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20:30

04 abril

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Jardel: «Falam da minha saída porque marco muitos golos»

Para tranquilizar, não hesita em dizer que "tenho mais dois anos de contrato e propostas não recebi nenhuma. É claro que a minha vontade é continuar no FC Porto". Sobre a época finda é irónico: "Se tivesse feito 100 golos teríamos sofrido 200. A defesa do FC Porto é das melhores e, por isso, mais estranho é o que aconteceu"

Jardel: «Falam da minha saída porque marco muitos golos»
Jardel: «Falam da minha saída porque marco muitos golos»

Fortaleza - O sol queima, no Nordeste. As praias de areia finíssima e branca não têm um palminho de espaço onde se possa estender uma toalha e "trabalhar para o bronze". É Inverno, sim senhor, mas um Inverno que não deixa o termómetro baixar dos 30º C e, por via disso, a beira-mar é o local preferido por milhares de pessoas, diariamente. Uns já em férias e outros a encontrar todos os meios para não desaproveitar o que a natureza permite por estas paragens da capital do Estado do Ceará.

À brasileira, que o trabalho pode esperar depois de uma boa banhoca nas mansas e quentes - 22/23º - águas deste Atlântico que nos une.

Pois bem, é nestas águas - na praia do Futuro - que Mário Jardel, qual criança, não se cansa de mergulhar, entre o "chupo" de um coco bem fresquinho e o "esfrangalhar" de meia dúzia de carangueijos, com molho a condizer, iguaria que por estas paragens tem condimentos que a coloca como prato forte da gente de carteira recheada de reais. Tudo isto, obviamente, sem sair da areia, já que as barracas - entenda-se restaurantes -, que proliferam em toda a extensão da praia, capricham em ter mesas protegidas por carnaúba, mais ou menos um entrançado de ramos de palmeira, e empregados que andam num vaivém constante, não vá faltar a água de coco, as "coxinhas mais saborosas do Brasil" ou muito simplesmente a lagosta já cozidinha, a um qualquer cliente.

Jardel recomenda: "Vá nisso porque é uma béleza. Dêpois você me diz."

E como vamos de futebol? Actualizado com o que se passa em Portugal e no FC Porto?

- Futebol? Nada! Pensar futebol, agora, é estragar as férias. Bom, agora é um bom mergulho e esta comidinha gostosa. Futebol é para "dêpois".

Não o foi, naturalmente. Mário Jardel, por muito que lhe custe - e não custa, diga-se -, mesmo em férias está na crista da onda do mundo do futebol. Se não for por causa do FC Porto é por causa do escrete ou, ainda, pelos cíclicos anúncios da sua possível saída das Antas face ao rol de interessados no seu concurso. Mas até aqui tudo tem sido "notícia furada", já que ainda não houve quem convencesse Pinto da Costa a prescindir do seu goleador-mor. Nacional e europeu. E neste fim de férias voltam a ouvir-se os mesmos rumores.

- Não sei de nada. Todos os anos, mais ou menos por esta altura, surgem sempre essas notícias, esses boatos, dando-me como provável neste ou naquele clube e, depois, tudo fica na mesma. Se isso não acontecesse este ano é que me espantaria. No entanto, a verdade é que tenho mais dois anos de contrato e de propostas não recebi nem uma. Só se o FC Porto recebeu, mas se isso aconteceu, nada me foi dito. Por isso, estou tranquilo e quando chegar a altura de regressar, o meu pensamento continuará voltado para fazer o melhor possível, para ter a mesma produtividade e ajudar a equipa a conseguir os melhores resultados.

- Também há quem vá admitindo que o Mário Jardel não esconde uma certa vontade de mudar de ares.

- Quem disse isso? Da minha boca nunca ninguém ouviu qualquer palavra que pudesse dar a entender uma coisa dessas. Mas se quer que lhe responda, dir-lhe-ei que é minha vontade, sem qualquer tipo de dúvidas, continuar no FC Porto. Está dito, definitivamente.

- Então porque, insisto, se coloca sempre a tal hipótese de poder sair?

- Porque faço muitos golos. Se os não fizesse, de certeza que ninguém falaria assim, não havia quem pudesse estar interessado no Mário Jardel. Já "fui vendido" um montão de vezes e ainda estou no Porto.

- O que pode ser um mau sinal.

- Não penso assim. É sempre bom que falem de nós.

- Ou será que a cláusula de rescisão é muito alta?

- Pelo que faço em campo, não a acho nada alta. Um jogador que marca os golos que marco, ter uma cláusula de rescisão de 16 milhões de dólares, ninguém poderá dizer que é alta ou que é caro.

- "Definitivamente." Isso quer dizer que tentar outra experiência na Europa, numa grande equipa, não o motiva?

