Treinador do FC Porto fez a antevisão ao duelo da 2.ª jornada do Grupo A do Mundial de Clubes, marcado para esta quinta-feira (20h)
Inter Miami tem tido muitos problemas com transição defensiva. Pensa apostar mais nisso?
"Nós queremos ter a bola e planificamos a forma de defender para a termos. Claro que se estiveres de uma forma mais recuada terás mais espaço, mas não o faremos mais baixo se isso não me beneficiar. Com o Palmeiras, pontualmente defendemos em bloco médio/baixo e saímos em transição. Amanhã temos as nossas estratégias, cientes de que não se pode controlar por completo uma partida. E dito isto, há que ter em conta que defender as transições rápidas não é difícil apenas para o Inter Miami, é difícil para qualquer equipa."
Equilíbrio Europa/América
"As equipas sul-americanas são sempre competitivas, têm sempre essa fome de competir, nunca te vão dar uma ação por perdida. E têm também muita história, muitos títulos. As equipas europeias parece-me que lhes está a custar a paragem competitiva. Penso que vai ser uma 2ª jornada muito interessante."
Dados os resultados da 1ª jornada neste grupo, este jogo é ainda mais importante?
"Num formato mundial, com 3 partidas, todos são importantes. Se não tens um resultado bom, estás longe de te classificar. Mesmo que tenhamos um bom resultado neste jogo, também teremos de o ter no último jogo. Portanto preferimos pensar só neste."
Tem o onze decidido?
"Amanhã veem."
Como se define como treinador?
"Nós definimo-nos como corpo técnico. Gostamos de planificar bem cada partida, damos um sentido à nossa equipa a partir do que é o rival. Gostamos de identificar diferentes formas de defender pensando no rival. Gostamos de ter uma equipa inteligente, pois há rivais em que deves deixar dar o primeiro passo e outros em que tens de tentar tirar a bola logo na primeira linha. Nós sabemos como queremos atacar, mas como vamos fazê-lo em cada ação isso também passa pelo adversário. O que ele fizer vai dizer-me onde terei vantagem: se no espaço, se no passe… Quando tens um jogador inteligente que percebe as vantagens, o jogo começa a fluir melhor. Noutro dia tivemos essa inteligência, mas o gesto técnico não foi o melhor. O relvado também não ajudou, não era tão rápido como estamos habituados, e isso também o disse o treinador rival. De resto, queremos pensar na baliza adversária, mas há momentos em que o podes fazer de uma forma e noutros é melhor defender."
O FC Porto está mais próximo do que quer?
"Há muitas facetas de jogo, das quais temos falado, e das quais nos vamos aproximando da equipa que queremos ser. O Palmeiras fez 38 cruzamentos e nós soubemos defendê-los. Há aí um trabalho de linha, de equilíbrio, que não começou esta semana. Naturalmente cada adversário coloca-te situações distintas… Sabíamos que o Palmeiras cruzava mais de Piquerez, enquanto agora Messi faz outras coisas por exemplo, como Jordi Alba. Agora, a equipa procura aproximar-se da sua essência. Amanhã vamos ter momentos em que seremos ultra pressionantes, outros não… Como com o Palmeiras, que é uma equipa bastante direta, e não podemos ser sempre muito pressionantes. Como quando no início do jogo quando Rios saltava entre Gabri e Varela, não estava fácil perceber quem ia, mas depois acertou-se isso… ou seja, há várias cambiantes numa partida. E depois acabamos por nos fixar no resultado, numa jogada ou noutra. Mas nós sabemos o trajeto que queremos fazer, que estamos a fazer, e depois, sim, há o resultado."
Ustari, Mascherano, Messi… Que relação tem com eles?
"Tanto Mascherano como Ustari conheço-os pelas suas trajetórias. Não os conheço pessoalmente, mas como treinador tenho visto a trajetória de Mascherano. No Inter tem uma equipa que tem evoluído, que tem posicionamento e gosta de ter bola. O nosso trabalho, como disse, será cortar essa circulação para termos nós a bola e sermos protagonistas. E ser protagonistas sendo agressivos, com bola, procurando a baliza rival."
Idolatra Messi?
"Para nós argentinos, Messi nos deu muitas alegrias. Mas ao ter que enfrentá-lo para mim é mais um jogador que há que tratar bem, para que a bola não passe por ele, e isso vai aproximar-nos da vitória. Pensar em nós e saber que a nossa estratégia defensiva não depende de um jogador. Cortar o circuito deles entrelinhas, passa um pouco por aí…"
Taticamente o FC Porto é mais forte?
"No final o futebol são 11 contra 11 e para ser mais forte há que demonstrá-lo em campo. Nem todas as equipas supostamente mais fortes se têm superiorizado na prova… Nós sabemos o que queremos, sabemos da nossa história, do peso do nosso escudo. No Palmeiras não chegámos com o ritmo que queríamos, tivemos as férias, a paragem e isso é incomparável com uma atividade contínua. Recuperámos os jogadores por estes dias, preparámos o jogo com imagens e, depois, em campo."
Adversário com muitos argentinos
"Sempre pensei em como preparar um jogo contra Messi. Mas agora decidimos pensar em nós, em recuperar fisicamente, em como recuperar a bola… Quanto mais tiveres a bola menos dano te farão. Mas sim, ter a oportunidade de defrontá-los é uma desafio mais e uma forma de celebrar esta profissão."
Que FC Porto frente ao Inter Miami?
"Vamos enfrentar uma equipa que gosta de ter a bola, que tem jogadores com uma trajetória impressionante. Sabem como gerar perigo… Então é por aí que passará o jogo, teremos de tentar controlar o jogo através da posição, termos nós a bola e ser agressivos sem bola. Para podermos olhar em frente e buscar os três pontos."
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