra e graça de Licha
Há praticamente sete anos, a 29 de setembro de 2007, FCPorto e Boavista defrontavam-se naquele que viria a ser o último dérbi portuense no Estádio do Dragão. O duelo fez exaltar um nome acima de todos os outros: LisandroLópez.
O argentino, que viria a sagrar-se melhor marcador da prova com 24 golos, mais 11 que Cardozo, bisou na partida. Primeiro ao chegar rapidamente a uma bola largada por Carlos, na sequência de um livre marcado pelo então ainda jovem Ricardo Quaresma; e, depois, ao corresponder da melhor forma a um cruzamento sobre a esquerda do eslovaco Cech.
Jesualdo Ferreira chegou a sentir alguns calafrios perante um Boavista de Jaime Pacheco em esforço máximo, é certo, mas que claudicou face à escassez de argumentos. “Um abismo separa atualmente oFC Porto doBoavista, mas os axadrezados fizeram das tripas coração e o 2-0 final até é demasiado castigador”, escreveu, à altura, Record, ainda na 6.ª jornada de um campeonato nacional do qual os dragões já eram líderes isolados, com seis vitórias em seis jogos, e que viriam a conquistar com 14 pontos de vantagem sobre o Sporting.
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