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09 abril

Nottingham Forest

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Finalmente houve Porto

Varela foi o grande responsável por uma boa exibição, que selou triunfo inquestionável...

Finalmente houve Porto
Finalmente houve Porto • Foto: Amândia Queirós

Nada a apontar, desta vez, à exibição do campeão nacional: dominou o jogo e o adversário em todos os seus capítulos e daí resultou uma vitória, embora à tangente, que não merece qualquer discussão.

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Varela foi o ator principal, ao apontar os dois golos – um em cada uma das partes – num jogo em que o FCPorto perdeu várias oportunidades para o resolver bem cedo e sem ter necessidade de o manter aberto até ao fim e contra um adversário que, apesar de algumas fragilidades, sobretudo defensivas, deu a réplica possível.

À partida, este jogo com o Gil Vicente apresentava um grau de dificuldade alto para o FC Porto: a sua equipa entrava em campo pressionada com as vitórias de Sporting e Benfica; deste modo não podia ceder qualquer ponto, sob pena de ver os seus adversários diretos dispararem na tabela classificativa. O que se exigia, então? Um FC Porto autoritário e decidido, a assumir a iniciativa do jogo e a controlá-lo, a empurrar o adversário para trás e a impor-se em todos os seus aspetos.

O que se viu, então, no mau relvado de Barcelos? Precisamente o que acaba de ser dito. O campeão nacional puxou finalmente dos galões e fez uma boa primeira parte, embora o nível tivesse baixado depois do intervalo, apesar das oportunidades então criadas. O FC Porto fez, pois, o que lhe competia e a verdade é que a vitória é inquestionável. A sua equipa soube pressionar alto – o que já não se via há muito –, reivindicou a posse de bola, abriu o seu jogo aos flancos, sobretudo ao direito, onde Varela foi “rei e senhor”, e conseguiu com habilidade construir muitas e boas jogadas e sem grande esforço.

Forte

Não se estranhou, por isso, que o golo tivesse surgido bem cedo, logo aos 18’, por Varela, de cabeça, e depois de uma boa iniciativa de Herrera – o mexicano voltou a exibir-se num plano superior e foi um dos principais intérpretes do bom trabalho desenvolvido do meio campo para a frente. É de acrescentar ainda a competência de Fernando, o que já é habitual, e a ação positiva de Josué, que desta vez foi um número 10 operacional, quer a organizar quer a aparecer muito bem no apoio efetivo a Jackson, embora esse seu bom período só se tivesse registado na primeira parte. Nessa fase, Josué fez cinco remates à baliza de Adriano, o que é muito bom, provando ainda a sua influência no ataque à baliza do Gil Vicente. Duas das quatro ótimas oportunidades de golo dos visitantes, na etapa inicial, foram da sua responsabilidade, num jogo até então de sentido único.

Grande golo

Na situação de vantagem, o FCPorto não tirou o pé do acelerador, insistiu no ataque, sempre à procura do golo da tranquilidade, que, registe-se, só não surgiu mais cedo por manifesta falta de perícia no momento do remate ou por acerto do guarda-redes Adriano.

Essa boa atitude do campeão nacional prolongou-se depois do intervalo, embora a intensidade manifestada não fosse tão evidente, mas mesmo assim os visitantes nunca tiveram a vitória comprometida. Varela, numa jogada individual, tranquilizou os corações azuis, ao fazer o segundo golo (53’) – um grande golo, frise-se, em que ultrapassou todos os adversários que lhe apareceram pela frente.

A partir daí, o jogo tornou-se mais aberto e consequentemente mais interessante – embora menos espetacular também – e para tal situação muito contribuiu o golo de Hugo Vieira (55’). Apesar da aposta no risco total de João de Deus, o que é verdade é que o FC Porto teve sempre o jogo na mão, e a sua vitória nunca esteve em discussão.

NOTA TÉCNICA (notas de 0 a 5)

João de Deus. O Gil Vicente deu réplica, sobretudo na 2.ªparte, e manteve o jogo aberto até ao fim. Nessa fase optou por dois pontas-de-lança, mas sem efeito. (2)

Paulo Fonseca. Apresentou desta vez uma equipa bem estruturada, que soube sempre o que fazer em campo, e que teve o controlo da situação durante os 90’. (4)

ÁRBITRO: Paulo Baptista (3). Num jogo com um grau de dificuldade médio, Paulo Baptista apitou em demasia, e por vezes sem qualquer necessidade, exagerando também no recurso aos cartões amarelos. No lance em que Silvestre Varela reclama falta do guarda-redes Adriano na grande área (52’), entendemos que a sua decisão foi correta. O trabalho dos seus assistentes não foi exemplar: há dois foras-de-jogo mal assinalados, um para cada lado.

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