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Antes da ida a Braga, técnico dos canarinhos diz que pretende levar o projeto mais para a frente e ser mais competitivo
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Apesar de o Estoril estar a atravessar uma fase negativa em termos de resultados, com 5 derrotas consecutivas (frente ao Rio Ave, Arouca, FC Porto, Moreirense e Famalicão), o técnico Ian Cathro alivia a pressão para a reta final do campeonato, a começar pela deslocação a Braga.
"Percebo que é a última imagem que fica, mas o Mundo não vai acabar para nós depois desses três jogos. O que vamos tentar fazer é levar o trabalho que temos feito dessas primeiras duas épocas e construir para preparar a próxima fase", referiu o escocês, acrescentando: "Se nós no futuro chegarmos a um ponto que em cada quatro, cinco anos temos essa capacidade, sem descer no ano seguinte, esse já vai ser o Estoril ao mais alto nível possível dentro do que é a realidade do clube. Como tenho esse objetivo não estou obcecado com os últimos jogos três jogos e com a imagem que fica, embora queira ganhar os jogos todos."
A finalizar a segunda temporada ao comando dos canarinhos, Ian Cathro - cujo contrato é válido até junho de 2028 - abordou o futuro. "Numa primeira fase era óbvio que queríamos criar um Estoril mais estável, mostrando uma mentalidade e atitude de jogar sem medo e com ambição, sem nunca estar envolvido numa possível de descida. Aí o Estoril torna-se algo diferente, mais atrativo e permite-nos atrair melhores jogadores porque olham para este projeto não com o olho de 'vou lutar para não descer'. E também para nos posicionarmos um pouco mais acima neste mercado, em que mostrámos competência e ambição. Nesta próxima fase pode ser que passamos a ser um candidato a lutar pelas competições europeias", afirmou o técnico, acrescentando: "Queremos fechar essa primeira fase e, na minha opinião, temos levantado as coisas um bocadinho nas duas últimas épocas. Depois a próxima fase vai precisar de muita gente alinhada e do apoio do clube, teremos que ver se vamos tomar esse passo. Queremos levar este projeto mais para a frente, ser mais competitivos e entrar nessa próxima fase. Só que esse é um trabalho que vai precisar de mais pessoas, de mais decisões e de mais tempo"
Quanto ao embate deste domingo com o Sp. Braga, Ian Cathro falou de "uma semana boa" em que deu para "refrescar". "Se temos feito alguma coisa boa durante os últimos tempos é manter a capacidade de trabalhar sem oscilar tanto se é um resultado feliz ou um resultado menos feliz. Acho que já temos essa capacidade de continuar a trabalhar", apontou, deixando uma palavra aos minhotos. "A primeira coisa a dizer é parabéns pelo resultado de quinta-feira e pela época que tem feito até este ponto, que pode levar uma equipa portuguesa a uma final europeia. Desejar-lhes toda a sorte na segunda mão na Alemanha", afirmou, elogiando o próximo adversário. "Sabemos que é uma equipa com muita qualidade, com uma imagem, identidade mas, também, com variabilidade, com capacidade de ter diferentes planos de jogo em função dos espaços que ocupam, onde é que eles querem atrair-te, É uma equipa que joga com muita energia e esperamos fazer um bom jogo", sublinhou.
Questionado se espera algumas poupanças por parte de Carlos Vicens, o técnico do Estoril foi claro. "Até pode ser um jogo em que haverá uma grande rotação do adversário, mas quando for dado o primeiro apito há um jogo de futebol e não uma equipa na praia e outra que está à espera do próximo jogo. Nós queremos ganhar e tenho quase a certeza que o Sp. Braga também", referiu.
Já sobre as queixas de vários treinadores sobre o desgaste físico dos jogadores nesta reta final de temporada, Ian Cathro não vislumbra uma solução. "Nós não nos podemos queixar do calendário. Para clubes com os nossos recursos é mais a capacidade de encontrar o equilíbrio certo no plantel e ter a ligação com a equipa de sub-23 para ter os jovens mais preparados para dar o seu contributo à equipa principal. Da parte do nível mais alto [clubes grandes] tem sido tema nos últimos anos e não sei como é que vamos melhorar isso", assume. Depois de salientar que "essa decisão infelizmente não será tomada pelos treinadores", o escocês deu a sua visão: "Acredito que é a máquina de dinheiro que manda mais nisso do que treinadores ou departamentos médicos, que querem ajudar a saúde ou a capacidade de rendimento sustentável dos jogadores. A indústria está a ir numa linha mas, obviamente, vai ter que parar nalgum momento porque estamos a falar de seres humanos em que há uma limitação."
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