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Presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto justifica mudança no ato eleitoral com situação excecional
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Matos Fernandes, presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto, não poderia estar mais satisfeito com a forma como decorreu o primeiro dia do ato eleitoral. À saída do Dragão Arena, após o fecho das urnas, o dirigente - que termina mandato - revelou grande satisfação pela elevação com que tudo se processou e confessou não se arrepender de ter permitido um contornar dos estatutos para a mudança das eleições para dois dias. Bem pelo contrário.
"O balanço não podia ser melhor. Abrimos de forma pontual às 10 horas e até agora, pouco mais das 19 horas, porque deixámos que votasse quem já estava à fila às 19 horas, estamos a caminho dos 5 mil eleitores. Se nos lembrarmos que há 4 anos, sem concorrência eleitoral, votaram cerca de 2 mil associados e se soubermos que, por precaução e o cuidado com a saúde dos sócios e com a concordância das candidaturas, embora uma ou outra tenha mudado a opinião depois disso, passámos para dois dias, não podia ser melhor. E não fico incomodado por ter violado os estatutos porque as leis foram feitas para situações de normalidade. Por mais perspicaz que fosse quem fez os estatutos, não previu certamente que uma pandemia nos iria atingir. Amanhã há mais e a informação que tenho é a de que há muita gente que se prepara para vir votar", apontou o presidente da Mesa da Assembleia Geral.
A terminar a ligação aos azuis e brancos, em virtude de não querer pedir autorização ao Conselho Superior da Magistratura para prosseguir no cargo, Matos Fernandes fez também um balanço positivo aos quatro anos em funções. "Isto é a prova de que os associados têm interesse pela vida do FC Porto, é a prova de que faz bem a concorrência eleitoral e que o futuro vai passar a ser este. Isto só tem de interessante ser praticamente a primeira experiência em décadas que nos levou a montar um sistema, criar uma taskforce competente, que permitiu que este ato eleitoral no seu primeiro dia decorresse – e não há razões para dizer que o segundo não irá ser igual – sem uma reclamação, sem um protesto, sem um desabafo mais impaciente, com um civismo exemplar e que é próprio das gentes do FC Porto. Quando leio que nas nossas assembleias gerais não há democraticidade, que as pessoas são postas na rua, que só fala quem vai dizer bem, eu, que durante quatro anos presidi a Mesa da Assembleia Geral, toda a gente que quis falar falou. Quem não tinha lugar para sentar não saía, ficava de pé. Eram tantos os apoiantes como os críticos. Fico indignado com estes juízos que não têm ponta de correspondência e, sobretudo, quando sucede, não tive necessidade de cortar a palavra a ninguém ,de advertir ninguém, porque nunca ninguém se excedeu", referiu, explicando também as razões que o levam a sair.
"Termino o mandato, exigem que peça autorização ao Conselho Superior da Magistratura para prosseguir. Não me baixo para pedir essa autorização porque me sinto um cidadão livre de um país livre. Deixei de julgar há 25 anos e acho ridículo que tenha de me pôr de joelhos para continuar. Saio com a sensação de que prestei um serviço ao meu clube e de que este ato eleitoral vai ser motivo de orgulho para os associados", concluiu.
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