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Francisco J. Marques e a acusação do MP: «Alguém ainda não percebeu que o criminoso não sou eu?»

Diretor de comunicação do FC Porto reage à acusação do Ministério Público no caso dos emails

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• Foto: Ricardo Jr

O diretor de comunicação do FC Porto, acusado esta sexta-feira pelo Ministério Público de violação de correspondência e acesso indevido, por divulgar conteúdos de emails do Benfica, lamentou que se continue a culpar "quem expõe práticas ilegais" em Portugal.

"Portugal continua em contramão com a Europa e acusa quem expõe práticas irregulares ou ilegais, e quem denuncia atropelos à verdade desportiva. Ainda há alguém que não percebeu que o criminoso não sou eu, nem o Diogo Faria, nem o Júlio Magalhães?", escreveu Francisco J. Marques, na rede social Twitter.

O Ministério Público acusou o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, o diretor do Porto Canal, Júlio Magalhães, e um comentador de violação de correspondência e de acesso indevido, por divulgarem conteúdos de emails do Benfica.

A acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a que a agência Lusa teve hoje acesso, imputa a Francisco J. Marques seis crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações, três dos quais agravados, e um crime de acesso indevido.

Júlio Magalhães está acusado de três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações, agravados, enquanto Diogo Faria, comentador no programa 'Universo Porto - da Bancada', do Porto Canal, através do qual foram revelados os conteúdos dos emails do Benfica, está acusado de um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações e outro de acesso indevido.

Entre 18 de abril de 2017 e 20 de fevereiro de 2018, ao longo de cerca de 20 programas, Francisco J. Marques "revelou cerca de 55 mensagens de correio eletrónico trocadas entre colaboradores do grupo Benfica e entre estes e terceiros".

Quanto ao diretor do Porto Canal, a procuradora do DCIAP Vera Camacho considera que Júlio Magalhães "sabia que nos programas iriam ser revelados emails de terceiros", mas que "nada fez para impedir tais transmissões".

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