Hugo Oliveira deixa mensagem a Luís Pinto: «Tem de estar orgulhoso, é o campeão de inverno»

Técnico do Famalicão comenta saída do companheiro de profissão do Vitória

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• Foto: Lusa/EPA

O Vitória é o próximo adversário do Famalicão e a semana de preparação para este embate ficou marcada pela saída de Luís Pinto do comando técnico do emblema de Guimarães. Tema que marcou a conferência de antevisão de Hugo Oliveira, que fez questão de deixar uma mensagem ao companheiro de profissão, entretanto substituído no cargo por Gil Lameiras.

Jogo com o Vitória: "Esperamos uma partida muito difícil, num estádio difícil para toda a gente. O Vitória, tradicionalmente, luta por objetivos grandes, competições internacionais, tem plantéis fortes, talento e este ano não foge à regra. Para nós, o que conta são as nossas ideias, os nossos princípios, os nossos objetivos, mas isso não invalida que um adversário que tem a sua força, que não joga sozinho, vá fazer um jogo difícil para nós. Mas somos sempre iguais a nós proprios. É mais um desafio que tem que ser encarado com máximo de respeito pelo adversário, mas com o máximo de orgulho e confiança pelo resultado do nosso trabalho."  

Com Sorriso e Van de Looi, mas sem Mathias de Amorim: "Treinador feliz é quem tem todos à disposição, mas são oportunidades para outros jogadores. Temos sido um exemplo de plantel competitivo, que trabalha sempre com as mesmas ideias. A equipa tem tido mudanças ou por opções ou por castigos e temos mantido ideias e performances. Mostra muito do equilíbrio do plantel, do processo de treino, quer seja dentro de campo quer seja fora. A janela de oportunidade está aberta para quem vai chegar. Não está o Mathias, mas está outro. Temos muitas opções para o jogo. Já tivemos o Marcos Peña, já tivemos o Gustavo Sá, o Pedro Santos, já jogou o Pastor, o Roméo, o Antoine... É para isso que estou cá. Agora tomar decisões com orgulho de ter plantel recheado de jogadores que trabalham muito. Perante oportunidade, têm de mostrar talento."  

Gil Lameiras entrou para o lugar de Luís Pinto: "Não conheço o treinador que começou esta semana, mas fazemos os trabalhos de casa e preparámos o jogo para o que pode ser o Vitória com as raízes do que foi até agora. Muito do trabalho que estava feito vai continuar lá. Quero, a este propósito, enviar um abraço ao Luís, que tem que estar orgulhoso do trabalho que fez, é o campeão de inverno. Estes momentos fazem os treinadores mais fortes e é esta a vida de treinador. Projetos vão chegar, o futuro risonho vai chegar, até porque o Vitória era equipa organizada, que sabia o que estava a fazer e isso certamente vai dar oportunidades. Em relação à mudança, há sempre mexidas, quem entra tenta meter cunho pessoal, ideias, retirar o melhor do plantel, que tem qualidade, com misto entre jovens e experiência e com um clube que tem sempre aspirações, que tem sempre poder, que tem sempre a sua história, o seu ADN ambicioso. Vai ser difícil, mas o foco quase sempre está na nossa equipa, trazer de bom o que termos vindo a fazer, melhorar o que não tem sido feito tão bem e continuar o desenvolvimento. Dar passos em frente, a liga caminha para o final e temos que aproveitar todas as oportunidades que temos. Quem não desfrutar destes jogos não desfruta do futebol. Jogar no D. Afonso Henriques tem que ser um prazer, jogar perante um ambiente apaixonado. Esperamos que sejamos nós a ser felizes a sair deste jogo." 

Apelo aos adeptos: "Aquilo que espero dos adeptos é que sejam o que têm sido sempre nos jogos favor. Fabulosos e têm jogado. Verdadeiro adepto é quem joga lado a lado com a equipa. Sabe que tem importância tremenda. Facto de termos mais um elemento a puxar, que está lado a lado connosco é fundamental. Jogos têm muitos momentos, uns em que estamos melhor, outros pior, momentos de chamar à pedra, momentos em que precisamos de ser empurrados. Paixão tem que vir de fora. Sentiu-se uma certa frieza na 1.ª parte com o Arouca e sublinho o pedido à administração, à Câmara Municipal, a todos os que possam fazer mais para darem a estes adeptos estádio melhor para que eles também joguem lado a lado com a equipa. Adeptos têm força muito importante. Não nos puxaram como tenho sido habituado e sei que em Guimarães vão estar lado a lado connosco e ser extremamente importantes. Do outro lado, vai acontecer também. Isso mostra a grandeza dos clubes. Futebol existe para o adepto e para que chegue ao estádio e se sinta identificado com a sua causa." 

Folhas limpas e reconhecimento individual nos prémios da Liga: "O que há a sublinhar é que são números positivos, são números que não são normais e temos que estar orgulhosos. Mas temos que sublinhar que acontecem porque gostamos de ter a bola, não por sermos exímios quando não temos a bola. O momento para estar melhor defensivamente é quando temos a bola, para não sermos surpreendido na perda. Somos uma equipa com caminhos e o facto de sabermos o que fazer permite-nos à perda da bola sermos efetivos. Não é só sobre o Lazar Carevic, o Cabral, o Zlobin, o Ibrahima, o Justin, é o Abu, o Antoine, o Sorriso, o Elisor... Começamos a defender na frente. Nós jogamos como um todo e como treinador isso deixa-me orgulhoso, essa participação do todo. O facto de perdermos jogadores por castigo e a postura da equipa não mudar faz com que demonstre que as ideias estão lá, os caminhos estão lá. Eu sei que o Famalicão é conhecido pelas individualidades que saem e pelo talento do jogador, mas os princípios que sustentam este projeto é a força coletiva. Não sofremos golos, mas não somos defensivos. Somos das equipas que dá mais toques na área adversária e somos das que mais bolas recupera no meio-campo defensivo. Somos uma equipa agressiva e apaixonada."

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