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Quando o dérbi teve algum ar, houve emoção e esteve quase para haver um vencedor. O Sporting fez mais para ganhar; o Benfica fez tudo para não perder. O jogo acabou por ser generoso para o campeão e c
A festa do Benfica no final do jogo tem duas leituras. Por um lado, resulta do facto de ter evitado a derrota no último lance da partida o que, por si só, nestas circunstâncias, explica uma reação de euforia. Por outro, é o reflexo da conquista daquilo que a equipa mais procurou: o empate. É pouco? Depende da perspetiva. Pelo que ficou claro, o ponto alcançado em Alvalade serviu os interesses encarnados, pelo menos na luta direta com o rival de ontem.
Confira o direto do encontro .
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A frustração dos sportinguistas é mais do que natural. Quem consegue marcar um golo a três minutos do fim e sofre o empate a menos de 30 segundos do final, desce ao inferno sem quase desfrutar do paraíso. Acresce que, de facto, foi o Sporting o que fez mais por ganhar o jogo, especialmente na 2.ª parte o que torna mais difícil de digerir a deceção de um golo sofrido ao cair do pano.
Dir-se-á que o Sporting não fez mais do que a sua obrigação. É verdade. Mas quando olhamos para o onze leonino e o comparamos com o(s) do(s) seu(s) rivai(s) não podemos deixar de concluir que já muito faz o Sporting. E ontem, em boa verdade, estivemos na iminência de assistir ao renascimento de um candidato ao título. Quase...
Atado
Sem grandes segredos (e sem Slimani e Gaitán), Marco Silva e Jesus apostaram nos seus enraizados figurinos táticos e nas armas habituais. A única surpresa lançou-a Jesus, que abdicou de Talisca e colocou André Almeida no onze. Percebeu-se a opção: o treinador do Benfica quis fechar o corredor central e dar a Eliseu um maior apoio defensivo, de forma a não desequilibrar o flanco esquerdo onde Ola John não é muito forte a defender.
Assim, equilibrou-se ainda mais a batalha do meio-campo onde foi praticamente impossível “respirar”. Quem recebia a bola, era logo pressionado e, das duas uma, ou a passava de imediato ou ficava sem ela. Por outras palavras, a maior preocupação foi… não deixar jogar. E com isso, provocar o erro, bem longe, porém, das áreas onde, supostamente, o fraco jogo de pés de Artur e de Rui Patrício poderia resultar em situações críticas para as duas equipas.
O dérbi esteve, pois, metido num colete de forças durante muito tempo. O jogo andou sempre dividido e atado. OBenfica mostrou personalidade. OSporting manteve vivos os sinais de irreverência. Mas em termos concretos, nada.
Mais solto
Os primeiros sinais da 2.ª parte transmitiram um Sporting a querer soltar-se mais. Enquanto oBenfica procurava levar o jogo para um ritmo mais baixo, o Sporting pretendia assumir a iniciativa e preparou-se para correr riscos.
O Sporting passou a estar mais tempo no meio-campo doBenfica e provocou alguns sobressaltos (Artur tirou a bola da cabeça de JoãoMário e os leões desperdiçaram um livre sobre a área), mas o Benfica, matreiro, também poderia ter criado mais perigo quando Jonas preferiu assistir Lima em vez de rematar à baliza.
Mas havia claramente mais Sporting. E sobretudo havia mais vontade leonina em chegar ao golo. À medida que o tempo avançou, criaram-se espaços onde outrora era impossível descortiná-los. Aos 71’, Artur fez grande defesa a cabeceamento de Carrillo e o Sporting ganhou mais confiança. Montero voltou a ameaçar e, apesar do Benfica ganhar o seu primeiro canto aos 80’, o jogo estava mais inclinado para a baliza de Artur. A sensação de golo (ainda que ténue) pairava sobre a baliza encarnada e assim aconteceu na recarga de Jefferson. O jogo parecia ter acabado ali mas Jardel ainda viu uma luzinha no fundo do túnel que apagou a festa leonina. Conclusão: foi maior o castigo para os leões, do que o prémio merecido para as águias. E feitas as contas quem ficou mesmo a ganhar foi o FCPorto.
MINUTO 90'+4
Ninguém imaginava que o chutão de Pizzi pudesse vir a ter consequências na área do Sporting, só que a carambola entre Jonas e Paulo Oliveira deixou a bola à mercê do instinto matador de Jardel que fez jus ao nome do seu homónimo que não perdia uma oportunidade para fazer golo. Caiu do céu, mas valeu!
ÁRBITRO
Critério largo, erros irrelevantes e uma presença discreta. Passou à margem da polémica sem situações difíceis na área... a não ser a mão de Jonas no lance do empate num caprichoso ressalto de bola.
NOTA TÉCNICA
Marco Silva (3)
A equipa assumiu mais o jogo na 2.ª parte sem perder o equilíbrio. Quando ia arriscar tudo, Jefferson marcou. Ficará o remorso de trocar Nani por Capel quando a hora era de defender.
Jorge Jesus (3)
Uma estratégia de contenção montada para anular o adversário e garantir o ponto, sem obviamente desdenhar o que viesse por acréscimo. Talisca agitou e a equipa percebeu os sinais.
HOMEM DO JOGO
Artur. Não vacilou. Teve duas intervenções de vulto e só não evitou a recarga de Jefferson. Valeu-se de toda a ratice para arrefecer o ímpeto leonino.
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