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Treinador do Famalicão pede ambição e identidade para travar os leões
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O técnico Hugo Oliveira foi sagaz a elogiar os predicados do Sporting para justificar o jogo de elevado grau de dificuldade que espera o Famalicão em Alvalade, mas também aproveitou o contexto de exigência para sustentar um plano de maturação e ambição capaz de complicar as contas da candidatura leonina ao título.
“Vamos jogar em casa do campeão nacional perante uma equipa de elevada qualidade colectiva e individual e que, por esse motivo, encontra-se a lutar novamente pelo título, de modo que espero um jogo muito difícil, mas também acreditamos que podemos ser felizes com a nossa forma de estar”, referiu o treinador, salientando que o Famalicão também tem talento e humildade: “Estes jogos são uma oportunidade de mostrar qualidade, mas é preciso ter coragem e é perante aquilo que tem sido a nossa identidade que vamos lutar por conquistar pontos e, se possível, pela vitória”.
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Horizonte positivo com a finalidade de dar um passo em frente naquilo que é o projecto do Famalicão, mas também sem desvalorizar a ausência forçada do goleador Luis Suárez ou o impacto das decisões da equipa de arbitragem.
“Um clube como o Sporting não pode ficar pior porque perde um elemento porque quem luta pelo título tem sempre um plantel rico e cheio de alternativas, pelo que não acredito que o Rui Borges vai dizer que chega mais frágil porque não tem um jogador disponível”, sustentou Hugo Oliveira, recordando um episódio da sua juventude para dar corpo à ideia de que “uma grande arbitragem passa despercebida”: “Cresci na companhia de um avô mais próximo e, como todos, ouvia os relatos mais apaixonados. Naquele tempo dizia-se que o árbitro fez um grande trabalho quando passou despercebido e é isso que espero para o nosso próximo jogo e para o futebol português. Fala-se, comenta-se e analisa-se muito o papel árbitro, mas cada vez vejo menos o drible, o golo ou o talento. O futebol é espectáculo e devemos estar enamorados pelo golo, o drible e o talento”, afirmou.
Oportunidades sem borlas
Hugo Oliveira reconhece que a aposta na formação foi um dos motivos que levou o Famalicão a avançar para a sua contratação, bem como garante que “há mais potencial na equipa sub-23“ para dar continuidade às estreias na Liga Betclic protagonizadas pelo avançado Rudi e pelo médio Pastor na última jornada, mas foi célere a atirar que “aqui não há borlas”.
“Fui escolhido também pela minha forma de estar no futebol, mas não dou borlas. A tabela classificativa tem peso, como é evidente, mas a competição no conjunto profissional é tremenda e, se o Pastor e o Rudi se estrearam foi porque mereceram. Acreditamos muito no talento e na devida oportunidade, mas o lugar tem de ser ganho lá dentro. O resto é a compatibilidade de interesses desportivos com o projecto do Famalicão. O Ibrahima Ba e o Zabiri também eram dois elementos da equipa sub-23 na época passada e agora um deles é titular e o outro já foi uma grande venda. São os exemplos de sucesso mais recentes, mas o maior exemplo deste projecto é o Gustavo Sá, jovem oriundo da formação que viu o sonho individual concretizar-se numa ideia colectiva”, comentou Hugo Oliveira.
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