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Treinador do FC Porto fala da origem da família portista e recorda ainda a sua primeira palestra ao plantel
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Francesco Farioli deu uma grande entrevista à Sport TV, esta segunda-feira, poucas horas depois do triunfo sobre o Santa Clara, que garantiu ao FC Porto um recorde nacional de 49 pontos ao fim da primeira volta de um campeonato com 18 equipas, tendo ainda falado de vários temas do passado, do presente e do futuro. O treinador, por exemplo, explicou a sua forma de liderar um plantel, no caso "baseada em alguns elementos que não são negociáveis."
Em casa no Dragão: "Sim, sim, com certeza. E também escolhemos esta área em particular, aqui foi o meu primeiro jogo há alguns anos, contra o Inter. É bom estar também nesta parte do estádio, uma perspetiva diferente, mas com certeza um lugar onde me sinto em casa."
Energia do estádio: "Quando estás aqui no estádio: a energia, o ruído e o apoio são sempre fantásticos. Mas, especialmente, acho que sentes a paixão pelo futebol e, especialmente, pelo clube quando estás a caminhar na rua, se estás num restaurante... como as pessoas se comprometem com o clube e realmente te fazem sentir a importância do que estamos a fazer, a responsabilidade. E esse é, acho eu, o melhor sentimento e o melhor privilégio."
Família na bancada: "Sim, sempre, sempre. A minha mulher, a minha filha e o meu filho estão sempre aqui. A minha filha é uma verdadeira portista, 24 horas por dias. Eu vejo algures 'la famiglia' e há tantas coisas engraçadas, porque ela está a repetir... Se lhe perguntares 'quem somos nós?', ela responde 'la famiglia portista'. É algo que está muito profundo. Em casa temos o YouTube no canal do FC Porto quase 12 horas por dia. Ela já conhece todas as músicas e todos os hinos do FC Porto, todas as músicas que os adeptos cantam aqui. Então, como podes imaginar, é uma imersão total, mas isso é um ótimo sentimento e, para ser honesto, acho que isto é algo que realmente te faz sentir o privilégio do que fazemos... E sim, eu não poderia estar mais grato."
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Critérios para entrar na 'famiglia portista': "Isto foi também um pouco de algo que mencionei na minha primeira conferência de imprensa, que estava relacionado com a primeira reunião que tive com o presidente. Quando ele partilhou comigo os valores do clube, o que ele sentia que era realmente importante trazer de volta aqui. É quando falamos sobre trabalho árduo, dedicação, compromisso, paixão, o desejo de colocar bravura e coragem no campo... São todos elementos que fazem realmente parte de quem eu sou e do futebol que eu gosto de ver, mas especialmente, ainda mais sobre a pessoa que eu sou. Eu lembro-me claramente de quando o presidente estava a falar e a mencionar todas estas coisas, a minha mente começou a processar toda a informação e senti imediatamente que este era o passo certo para mim. E desde então, sim, passaram apenas seis meses, embora em seis meses muitas coisas aconteçam... e para ser honesto, o outro sentimento de 'la famiglia portista' é o facto de me sentir em casa tão rápido."
Estilo de liderança: "Bem, para ser honesto, acho que precisas de ser quem és. Desde que comecei, sempre disse que quando comecei era muito jovem e ainda sou, mas claro, há cinco anos ainda era mais. Agora teremos um jogador que é mais velho do que eu [Thiago Silva], mas até agora tem sido sempre a minha rotina trabalhar com pessoas mais velhas do que eu, jogadores mais velhos do que eu. E eu acredito muito em ser eu próprio. Não sou muito bom em esconder emoções ou em colocar uma máscara. As pessoas veem como eu me sinto. Quando estou bem, veem que estou bem, quando as coisas não estão bem, veem que as coisas não estão bem. O meu estilo, a minha forma de liderar o grupo e o clube é muito simples, é feita e baseada em alguns elementos que não são negociáveis. E estes, como mencionei antes, são principalmente os elementos que fizeram o FC Porto ser o FC Porto. Então, nesta parte, o compromisso e o comprometimento entre mim próprio, o clube e o grupo foram realmente rápidos. Como te disse, sou uma pessoa direta. Quando há algo de que não gosto, tento ir sempre pelo bom caminho primeiro, e se não for suficiente, temos de encontrar outra opção. Mas, em geral, acredito que se tu construíres a relação baseada na honestidade, na transparência... mesmo que às vezes a verdade não seja a melhor, acredito que os jogadores, em geral, apreciam muito mais isso do que um bom sorriso e algo por trás. Então, isto é como eu sou... E claro, não significa que seja o caminho certo, mas é a forma como me sinto mais confortável, porque é a forma como eu sou."
Primeira palestra e casamento perfeito: "Perfeito não sei, veremos daqui a uns tempos. A primeira reunião que tive com o presidente foi realmente especial, na forma como acho que ambos nos conectamos sobre certas coisas imediatamente. As últimas épocas para o FC Porto não foram as mais fáceis. Da mesma forma, do meu lado, eu vinha de uma época que, na minha opinião, foi uma ótima época, claro que com algo que é difícil de descrever, o que aconteceu no último mês [no Ajax]. Mas de qualquer forma, em geral, com a mente um pouco fria, eu diria que foi positiva. Mas, claro, a dor do que aconteceu no último mês é algo que ficará comigo para sempre. Eu não posso negar isso. E, sabes, depois, com a mente fria, tentas fazer uma reflexão, analisar, tentas encontrar respostas, embora às vezes também precises de aceitar as coisas e não questionar tanto... talvez não fosse o momento. A partir daí tentar aprender, tentar entender, mesmo que não fosse necessário porque nós realmente forçamos muito esta dinâmica de que ‘nunca acaba até ao momento em que acaba’. E pronto. Por isso, a partir daí, seguir em frente. As minhas primeiras palavras para a equipa foram muito claras. Falamos sobre as ‘cicatrizes’ que tínhamos. Não é algo de que se deva ter vergonha, mas é algo que, na minha opinião, tem de estar na nossa pele como uma memória. E talvez não uma boa memória, mas também para entender que faz parte da vida e do desporto, especialmente, viver também coisas ou experiências e momentos que te deixam desapontado. E isso, acho eu, tem de ser uma motivação extra, tem de ser um combustível, tem de ser a nossa fome constante de sermos melhores e de nos melhorarmos diariamente."
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