Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
O campeão bateu de frente em Matheus quando procurou o empate.
Num jogo de elevada intensidade, o Benfica foi incapaz de levar a sua missão até ao fim, acabando por cair na armadilha, muito bem montada, pelo seu adversário. A velocidade de Agra desbloqueou a batalha e expôs as fragilidades dos encarnados.
Relacionadas
O Benfica conheceu pela primeira vez, esta época, a sensação do que é sair derrotado num jogo para a Liga portuguesa. Mereceu este castigo imposto, ontem, pelo Sp. Braga?Sim. E então porquê?Simples, ao contrário do que aconteceu num passado recente, o campeão nacional foi incapaz de prolongar a intensidade que lhe permite ser claramente superior a quase todos os adversários internos. Os primeiros 25’ indiciavam uma vitória confortável, uma exibição à Benfica, uma noite tranquila, mas o pior veio depois.
Face a um adversário com a reconhecida qualidade do Sp. Braga, a quebra evidenciada pelo Benfica, quando parecia ter tudo a seu favor, tornou-se problemática. Na melhor fase dos lisboetas – estado de boa graça que, no entanto, foi breve – houve o bom golo de Talisca, mais um bom golo, e ainda houve duas ótimas oportunidades para deixarem bem encaminhado um triunfo importante para manter a concorrência à devida distância. Mas tanto Lima (11’) como Talisca (26’) não tiveram a precisão necessária para dar expressão a um segmento do jogo que até aí era de sentido único.
Perante o crescimento da confiança do seu adversário, assente também nas correções verificadas no meio-campo – Tiba e Danilo subiram um pouco mais no terreno, bloqueando mais à frente a saída de bola –, oBenfica apresentou soluções insuficientes, que comprometeram a estratégia definida por Jorge Jesus. OSp. Braga não só conseguiu travar o melhor jogo contrário, como também foi evidenciando a devida coragem para desafiar o campeão.
Mais e melhor
Os locais assumiram sempre uma atitude combativa, e mesmo depois de terem alcançado o empate, através de Éder (28’), nunca deram a sensação de que ficariam satisfeitos. Aliás, o lance da igualdade foi um bom exemplo daquilo que viria a ser o calcanhar de Aquiles do Benfica e que lhe viria a custar a derrota. De facto, foi invulgar assistir à forma como as águias ficaram sem resposta enquanto Tiba, Ruben Micael e Pardo desenhavam lances que colocavam a defesa em sobressalto.
Ainda na primeira parte, Tiba e Pardo poderiam muito bem ter desfeito o empate, mas tanto Artur, na primeira situação com uma boa defesa, como o árbitro na segunda ocasião, ao não assinalar penálti, não permitiram que esse perigo dos minhotos causasse, de imediato, danos palpáveis. Adivinhava-se que Jorge Jesus teria de sacudir, com a máxima urgência, esta surpreendente reviravolta nos acontecimentos.
Amarras e rapidez
Asegunda parte deu continuidade a uma solidez estratégica dos guerreiros, sem que se visse capacidade do Benfica para voltar a assumir o jogo. O seu treinador percebeu que o impasse estava a tornar-se perigoso, procurou dar um safanão na atitude, ao recorrer a Jonas, e conseguiu assim dar uma mais-valia ofensiva. Jonas tentou explorar os espaços atrás dos médios do Sp. Braga, enquanto Pérez assumiu a posição do substituído Samaris, e Talisca cumpriu a sua versatilidade ao recuar no terreno.
A questão é que essa mudança no comportamento ofensivo – sinal evidente de que Jesus queria chegar à vitória – não atemorizou o adversário. Pelo contrário, Sérgio Conceição estendeu a armadilha aos encarnados, quando apostou na velocidade de Agra, quase convidando o adversário para se adiantar no terreno para depois o surpreender em contra-ataque. Se no primeiro aviso Éder falhou escandalosamente, já no segundo o extremo correu de forma imparável para o triunfo. Só no último suspiro é que o Benfica deu tudo, e de forma desesperada, para chegar ao empate, valendo aí Matheus, que com três grandes defesas blindou a vitória.
NOTA TÉCNICA (Notas de 0 a 5)
Sérgio Conceição (4). O treinador do Sp. Braga soube encontrar boas soluções ao melhor arranque do Benfica e sobretudo deu o seu forte contributo para que a sua equipa não se intimidasse. Os guerreiros acreditaram que era possível ganhar, passaram a pressionar mais alto as águias, o que quase ninguém tenta em Portugal, e mostraram qualidade suficiente para justificar uma vitória moralizadora.
Jorge Jesus (3). A exibição do Benfica até aos 25’ foi quase de sonho e só não o foi verdadeiramente porque, nessa fase, faltou apenas mais um golo. Jesus fez o que lhe era possível a partir do banco, arriscando ao tirar Samaris para meter Jonas, mas faltou sempre gás à sua equipa para voltar a encostar o Sp. Braga às cordas. A rapidez dos arsenalistas acabou por não ter a devida resposta.
O HOMEM DO JOGO
Pardo. O colombiano foi sempre um problema sem a devida solução para a defesa encarnada. Colocou em sobressalto Eliseu e Lisandro e quase todos os ataques de perigo do Sp. Braga tiveram a sua respetiva influência. Destaque-se a assistência para o golo de Éder e os dois penáltis, não assinalados, que sofreu. Só isto prova o estatuto de homem do jogo.
ÁRBITRO
Marco Ferreira (1). Num jogo intenso e disputado, com 10 cartões amarelos e um vermelho, logo por aqui se percebe o grau de dificuldade com que teve de lidar. Se no capítulo disciplinar esteve quase sempre bem, é de sublinhar, no entanto, a sua falta de perícia na avaliação de três lances críticos. Assim, ficou por marcar um penálti contra o Sp. Braga e dois contra o Benfica.
Quatro dos prováveis titulares nem sequer entraram frente ao Santa Clara, enquanto outro deverá mudar de funções
Deve falhar a receção ao Nottingham
Os dados da GoalPoint
Antigo jogador investigado por fuga aos impostos
Jovem do Corinthians está a participar na competição em Portugal com um selecionado do Brasil
Ítalo-argentino apelida o técnico como um "maníaco da linha de fora de jogo"
Lateral esquerdo foi apresentado no Forte Virtus, do terceiro escalão