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As lesões de Chainho e Jorge Costa, somadas à infantil expulsão de Deco a meia hora do final, limitaram a acção do treinador portista, que teve de gerir uma segunda parte aflitiva e acabar com Jorge Andrade a ponta-de-lança! Para quem já não tinha Pena e ficara privado de Nélson devido a uma gripe súbita...
A HISTÓRICA vitória do Boavista sobre o FC Porto, que lhe dá o comando da I Liga ao fim da primeira volta, assentou muito na solidez e rigor da cultura táctica imposta por Jaime Pacheco a uma equipa que soube aproveitar bem as contingências de um jogo que manietou as opções de Fernando Santos. As lesões de Chainho primeiro e Jorge Costa depois, somadas à infantil expulsão de Deco a meia hora do final (puxou a camisola a um adversário numa jogada a meio-campo!), limitaram a acção do treinador portista, que teve de gerir uma segunda parte aflitiva e acabar com Jorge Andrade a ponta-de-lança! Para quem já não tinha Pena e ficara privado de Nélson devido a uma gripe súbita...
O Boavista, sem superstições, ganhou com inteiro merecimento num dia 13 e fechou com chave de ouro uma série de 13 jogos consecutivos sem conhecer a derrota na Liga. Além de ter sido mais feliz, mostrou possuir um plantel equilibrado e consistente, com as opções que faltam ao FC Porto nesta altura importante da temporada, em que se seguem dois jogos consecutivos com o Benfica (quarta, para a Taça, e domingo)!... As próximas semanas vão ser duras para o FC Porto, cujos adeptos voltaram a exprimir alguma insatisfação no final, talvez sem avaliarem muito bem a diferença de qualidade entre as duplas Drulovic-Pena e Folha-Domingos...
Depois deste encontro, quer se assuma ou não como tal, é evidente que o Boavista merece ser considerado – e é! – um verdadeiro candidato ao título. Tem uma equipa homogénea, um plantel competitivo e um treinador à altura. Que mais é preciso para ser campeão se, além do mais, por detrás desta realidade existe um clube organizado e escrupulosamente pontual no cumprimento das respectivas obrigações financeiras?
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Este encontro, disputado num dia importante para a cidade do Porto, que divide com Roterdão o título da Capital Europeia da Cultura, ficou aquém do que seria de esperar em termos de qualidade de futebol, mas correspondeu em intensidade emocional.
O Boavista entrou ao ataque, em 4x1x2x3, mais virado para o ataque do que o FC Porto. Fernando Santos escolheu Paulinho Santos para suprir a falta de Nélson (e levou Maric para o “banco”) e manteve-se fiel ao 4x2x3x1 (Capucho a nº 10) com que costuma gerir os jogos “fora”. E os primeiros minutos, vivos e velozes, prometeram uma luta interessante. À predominância do Boavista, alicerçada num meio-campo a entrar melhor sobre a bola, respondeu o FC Porto com contra-ataques perigosos, normalmente conduzidos pelo flanco direito, no qual convergiam e se desmultiplicavam Capucho e Cândido Costa.
Depois de um primeiro aviso do Boavista, por Whelliton (5), coube mesmo ao FC Porto a primeira grande oportunidade de golo. Folha rubricou a única jogada de qualidade que se lhe viu em 90 minutos, a defesa do Boavista falhou (Litos), mas Cândido Costa rematou disparatadamente por cima da barra, já dentro da área. Na resposta, numa jogada-tipo do Boavista (lançamento da linha lateral para a cabeça de Whelliton, colado à linha de fundo, que procurava servir o aparecimento de companheiros na área), Rui Óscar foi desarmado “in extremis” por Chainho.
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O futebol do Boavista foi sempre mais espontâneo e agressivo. O golo surgiu com naturalidade, coroando um lance muito rápido em que a defesa portista hesitou, perdeu a oportunidade de matar à nascença as intervenções de Whelliton e Duda e acabou por permitir a entrada à vontade de Martelinho para um remate fácil.
Ao FC Porto faltou “peso” do meio-campo para a frente e essa sensação agravou-se com a saída de Chainho, lesionado (35), rendido por Deco, que se incorporou no miolo sem alterar o sistema táctico da equipa. Ainda assim, até ao descanso e apesar do resultado, o jogo conheceu o período de maior equilíbrio.
Só depois do intervalo, com a entrada de Alenitchev (a render Cândido Costa), o FC Porto procurou mudar. Fernando Santos inverteu o vértice do triângulo e Paredes, atrás, passou a ter Deco à direita e o russo à esquerda. Capucho colou-se ao flanco direito, onde perderia fulgor.
Estas mudanças não retiraram o comando do jogo ao Boavista. Whelliton, bem “descoberto” por Sanchez, falhou o “chapéu” que parecia fácil para o 2-0 (52). E, logo a seguir, começou o Calvário do FC Porto. Jorge Costa lesionou-se, obrigando à entrada de Aloísio (Jorge Andrade passou a defender à direita), quando Fernando Santos preparava a entrada de um avançado (até Maric estava a aquecer...) Depois foi a expulsão de Deco!
No rescaldo destas movimentações, o FC Porto desintegrou-se. O meio-campo desapareceu, apesar do recuo de Folha na ala esquerda. Alenitchev apareceu a jogar à direita. A equipa afunilou na frente juntando Domingos a Capucho. Só por sorte o FC Porto, no meio daquela falta de comando e de esclarecimento dentro do campo, poderia chegar ao golo.
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O Boavista geriu a segunda parte sempre com muitas cautelas. Mais do que arriscar para chegar ao 2-0, Jaime Pacheco achou acertado não correr risco, como se viu até nas substituições. Primeiro Pedro Santos, a render a habitual falta de frescura de Sanchez, depois Geraldo e Quevedo a garantirem o meio-campo em detrimento do duo Duda/Whelliton.
Como consequência desta vitória, o Boavista torna-se líder de um campeonato que fica super interessante – e bem pode disfarçar dizendo que não luta pelo título que não vai convencer quem quer que seja. No FC Porto, Fernando Santos vai ter dias de alguma apreensão. Entre lesionados e faltas de rendimento, há uma equipa para recuperar em pouco tempo e com difíceis jogos à porta.
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Boa arbitragem de Vítor Pereira, acompanhando os lances de perto. O jogo não teve lances complicados, apesar da entrega dos jogadores, porque o árbitro se impôs. As pequenas dúvidas prendem-se com um ou outro cartão amarelo que poderia ter sido também mostrado. Coisa de pouca monta nos dias que correm. O importante é que o jogo era complicado, importante, e acabou com um resultado e sem dúvidas. Por isso, “nota 5”.
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