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Francesco Farioli revela: «Decidi não receber nem 1 euro no meu primeiro trabalho»

Treinador do FC Porto revela que desde cedo na carreira de treinador quis rodear-se por vários adjuntos

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Francesco Farioli
Francesco Farioli • Foto: José Gageiro/Movephoto

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, recordou à Sport TV a sua passagem pelo Ajax e, depois, foi confrontado com as palavras de Cristiano Bacci, treinador do Tondela, que disse que o técnico portista "não é um treinador italiano". De facto, na equipa técnica do FC Porto há diversas nacionalidades e Farioli sempre quis rodear-se por muitos adjuntos. "Decidi não receber nem 1 euro no meu primeiro trabalho", contou a propósito.

Época positiva no Ajax, apesar do título perdido no fim

"Bem, eu diria que sim. Se começarmos... nós começamos a 15 de junho porque tínhamos as eliminatórias da Liga Europa. E quando me sentei com o clube, o primeiro objetivo era qualificar para uma das duas competições, ou a Liga Europa ou a Conference, sabendo que tínhamos seis fases para chegar lá, e estar no top 3 da liga. Então, sim, ganhamos bastantes jogos. Acho que fizemos... no final da época fizemos 78 pontos: 39 na primeira volta, 39 na segunda volta. Então acho que fomos bastante constantes. Claro, o que fica na mente de todos é como as coisas terminaram."

Dor mudou Farioli?

"As minhas cicatrizes na pele estão lá porque nos faltou apenas um passo, um golo algures, um golo a mais ou um golo a menos algures para nos tornarmos campeões numa época em que ninguém estava à espera disso. Mas, claro, positivo por um lado, mas a dor está lá e estará lá para sempre. Mas de alguma forma, acho que as memórias e as experiências que todos vivemos lá, as boas memórias e o bom sentimento e a ligação com a cidade, com os adeptos, é fantástica. E será assim. Mas sim, agora vamos tentar dar um passo mais além na nossa carreira, sabendo que a época é longa e, como eu disse ontem, a maratona... estamos a meio da maratona, então muitas coisas para fazer, muitas coisas para melhorar... então, vamos lá."

Bacci disse que Farioli não é treinador italiano

"Eu acredito que cada país, de alguma forma, tem o seu próprio selo. Mas o facto de eu já ter viajado por tantos países e jogado em tantos e treinado em tantas ligas diferentes, fez de mim um pouco um 'globetrotter'. Também as pessoas que estão comigo no staff, vindas de todo o mundo... no final, acho que somos um staff realmente internacional, para ser honesto. Eu vejo isto como uma força. Claro, também há algumas dificuldades porque no staff há muitas culturas diferentes, de alguma forma línguas diferentes, então... mas o que ganhamos do outro lado, de ter abordagens diferentes, sentimentos diferentes, gostos diferentes sobre pequenos detalhes, acho que nos tornou como um grupo mais completo, onde as pessoas têm opiniões diferentes, possibilidade de discutir. Então acho que isto é algo realmente especial, é algo que eu quis desde o meu primeiro trabalho quando... quando comecei. Eu queria ter um staff técnico forte. No meu primeiro clube, quando entrei na negociação, propuseram-me um valor para mim próprio e para trazer um assistente. E eu decidi não receber nem um euro no meu primeiro trabalho e dividir esse montante para trazer cinco, seis pessoas para trabalhar comigo e para tentar entregar o trabalho bem feito. Então acho que isto diz o suficiente sobre o quanto o staff pode afetar e pode impactar. E acho que nesta época, mais uma vez, o trabalho que o staff técnico está a fazer é surreal. O impacto que eles estão a ter é massivo em termos de desenvolvimento, desenvolvimento individual, desenvolvimento coletivo. Estar perto o suficiente dos jogadores para captar os seus sentimentos, o seu humor... Para viver uma época de sucesso, tantas coisas precisam de estar no lugar certo e nunca pode ser apenas o trabalho de uma pessoa, mas é sempre o trabalho de tantas pessoas e toda a gente com um certo contributo, com um certo impacto no trabalho diário. Aqui menciono o staff técnico, mas depois, se eu puder fazer a minha análise um pouco mais alargada, o impacto da performance, o médico, o staff de apoio, as pessoas que estão a trabalhar no clube... desde o Jardel, que é o nosso roupeiro, tão enérgico, sempre tão apaixonado por tudo o que está a fazer, no topo de detalhes realmente pequenos que nem consegues imaginar... E claro, indo até ao presidente, que é a nossa referência e, claro, a pessoa que está a liderar este clube com uma postura incrível, uma atitude incrível e um compromisso incrível para fazer as coisas acontecerem da melhor maneira possível."

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