- De momento estou numa das grandes equipas da Europa, mas se houver uma outra grande equipa que me ofereça um bom contrato e que ele também seja bom para o FC Porto, porque não? Não rejeito essa possibilidade. Sou um profissional e se surgir uma boa oportunidade para mim e para o clube, logicamente que a poderia estudar.

MARCAR MAIS GOLOS E NÃO SER CAMPEÃO

Foi assim mesmo: no ano em que Jardel se apurou na "facturação", alcançando o seu recorde de golos na I Liga, o FC Porto não conseguiu vencer a prova. Há sempre uma razão a justificar as coisas.

- Não sei se há ou não razão para isso, agora que é verdade que no ano em que marquei mais golos o FC Porto perdeu o campeonato, isso é! Não tem explicação para mim. Se fizesse cem golos... sofreríamos duzentos! Não há que estar, agora, a lamentar essa situação, vencemos a Supertaça e a Taça de Portugal, dando uma "minizada" no coração dos adeptos portistas, mas não conseguimos mais do que isso.

Será bom dizer, talvez, que foi dos campeonatos mais difíceis, senão, mesmo, o mais difícil que disputámos desde que estou em Portugal.

- Mas também foi o campeonato onde o FC Porto mais pontos perdeu.

- Muitos erros. Mas não se aponte o dedo a este ou àquele, porque todos nós errámos e, por isso, todos nós fomos culpados. No futebol é assim, há sempre a tendência para se procurar um ou mais culpados quando as coisas não correm bem e, quando tudo está certo fala-se bem do "todo". Mas as vitórias são de todos e as derrotas de todos são.

- Disse que se fizesse cem golos a equipa poderia sofrer duzentos. Uma crítica à defesa?

- Não, não estou a fazer crítica nenhuma a ninguém. Só estou alertando para que, no futuro, façamos mais golos e soframos menos. A defesa do FC Porto, para mim, é uma das melhores do campeonato e, por isso, mais estranho é tudo o que aconteceu. Mas aconteceu...

- Excesso de confiança?

- Nada disso. Quem anda no futebol sabe muito bem que muitas vezes acontecem percalços, a equipa rende menos, é menos forte, menos objectiva. Isso não é excesso de confiança. O importante, nestas situações, é redobrar os cuidados, a equipa unir-se ainda mais, recuperar a confiança e dar o salto por cima.

NINGUÉM PODE CULPAR O HILÁRIO

Vítor Baía jogou 13 jogos e o Hilário 19. Isto poderá querer dizer alguma coisa? A experiência do Vítor, o nervosismo do Hilário...

- Primeiro que tudo: ninguém pode culpar o Hilário seja do que for. Se há que encontrar culpados por não termos atingido as metas previstas e normais naquela casa - vencer tudo -, teremos, então, de fazer o "mea culpa" todos nós. Sem excepção de ninguém do grupo de trabalho. Toda a gente erra. Se o Hilário, nuns jogos, não foi feliz, o Jardel, noutros, também falhou muitos golos. Não podemos colocar as coisas, por exemplo, da forma de dizer que se o Baía estivesse na equipa tudo seria diferente. Toda a gente sabe que o Vítor tem um peso maior dentro do FC Porto, mas qualquer jogador que entra tem de ser respeitado, independente do seu nome, da sua capacidade ou do "peso" que possa ter no clube. Também é verdade - ou não? - que o Hilário fez grandes jogos. Foi mais feliz umas vezes do que outras, tal como o Baía.

- "Peso" em termos psicológicos?

- Também!

- Outra saída anunciada: Rodolfo Moura. Merece-lhe algum comentário?

- É um grande profissional e dificilmente o FC Porto irá encontrar um do nível do Rodolfo. Trabalhei com ele e pela experiência que tenho, não minto se disser que ele é um dos melhores terapeutas do Mundo. Escreva assim mesmo, porque é a verdade. Não sei quem vai entrar para o lugar dele mas, seja quem for, desde já lhe desejo a melhor sorte.

- Regresso ao campeonato. “Este campeonato foi o mais difícil”, foi uma afirmação sua. Quem melhorou mais e quem rendeu menos?

- O Sporting foi, sem dúvida, a equipa que mais subiu de rendimento. Evoluiu muito, praticou um futebol bonito e, na minha opinião, ganhou o campeonato nas três contratações que fez: um guarda-redes, um lateral e um central. Foram fundamentais. Depois, fez uma prova plena de regularidade, muito forte psicologicamente, e suportou muito bem a pressão que, nalgumas alturas, o FC Porto conseguiu fazer. Por isso foi o vencedor, o campeão com todo o mérito.

- Caímos no mesmo: uma situação que tira mérito ao FC Porto se analisarmos as coisas, até, em função de um passado recente.

