Marega explica reação dos colegas e diz que não aguentava mais os "gritos de macaco"

Avançado explica o momento em que tomou a decisão de abandonar o jogo

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As primeiras declarações de Marega após os insultos racistas de que foi alvo
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Moussa Marega, avançado do FC Porto vítima de insultos racistas, explicou porque decidiu abandonar o relvado ao minuto 70 do jogo em Guimarães. O maliano agradeceu também a preocupação dos companheiros de equipa que o tentaram manter em campo.

"Naquele momento os meus colegas não perceberam a minha reação. Eles deviam estar chocados com o facto de eu querer deixar o relvado. A primeira reação deles é uma reação de amigos, queriam acalmar-me, porque eles conhecem-me muito bem, já faz algum tempo que estou no Porto. Eles sabem que quando estou enervado, tenho um comportamento muito duro e tentaram acalmar-me para eu não fazer um grande erro. Mas a partir do momento que eu digo que ‘acabou’, com os insultos que recebo, e os ruídos de macaco que estava a ouvir, não queria continuar mais a jogar naquele relvado. Já não era possível continuar", revelou, em declarações à Rádio Monte Carlo.

Marega explicou ainda a origem dos insultos racistas. "Começou no aquecimento. Durante o aquecimento eram duas, três pessoas, que faziam gritos de macaco ou lançavam insultos racistas. Acho que isso deve acontecer a todos os jogadores no mundo do futebol. Quando são duas ou três pessoas, não nos importa e continuamos a jogar. Mas quando é o estádio inteiro, não é possível, não é possível. Não podemos ficar assim e continuar a jogar. Num jogo em que as pessoas gozam com a tua cor de pele não é possível".

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