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Presidente da FPF diz que 2026 será "ano determinante" para o processo
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A "Centralização dos Direitos Audiovisuais" é um dos pontos abordados por Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), num artigo de opinião em que projeta os desafios do futebol português para 2026, que, frisa, será "um ano determinante" para a referida centralização.
"O caminho iniciado em 2021 entra na sua reta final e é tempo de começarmos, todos, a cuidar do produto que queremos vender", refere Proença, dando ainda conta de que "em articulação com a FPF, a Liga Portugal apresentará à Autoridade da Concorrência o modelo de comercialização dos Direitos Audiovisuais centralizados, o último passo antes de poder ir ao mercado e implementar a Centralização a partir de 2028/2029".
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O líder da FPF defende, para o "sucesso" do processo, uma "política geoestratégica concertada" para a venda dos direitos além-fronteiras, visando "mercados bem identificados e definidos". "Determinante para o sucesso da Centralização será também a definição de uma política geoestratégica concertada em torno da venda dos Direitos Audiovisuais a nível internacional, com uma aposta forte em mercados bem identificados e definidos – o da saudade, mesmo que não apenas esse, assumirá papel determinante – para a defesa de uma estratégia global que garanta os interesses, financeiros e comerciais, dos nossos Clubes", pode ler-se.
Investidores na mira
No mesmo artigo, Proença dedica "Atenção aos investidores" que vão chegando ao futebol português, considerando que "é necessário apertar a malha". "Quem vem por bem será sempre bem-vindo. Mas temos de estar cada vez mais atentos aos que, com intenções duvidosas, chegam até nós. É necessário apertar a malha, criando um novo modelo de escrutínio a quem investe no Futebol Português, dando mais poder à Comissão de Auditoria da Liga Portugal, composta por FPF, Liga Portugal, ANTF e SJ, com experiência para lidar com estas matérias de forma mais eficaz do que o modelo que entrega esse escrutínio ao IPDJ e que não responde, assumamos, às necessidades", nota o presidente da FPF.
Mudanças na Justiça Desportiva
"A Justiça Desportiva em Portugal tem de mudar", começa por referir Pedro Proença, num ponto em que pretende "harmonizar regulamentos" disciplinares. "Os regulamentos disciplinares da Liga Portugal, da FPF e das ADR’s têm, inevitavelmente, de ser harmonizados, da base até ao topo e em todas as competições, adaptando-os às melhores práticas internacionais", escreve, concretizando: "Os nossos Clubes jogam com umas regras na UEFA e outras nas provas internas. E essa é uma dicotomia que tem de ser resolvida com urgência."
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