- Claro que tira. Depois da derrota nas Antas, repare no trajecto que o Sporting teve?! Soube manter uma linha de actuação muito regular, reagiu, teve largas jornadas em que saiu sempre vitorioso e nós, talvez por estarmos envolvidos noutras competições, não conseguimos esconder o desgaste que elas nos causaram e fomos, aqui e além, deixando pontos importantes que acabaram por ter bastante influência na classificação final.

- Quer dizer que o FC Porto acusou cansaço.

- Talvez. Julgo que isso é natural: lutámos até ao fim no campeonato, fizemos a figura que fizemos na Liga dos Campeões e vencemos a Taça de Portugal. Isto quer dizer que andámos sempre no “top” nas três frentes. Vamos ver se outros conseguem fazer o mesmo e só depois de ver é que se poderá dizer, ou não, que o FC Porto fez uma boa ou uma má temporada. Na minha perspectiva, o que nos cansou, física e psicologicamente, foi a Liga dos Campeões. Não digo que tenha sido a culpada da perda do título, mas queríamos ganhar a Liga dos Campeões, o Campeonato e a Taça e acabámos por vencer só a Taça. Julgo que deveríamos ter priorizado duas competições e dar tudo por elas.

- Um aviso ao Sporting?

- Entenda como quiser. Por mim não estou a fazer avisos a ninguém, limito-me a contar factos concretos, a mostrar situações que vivemos e outros não. Só isso.

- A vitória na Taça acabou por ser só um "rebuçadinho".

- Mas deu um alívio para todos nós.

- Salvou a época?

- Sempre deu uma alegriazinha.

TENHO MÉRITO NO QUE FAÇO

Não foram poucas as "loas" feitas à competitividade do campeonato espanhol, italiano, alemão e francês e, simultaneamente, lançar sobre a I Liga portuguesa uma certa onda de descrédito que, obviamente, desvalorizava quem nela sobressaía. E Jardel, por melhor goleador, era quem via os seus créditos menos valorizados. Terá sido assim?

- Não sei. Não gosto de fazer juízos sobre causa própria. No entanto, se bem se recorda, fomos jogar a Madrid e marquei golos, como aconteceu noutros jogos, o que de certa forma contradiz essa análise.

Sem falsas modéstias, tenho de dizer que tenho mérito naquilo que faço, nos golos que marco, muito embora reconheça, facilmente, que tudo isso resulta de um esforço e do mérito de todos os meus companheiros. Esta época foram 38 golos e na Europa não houve melhor.

- Trinta e sete...

- Escreva o que quiser. Para mim foram 38 e é isso que conta. Então quem marca 38 golos não tem mérito? Acho que sim.

- Com a equipa a jogar para o Jardel.

- E com o Jardel a jogar para a equipa. Muitas vezes não entendi porque se dizia que "a equipa joga para o Jardel". Não é verdade. A equipa joga com o Jardel e o Jardel marca golos. É verdade - e ainda bem - que também outros meus companheiros marcaram golos, mas a marca que atingi foi em prol da equipa. E como o futebol é um jogo colectivo, ninguém poderá argumentar que a equipa joga para este ou aquele.

- Volto atrás: considera mesmo a Liga portuguesa de nível inferior às outras?

- Há que respeitar as opiniões das pessoas mas, felizmente para Portugal, este Campeonato da Europa está a demonstrar que os jogadores portugueses, o futebol português está no mesmo patamar que os outros considerados, como disse, mais competitivos. Portugal venceu os três jogos da primeira fase e... mandou para casa a Inglaterra e a Alemanha, com a particularidade de, frente a esta, ter actuado com outra equipa. O que prova que os 22 jogadores que foram escolhidos têm o mesmo valor, a mesma capacidade. Eliminou a Turquia e, agora, vamos ver. Por isso, quem disse que a Liga portuguesa não era competitiva, talvez para tirar mérito ao Jardel, deve estar, agora, muito arrependido.

- Então são as defesas portuguesas que são "dóceis".

- Você acha isso? Então porque é que os artilheiros que ficaram atrás de mim marcaram menos 16 e 20 golos? Se fosse como diz, eles certamente teriam marcado mais. É outra maneira de tirar mérito ao que faço, não é?

TEMOS DE IR PARA A LUTA

A época vai começar mais cedo para as gentes do FC Porto. Os jogos de qualificação para a Champions League a isso obrigam. Uma situação a que o FC Porto não estava habituado.

- Não estava mas, agora, tem de estar. Tem de disputar esses jogos e, por isso, terá de se adaptar às necessidades. Temos de ir para a luta, não há outro jeito.

- Estágio em Liège...

- Não conheço, mas dizem que é uma cidade bonita.

- Um estágio não é para conhecer a cidade.

