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22 janeiro

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Francesco Farioli: «Aqui ninguém é um super-herói, somos uma equipa muito trabalhadora»

As declarações do treinador do FC Porto depois da vitória em Guimarães, por 1-0

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Francesco Farioli reage no decorrer do V. Guimarães-FC Porto
Francesco Farioli reage no decorrer do V. Guimarães-FC Porto • Foto: Luís Vieira/Movephoto

O FC Porto sofreu para levar de vencido o V. Guimarães no D. Afonso Henriques, por 1-0, e manter distâncias na liderança da Liga Betclic.

No final da partida, Francesco Farioli analisou a exibição dos seus jogadores e elogiou a 2.ª parte, admitindo que, na 1.ª, os dragões estiveram aquém das expectativas.

"[Vitória criou muitas dificuldades. Onde esteve a chave?] Acho que a resposta está na pergunta. Foi um jogo muito complicado, contra uma equipa que jogou muito bem. Houve momentos em que precisámos de sofrer, de ter paciência. Tivemos a capacidade de sofrer, criámos oportunidades, uma bola no poste, dois penáltis. O Diogo também fez algumas defesas boas. Acho que temos de estar muitos felizes. Fizemos 30 pontos em 10 jogos fora de casa e precisamos de agradecer o que estes rapazes estão a fazer. É um orgulho. Ninguém é super-herói. Somos uma equipa de trabalhadores e estamos muito orgulhosos por representar a classe trabalhadora. Conseguimos jogar bem contra uma equipa muito forte", começou por dizer, à Sport TV.

A equipa melhorou muito da 1.ª para a 2.ª parte. O que faltou na etapa inicial? "Acho que na 1.ª parte sofremos um pouco. Precisávamos de virar os 5% dos duelos, das bolas perdidas, a nosso favor. Com bola estávamos a ter bons momentos. Tivemos algumas dificuldades em chegar para pressionar nos primeiros minutos. Mas a energia que o Vitória colocou nos primeiros minutos foi incrível. É uma equipa forte nos vários momentos. Tivemos dificuldades, mas lutámos e conseguimos aguentar o 0-0. Na 2.ª parte melhorámos um pouco e isso fez o resultado".

É uma daquelas vitórias que vale mais do que os 3 pontos? "Significa muito. Se não estou enganado, é o 14.º jogo em que não sofremos golos. E o Diogo ajudou muito... Os jogadores defenderam com muita energia, quando foi altura de ir fazer um corte, de bloquear um remate... O Alan veio ao banco pedir para bater o penálti e estou muito feliz por ele. Muita personalidade".

O William Gomes também queria bater... O que é decisivo nesses momentos? "Na hierarquia, o batedor era o William. Mas o Alan veio com esse feeling que precisávamos. É um jogador muito importante para nós. Nunca dá esse passo em frente quando não é o momento certo, mas hoje decidiu fazê-lo. Era muito peso para um jogador de 19 anos e ele tomou a responsabilidade. O William não se importou de lhe dar o penálti. Foi um gesto de equipa, que procura aquilo que é melhor. E o William foi o primeiro a ir celebrar com o Alan...".

Penálti falhado por Samu... "Dizemos sempre o mesmo a toda a gente: os erros são parte do futebol e precisam de ficar no passado. Para ele é normal. É um rapaz grande, mas tem 21 ou 22 anos... É normal sentir isso, sentiu o calor desse erro. Mas depois, melhorou muito. E acho que jogou bem melhor na 2.ª parte do que na 1.ª. E, claro, não podemos estar no topo todos os dias. Não há super-heróis aqui, somos um grupo que gosta de trabalhar. O Samu pediu-me desculpa no final do jogo e eu disse-lhe que não havia nada pelo qual pedir desculpa".

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