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Com Jonas como referência ofensiva da habitual organização estrutural em 4x3x3, a que se juntou a titularidade de João Félix, em mais um exercício de promoção de um não convocado a titular protagonizado por Rui Vitória, o Benfica entrou com pressa de se colocar em vantagem. Conseguiu-o, na sequência de um passe equivocado de Chiquinho que redundou num sublime passe de rutura de Félix para Jonas. Parecia, enfim, que a tranquilidade, após duas derrotas de digestão incómoda, estava encontrada. Puro engano. O Moreirense agarrou-se ao seu ideário, foi audaz e não teve medo de jogar no campo todo. Procurou pressionar alto, condicionando a primeira fase de construção do rival e obstando à entrada no seu bloco [3], baixando, sempre que necessário, as suas linhas, sem que a mais recuada afundasse na sua área. Depois, nunca teve receio de assumir o jogo, circulando a bola com qualidade fruto da sagacidade com que criava linhas de passe, e soube ser pungente nas saídas rápidas para o ataque, perscrutando exaustivamente o corredor direito [1,2], espaço por onde desenhou a reviravolta. Aí, mais uma vez, desfraldou as debilidades tremendas do Benfica no momento de transição defensiva, em que se tornam cada vez mais evidentes as crateras entrelinhas e intralinhas, assim como as deficiências hediondas na realização de coberturas – é equivocado procurar encontrar em Grimaldo o culpado de um problema coletivo que tem o treinador como responsável – e na definição da última linha, saudosa do comando, dentro ou fora de campo, do professor Luisão. Inertes com os dois golos sofridos, os encarnados não souberam, fruto da previsibilidade do seu processo ofensivo [3], encontrar o caminho da baliza adversária, e foram acumulando perdas e precipitações. Foi de um passe incauto de Jardel, após disputa de bola com Nenê, que o Moreirense alinhavou o 3-1, numa rápida variação do corredor esquerdo para o central, de onde Loum disparou uma bomba. Vitória, a dez minutos do intervalo, reorganizou a equipa em 4x4x2, mudança estrutural que teve continuidade com as entradas de Salvio – que fez todo o corredor direito – e Castillo após o intervalo. A equipa nunca mais se mostrou capaz de explorar o corredor central. Procurou incessantemente os cruzamentos para a área.
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