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O retrato da grande aventura futebolística de Hélder Postiga na I Liga é azul-branco e podia ter sido benfiquista tal a tendência da família... O jovem avançado do FC Porto ouve o seu nome entoado nos jogos da Liga dos Campeões. Mas caxineiro que se preze não renega as origens. Postiga já andou na faina do alto-mar e o progenitor assegura que também ali faria carreira, depois de ter recusado convites do Sp. Braga, Boavista e Benfica
TRÊS meses depois de uma promoção ao plantel sénior, nas Antas ovaciona-se o nome de um miúdo de 19 anos. Há uma semana atrás contra a Juventus – num jogo da Liga dos Campeões –, os sócios pediram a sua entrada em campo entoando tradicionais cânticos. Um momento eloquente para qualquer jogador.
Falamos da nova coqueluche do FC Porto: Hélder Postiga. Jogador de qualidade, com ligações afectivas ao mar, e que poderia ser um pescador de enorme sucesso: "Estou orgulhoso daquilo que já conseguiu, mas caso não fosse feliz no futebol ele seria um pescador do nível que é como futebolista", conta o seu pai. Aliás, uma das idas de ambos para o mar a bordo do “Mar Cáspio” está associada à melhor faina da família Postiga: o dia rendeu 1000 cabazes de sardinha.
Mais ainda: na expectativa de uma carreira sem talento, estava à sua espera um investimento familiar numa traineira de mais de 100 mil contos, mas seguramente uma vida de muitos sacrifícios. A luta do alto-mar não se compara àquela que é travada num campo de futebol. Hélder Postiga teve apoio da família e dedicou-se a uma carreira que o avô negou ao seu pai. Os tempos eram de outras lutas e a subsistência da família ganhava prioridade. Postiga apostou e ganhou.
No refúgio da sua casa, na Poça da Barca, os amigos dizem que nada mudou. "A fama não lhe subiu à cabeça". Postiga "nasceu" benfiquista, mas a culpa não foi sua. "Eusébio era o ídolo e o Benfica, direi como que por arrasto, era o meu clube. A família era toda benfiquista", conta o progenitor Manuel Postiga. A transferência para o FC Porto alterou as discussões caseiras.
O craque nasceu e cresceu nas Caxinas – Vila do Conde – terra com forte implementação do espírito portista devido às figuras de André e Paulinho Santos, mas jogou no Varzim. Para jogar no Rio Ave tinha de atravessar o campo de um lavrador e a porrada era uma ameaça constante. Manuel Postiga acompanhou "90 por cento" dos movimentos do filho e ainda hoje se lembra que da Poça da Barca às Antas fazia "79 quilómetros diários" para o levar aos treinos. "Ele acompanhava-me quando eu jogava futebol de salão e notei logo que tinha um jeito incrível." O "feeling" do pai estava certo.
Washington foi o primeiro treinador, seguindo-se Rubem e, por fim, Cacheira. E foi este último quem aturou as grandes birras do puto irreverente e gozão. Um dos episódios ameaçou acabar quase à nascença a carreira. Postiga estava no segundo ano de infantil e andava contrariado porque os ex-colegas de equipa tinham passado para os iniciados. Numa manhã de domingo humilhante – o Varzim perdia em casa com o Rio Ave por 3-0 – enervou-se com o árbitro e chamou-lhe "maricas". Foi expulso, "encheu-se de orgulho" e durante 15 dias não foi aos treinos. Cacheira convenceu-o a voltar, aconselhando-o ao mesmo tempo a moderar o comportamento. Dito e feito. Postiga aprendeu.
Dois anos depois estava a caminho das Antas para inicial uma carreira que se projecta brilhante. Mas o "divórcio" com as origens não foi fácil. O pai estava receoso: "Teria todos os dias de treinar longe de casa. Tinha medo e não o queria perder. Antes do FC Porto me convencer eu ja tinha recusado convites do Sp. Braga, Boavista e Benfica.”
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