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Com mais 48 horas para preparar a receção a um Sporting nunca visto, Jorge Jesus rebitou cuidadosamente todas as suas placas, apresentando uma equipa unida, confiante, fresca e taticamente perfeita, capaz de garantir uma cobertura firme à liderança. Foi um Benfica bem arrebitado, a alcandorar-se a um avanço dilatado na classificação, que praticamente encerrou a candidatura adversária.
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Mas deste confronto tão esperado o que se retira com muita clareza é a insuficiência leonina para a maior classe individual e para os muitos anos de trabalho que Jorge Jesus leva de avanço. OBenfica provocou a pior, de longe a pior, exibição da temporada do Sporting, com uma incapacidade gritante para reter a bola e impedir as saídas do Benfica para o ataque rápido que faz as delícias dos seus avançados. A ausência forçada de William Carvalho tem de ser lembrada, tendo obrigado a uma nova configuração do meio-campo que nunca esteve perto de funcionar: o coletivo não funcionou, os erros individuais foram muitos a comprovar que não se ataca melhor apenas com mais avançados em campo.
Rompante
O Benfica entrou com uma determinação invulgar, colocando-se a recato de qualquer surpresa, e começou a massacrar o extremo reduto adversário com sucessivas situações, inspiradas pelo génio argentino de Enzo Pérez e Gaitán e pela velocidade com bola de Markovic, apoiando dois avançados trabalhadores, Lima mais fixo, Rodrigo sempre em movimento - tudo alicerçado numa defesa muito segura e numa nova articulação com Fejsa, que liberta os laterais talvez com ainda maior segurança do que nos tempos de Matic.
Só faltou ao Benfica maior acutilância na zona de remate, pois nem Lima nem Rodrigo conseguiram impor-se na faixa central. Até ao golo inédito de Gaitán, que apareceu de cabeça, no meio da grande área, aos 27’, o Benfica já tinha realizado sete finalizações contra um zero absoluto do ataque leonino. Até ao intervalo, os encarnados acalmaram, mantiveram uma posse de bola esmagadora e ainda desperdiçaram mais duas ocasiões.
Deceção
O Sporting não existiu no primeiro tempo e não deixou perceber o que pretendia o seu treinador com a nova configuração tática e, sobretudo, com as novas tarefas distribuídas a Montero, a Dier e a Adrien. Com dois novos avançados à estreia, Heldon e Slimani, também não conseguiu atacar melhor e juntou mais um zero a uma série negra que já vem de dezembro, quatro jornadas em cinco sem qualquer golo. No balanço da estratégia de Leonardo Jardim o que sobra é uma enorme dúvida, uma intrigante contradição:porquê mudar a identidade da equipa, ao fim de 17 jornadas e mais de seis meses de trabalho? A falta de William Carvalho pode relacionar-se diretamente à incapacidade da equipa para reter a bola, mas não explica tudo.
A segunda parte foi uma formalidade, também marcada pelo desperdício de Rodrigo (quatro situações de golo) e pela eficácia de Rui Patrício, que conseguiu atrasar meia nhora o golo da confirmação, uma obra de arte de Enzo Pérez. O novo patrão deu o toque de classe a uma exibição muito marcada pela raça, pelo querer e pela competitividade dos argentinos do Benfica, os grandes responsáveis por um dérbi de sentido único, quando se esperava um jogo repartido e a afirmação das pretensões leoninas a discutir o título.
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