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04 abril

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FC Porto-Denizlispor, 6-1: Um Porto avassalador vai de férias à Turquia

FC Porto-Denizlispor, 6-1: Um Porto avassalador vai de férias à Turquia
FC Porto-Denizlispor, 6-1: Um Porto avassalador vai de férias à Turquia • Foto: Manuel Araújo

O FC Porto marcou pela segunda vez seis golos na presente edição da Taça UEFA e, ao vencer por 6-1 o Denizlispor, meteu desde já os dois pés nos quartos-de-final da prova. A oposição turca durou apenas meio-jogo, período no qual as apertadas marcações individuais aos jogadores mais decisivos da equipa portista, aliadas à falta de velocidade e de mobilidade destes, faziam prever uma eliminatória muito complicada. Mas depois Deco abriu a caixa dos truques e, num canto e em dois livres, permitiu três golos de cabeça aos colegas. Foi o mote para uma segunda parte arrasadora que veio transformar a viagem à Turquia num simples passeio de férias, onde nada além da dignidade haverá a jogar.

A forma descomplexada como a equipa portuguesa vai encarar a segunda mão ficou bem à vista num episódio ocorrido aos 86'. Paulo Ferreira veio da direita à esquerda do ataque só para demorar uma eternidade a fazer um lançamento lateral. Viu o cartão amarelo mais festejado da noite, ficará privado da ida à Turquia, mas entrará nos quartos-de-final com o cadastro limpo. Tudo isto sucedeu numa altura em que todo o estádio se rendera já ao festival atacante que o FC Porto pôs na relva durante a segunda parte. Um período de jogo avassalador, que teve início na maestria de Deco nas bolas paradas. Uma arma como outra qualquer.

Até aí, as dificuldades pareciam imensas. Os turcos metiam em campo um sistema defensivo invulgar nos dias de hoje, com marcação homem-a-homem a todo o campo a Capucho (Hietanen), Jankauskas (Servet), Derlei (Kratochvil) e Deco (Serdal). Çimen era uma espécie de líbero que se adiantava quando a equipa tinha a bola e se juntava a Özkan como principal coordenador de um ataque que chegou a ser perigoso. Face a isto, o FC Porto teria que mostrar velocidade e mobilidade. Qualidades que a equipa de Mourinho patenteou apenas num curto período entre os 20' e os 30'. À entrada para as cabinas, apesar de duas boas ocasiões (Jankauskas aos 25' e Capucho aos 26'), o que se via era um FC Porto algo conformado.

Contudo, a transformação operada ao intervalo foi total. Mourinho limitou-se a trocar Mário Silva por Nuno Valente, mas o que se viu foi sobretudo uma mudança de atitude. De ambas as equipas. O que se viu foi um Porto mais pressionante e certo no corte e, por isso mesmo, menos faltoso (primeira falta do segundo tempo aos 67', já com 3-0 no marcador). Além disso, viu-se um FC Porto veloz e com Deco longe das zonas mais povoadas do campo (sobre a direita). E viu-se um FC Porto decisivo nas bolas paradas, o que deixou o Denizlispor completamente à toa, especialmente a partir do momento em que Serdal, o "polícia" de Deco, deu lugar ao mais ofensivo Bülent.

Os turcos passaram a jogar no risco total e, a partir do primeiro golo, cada duelo ganho pelos portugueses no meio-campo ofensivo se transformava numa ocasião de perigo. Ao todo, o FC Porto rematou 14 vezes numa segunda parte em que, além de seis golos, mandou ainda uma bola à barra (outro livre de Deco) e viu Servet salvar sobre a linha um chapéu magistral de Capucho a Heinen. Uma segunda parte em que o líder da SuperLiga fez mais golos ao Denizlispor do que esta formação tinha sofrido em seis jogos da Taça UEFA, contra Lorient, Sparta de Praga e Lyon. Tudo razões para Mourinho entrar na conferência de imprensa cheio de moral e de peito cheio. Como o fez.

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