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Record – Você é Cláudio Mejolaro. Porque lhe chamam Pitbull?
CLÁUDIO PITBULL – O António Lopes, que foi meu treinador no Grémio, olhou para mim num treino e disse que eu, por ser baixinho e forte, era parecido com um “Pitbull”. Nessa altura era júnior, mas estava a treinar-me com os profissionais. E esse apelido ficou até hoje, mas sem qualquer tipo de maldade. Aceitei bem e estou acostumado, apesar de certas vezes brincaram com o nome. Houve alturas, em jogos mais quentes, que me chamaram "pitbicha". Mas levei o tema sempre na brincadeira. O futebol não deve dar para chatear.
Record – Quantos golos espera marcar até ao final deste campeonato?
CLÁUDIO PITBULL – Logicamente que espero fazer muitos, mas recuso-me a colocar uma meta. Gosto de os criar e marcar, mas muitas vezes é o colectivo quem determina esse sucesso individual. Marquei no Grémio 19 golos no último Brasileirão, mas trocava-os pela permanência do clube no campeonato. Acabámos por descer de divisão, para tristeza minha. Estive lá 11 anos e nem queria acreditar naquele desfecho. Bom, isso é passado.
Record – O FC Porto cativou-o tanto porquê?
CLÁUDIO PITBULL – Fácil! É um clube campeão e é mais do que evidente que tem um grande espírito. O FC Porto é uma referência no futebol mundial e basta ver os seus êxitos estrondosos. O Baidek falou-me de um aspecto especial: a união. Insistiu nisso e que é um clube com uma estrutura espectacular, onde o presidente assume um papel particular. Pelas informações que me transmitiu, é um grande presidente e aquele que conseguiu engrandecer o Porto nos últimos tempos. Foi o que me disseram, mas vou esperar para conhecê-lo melhor. Deve ser uma grande personalidade.
Record – Então só espera conquistar títulos?
CLÁUDIO PITBULL – Eu e todos os outros jogadores. Um clube que nos últimos anos tem ganho todos os troféus só pode ter presente a ambição de continuar a ganhar tudo aquilo em que está envolvido. Este ano e sempre. Parece-me que está equilibrada a luta pelo título e a diferença de um ponto não significa absolutamente nada. Há muito campeonato pela frente. Particularmente, não gosto nada de perder. É uma sensação estranha e para mim acaba por significar que não desfrutei nada do jogo. Não ligo nada aos golos que marco quando perco um jogo.
Record – Carlos Alberto acusou o treinador do FC Porto de não gostar de brasileiros. Está preocupado?
CLÁUDIO PITBULL – Não. De maneira alguma. Não sei se isso é verdade e, sinceramente, até não acredito. Mas respeito a opinião dele, pois esteve no clube e conviveu com o treinador e outros responsáveis. A verdade é que, apesar de terem saído o Carlos Alberto e o Derlei, o FC Porto continua a ter brasileiros como Diego, Fabiano, Leandro… Julgo que o Carlos [Alberto] não se estava a adaptar e procurou uma nova via para prosseguir a sua carreira. Voltou ao seu país, que tanto adora, e jogará num grande clube como é o Corinthians.
Record – Conhece a cidade do Porto?
CLÁUDIO PITBULL – Não, não, não… Estive em Lisboa, no escritório do Baidek, mas esse encontro foi tão rápido que não deu para conhecer nada. Mas não há muito para comentar nesse aspecto. Portugal é num país espectacular, onde os brasileiros se dão muito bem. Eu não serei excepção e para facilitar tudo não terei qualquer tipo de problema com a língua. Continuarei a falar português, o que já é muito bom.
«Liedson está a viver momento fantástico»
R – Liedson é, de momento, a grande estrela em Portugal…
CP – Tenho acompanhado o futebol português e, realmente, o Liedson está a atravessar um momento fantástico. Ainda no último jogo marcou ao Benfica, mas atenção que o FC Porto tem pontas-de-lança do melhor que há. O Fabiano é mesmo fabuloso, não duvidem. Aliás, parece-me que marcou mais um golo na última jornada.
R – Vai reecontrar em Portugal muitos amigos…
CP – Joguei com o Tinga e Polga, no Grémio, e contra o Liedson e Rochemback. Tudo gente muito boa e não posso ainda esquecer o Luís Mário, que está no Vitória de Guimarães. Sou muito amigo dele e em Porto Alegre frequentava tanto a sua casa, como ele a minha. Tivemos um ano fantástico no Grémio quando conseguimos vencer a Copa do Brasil. E não posso ainda esquecer que tive o privilégio de se jogar com o Ronaldinho Gaúcho. Um fenómeno do futebol mundial e um amigo.
Loucura para apanhar o craque
Não foi fácil segurar Pitbull para o FC Porto, mas Jorge Baidek resistiu aos milhões dos árabes e dos alemães e aos reais dos brasileiros. No seu país, de facto, os interessados eram muitos e todos do topo: Santos, S. Paulo, Corinthians, Atlético Paranaense. Todos os queriam, é verdade, mas o seu destino era inevitavelmente a Europa. E o FC Porto em particular. O Brasil tornou-se quase impossível a partir do momento em que o Grémio de Porto Alegre, no acordo para a sua desvinculação, incluiu uma cláusula que prevê uma indemnização no caso de o jogador voltar ao seu país nos próximos tempos.
A SAD dos dragões confiou em Baidek, empresário que continua a manter relações de proximidade com Pinto da Costa, e viu que o desejado jogador está mesmo garantido e sem desvios. Mantendo a estratégia assumida desde início, o agente FIFA continua a não confirmar o FC Porto como destino do jogador que ontem aterrou em Lisboa todo sorridente. Será o FC Porto a oficializar a contratação, depois de Fernández não esconder o seu apreço pelo avançado.
Fernández: «É jovem, rápido, agressivo, valente e lutador...»
Não é costume um treinador do FC Porto falar de um jogador que o clube está prestes a contratar. Víctor Fernández quebrou pela segunda vez a regra. Depois de ter falado de “Lucho” González, ontem também se estendeu em elogios a Cláudio Pitbull. “É o topo de jogador de que precisamos”, começou por afirmar.
“É um jogador jovem, rápido, com grande potencial, agressivo, valente, lutador”, desenvolveu, não deixando de referir que também “cai bem nas alas”. Ou seja, Pitbull pode fazer o que Derlei fazia: dar profundidade às asas e ao mesmo tempo acrescentar poder de fogo. Enquadrando-se ainda no retrato-“robôt” do jogador do FC Porto – bravo e de qualidade.
Fernández queria um jogador diferente dos pontas-de-lança de que dispõe – Luís Fabiano, Benni McCarthy e Hélder Postiga – e ao mesmo tempo alguém ainda com grande potencial para de-senvolver, indo também ao encontro da estratégia da FC Porto, Futebol SAD, que continua a ter como meta investir bem para vender melhor. Cláudio Pitbull é, sem dúvida, o “jogador agressivo” que Fernández queria para a frente de ataque, um problema esta época, apesar da fartura de activos.
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