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Treinador do Famalicão fez a antevisão ao jogo com o Santa Clara sem colocar limites nos objetivos para a temporadas
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O Famalicão dá, pelas 17 horas deste domingo, o seu pontapé de saída nesta edição da Liga Betclic com uma receção ao Santa Clara. O técnico Hugo Oliveira está, assim, a começar a primeira temporada completa como treinador principal, mas já se mostrou perfeitamente identificado com os pergaminhos dos minhotos, adiantando que o grupo "está ansioso por competir" e "muito positivo" quanto ao futuro próximo.
No entanto, o técnico aponta também ao facto do adversário já ter três jogos oficiais nas costas. "Vamos começar com o adversário que já está num espaço competitivo, jogando três jogos oficiais e jogos esses em que têm sido extremamente competentes da parte deles, com resultados positivos. Penso que isso é bom para o futebol português, para a região e para o Santa Clara", refletiu, avisando, contudo, que existe um conhecimento mútuo entre as equipas: "Conhecemo-los bem. A sua solidez, a sua maturidade, o facto de ser uma equipa extremamente estável e ter princípios muito bem definidos. Obviamente que o adversário tem mais ritmo competitivo, assim como um nível de ansiedade mais baixo, porque jogar oficialmente solta a adrenalina. Agora vamos ao primeiro jogo, vamos volta a ter lado a lado connosco outro elemento que é fundamental, que são os nossos adeptos, e temos que unir os nossos esforços e com as nossas ideias, a nossa competência e o nosso talento, tentar ser melhores do que o adversário."
Vasco Matos lidera um Santa Clara com o mesmo núcleo no plantel. É uma vantagem na vossa preparação? "Acho que é recíproco. Acho que esta estabilidade que o Santa Clara tem nós também temos, É óbvio que nós perdemos jogadores que eram, em teoria, titulares, mas eles conhecem as nossas ideias e nós as deles. Vai, com certeza, competir olhos nos olhos connosco e proporcionar um bom espetáculo. Espero, que no final, sejamos nós a ter a capacidade de sair a sorrir."
É importante começar com uma vitória? "Bom, acho que nós estamos num momento de estabilidade e, quando existe estabilidade no projeto e nas ideias é sempre um momento para darmos passos para a frente. Essa ambição vem disso mesmo: dessa estabilidade, dessa identificação em relação a ideias, a tudo aquilo que é o clube, que é o corpo técnico, e é, depois justamente um fator influenciados para os jogadores. O resultado final, que valerá sempre três pontos, dependerá da nossa competência. Se ganharmos o primeiro jogo é um símbolo de afirmação, claro, mas vamos para todos os jogos com a certeza que é para ganhar."
Este é um plantel que já o satisfaz? " Os plantéis, até dia 31 de agosto, vão estar abertos. Pode haver saídas ou entradas. É óbvio que nós, treinadores, queremos sempre mais. Somos ambiciosos, queremos mais ferramentas, mais talento e mais competição dentro de portas, porque isso eleva o plantel. Hoje, sou um treinador feliz com o plantel que tenho, mas não deixo de ter os olhos abertos a melhorias e àquilo que possa ser a possibilidade."
O Famalicão costuma ficar sempre à porta da Europa. É possível sonhar com as competições europeias este ano? " Nós sonhamos em sermos melhores do que hoje, sonhamos com a ambição de sermos cada vez mais fortes e, como eu já o disse, olhamos para o ano passado a saber aquilo que fizemos de bem e de mal para melhorarmos. Este é um clube que tem sido estável naquilo que é o seu projeto, mas sempre em desenvolvimento. Não podemos esquecer que há muitos clubes com investidores internacionais, que começam novos projetos e novas aventuras e que se sabe como têm acabado. Este clube é um clube a quem se tem pedido sempre a estabilidade e passos de uma forma segura, o olhar é sempre em frente e, por isso, querer fazer melhor, porque isso é a nossa ambição. No final, vamos ver o que é que as contas vão dar."
O plantel do Famalicão continua a ser um dos mais jovens da 1ª Liga. " É óbvio que nós temos que entender aquilo que é o projeto e aquilo que são as ideias que vivemos e nós vivemos, sim, com o desenvolvimento de talento, mas também porque acreditamos no talento, não é só porque achamos que é bonito. É assim que o presidente vê este projeto desde o início. A partir daí, o que nós também queremos é competência, não é só por ser jovem que pode entrar nas portas do Famalicão, tem que ter talento e nós cá estaremos para desenvolver esse talento. É óbvio que em alguns momentos da época vamos sentir falta de alguma maturidade, temos consciência disso, mas é o nosso papel também fazer estes jogadores talentosos ganhar essa maturidade, personalidade, liderança, e ter um momento de afirmação para que no momento de decisão tomem decisões como se fossem mais maduros. Acima de tudo, nós acreditamos em duas coisas, em talento e em fome. Se juntarmos estas duas premissas vamos ter competência, se daí se juntarmos um sentimento coletivo de entreajuda, desde a administração ao treinador e aos jogadores com um só caminho, as coisas vão acontecer de uma forma positiva."
Óscar Aranda vai continuar de fora. O Famalicão vai sentir a falta dele? "Eu digo sem qualquer problema: não é só o Famalicão que vai sentir a falta, mas sim a Liga, que perde o melhor driblador da última temporada. É um dado quantitativo, o que ele faz de um para um, como arranca, pára. Traz aquela arte do engano que nós sempre gostamos do jogador talentoso, Além disso, perdemos muitos golos, assistências e dados efetivos. Estamos é preocupados com a sua saúde e concentrados em estar lá para o ajudar a melhorar."
Quem, para si, vai marcar o primeiro golo da época? "Vai ser a D. Manuela e o Sr. Manuel, com certeza. Vão ser os adeptos, porque esses estão sempre lá . Vão fazer muitos golos contra o Santa Clara, vão ser eles a fazer a primeira assistência, vão ser eles a fazer o primeiro golo. Vão ser importantes na nossa caminhada."
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