- Pois não, é para descansar. Estou a brincar. É para treinar e para nos cansar muito, porque temos uma temporada muito difícil pela frente. Eliminatória da Liga dos Campeões, Supertaça, Liga, Taça de Portugal e este ano o FC Porto não vai querer perder novamente o campeonato, o que quer dizer que vai ser um campeonato ainda mais competitivo. Mais a mais, segundo sei, com o Benfica a reforçar a sua candidatura ao título, com os reforços que está a ter, vai tornar tudo muito mais complicado. Mas assim é que é bonito: luta até ao fim.

EXPECTATIVA DE NOVA CONVOCAÇÃO

O escrete já trabalha para o jogo com o Uruguai, a contar para as eliminatórias do Mundial de 2002, e a convocatória feita por Wanderley Luxemburgo voltou a deixar Mário Jardel de fora, com a particularidade de, à última hora, ter chamado Guilherme, um ponta-de-lança do Atlético Mineiro. Situação que, obviamente, não terá agradado muito a Mário Jardel.

- É natural que quando está à porta uma convocatória ficamos sempre na expectativa de poder integrá-la e, quando isso não acontece, logicamente que fico triste. É o primeiro impacte e depois tudo passa. No entanto, depois da convocatória, Wanderley disse, numa entrevista, que a minha não convocação não tinha nada de especial - outros também não o foram - e que continua a contar comigo, que eu estou no grupo de trabalho. É um bom sinal, vão haver muitos jogos e naturalmente que a minha vez há-de voltar a chegar.

- Mas este jogo tem uma característica especial: vai ser jogado no Maracanã, coisa que já não acontecia desde 14 de Abril de 1998, exactamente uma semana antes de o escrete viajar para o Mundial de França.

- É uma estádio mítico, é verdade, apesar de nesse último jogo o Brasil ter perdido 1-0! Mas volto a dizer que mais jogos o Brasil terá de disputar em casa e talvez eu tenha a oportunidade de envergar lá a camisola da selecção. Claro que vou fazer tudo para isso, embora ser o melhor goleador da Europa seja já uma credencial importante.

«O PASSE DO MEU IRMÃO É MEU»

George Jardel apostava numa boa carreira, em Portugal, à imagem e semelhança da do irmão, pese, obviamente, a diferença de maturidade, de experiência e, claro, de idade. Porém...

- No final da época o meu irmão comunicou-me que o Penafiel não contava com ele. Recentemente houve um jornal português que publicou uma entrevista minha e, quando me abordaram esse assunto, disse exactamente isso, que o Penafiel não contava com ele. Mas o que saiu não foi isso. Puseram na minha boca que eu tinha dito que o treinador contava com ele mas a Direcção não. Não disse nada daquilo que foi publicado, tenho a consciência tranquila e é por estas situações serem frequentes com alguns jornais que mais vale estar calado do que dar entrevistas.

- O futuro do George.

- Espero que se possa arranjar um clube para ele. É um excelente jogador e de certeza não irão faltar propostas. Se não for em Portugal será no Brasil.

- Isso não é uma avaliação fraternal?

- Nada disso. Repare: ele com 17 anos, mais novo do que eu, foi profissional no Vasco da Gama, e isso só lhe dá mérito, porque de certeza que não foi incluído no lote dos profissionais por ser meu irmão. No futebol não acontece isso.

- O passe dele...

- É meu. Comprei-o.

- Está preocupado com o futuro dele?

- Naturalmente. Tenho de estar. Mas estou esperançado em conseguir colocá-lo num bom clube para que possa provar a toda a gente o seu valor. Vamos ver.

«PORTUGAL VAI CHEGAR LONGE»

Em sua casa assistimos ao Portugal-Turquia. Mas Jardel viu poucos lances do jogo. "Estou de férias." No entanto, nos minutos que esteve colado ao ecrã gigante, reagiu "à jogador"... Não viu Vítor Baía defender a grande penalidade nem... o primeiro golo de Nuno Gomes. Viu o 2º e não se conteve:

“Grande jogada do Figo. Foi um golaço, mas a jogada do Figo é de uma inteligência supra.”

Pela Sport TV brasileira, o comentador, ao melhor estilo do estilo de relatar, gritava a plenos pulmões "melhor do que isto só o toucinho do céu"! e Jardel confirmava : "É verdade. É isso mesmo. Grande jogada!"

Depois, "Portugal vai chegar longe, está a jogar muito bem, com excelente circulação de bola e certeiro no passe. Está a jogar muito bem, viu."

Nova tirada do comentador brasileiro, face a um lance que Nuno Gomes desperdiçou. "Que lindo futebol. Está confirmado o que já se diz no Brasil: Portugal é o Brasil da Europa. Uma honra para os dois."

E veio o apito final do juiz holandês. Jardel estava de saída e... em passo de corrida foi dizendo: "Tudo isto é bom para o futebol português. Venham agora dizer que é um futebol fraco, sem criatividade. A resposta está dada."

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