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A massa associativa do FC Porto estava radiante com a entrada de José Mourinho para o comando técnico. Os treinos, nas Antas, voltaram a ser concorridos, comparecendo multidões na ordem do milhar de espectadores. Ainda assim, Octávio Machado não esqueceu as razões que conduziram à sua saída, e as pessoas que considerava não lhe terem dado o apoio devido, pelo que decidiu sair a terreiro, num feroz contra-ataque.
Em entrevista a Record, o técnico que tinha regressado às Antas para recuperar a velha mística decidiu partir a louça toda, encontrando em interesses ocultos e ligações perigosas entre empresários e a administração da SAD as razões para a quebra que a equipa sofreu em Dezembro. Uma situação que, apontou, já tinha sido experimentada pelo seu antecessor, Fernando Santos.
Apesar de todos os problemas que a equipa evidenciou em campo, Octávio Machado garantiu ter aberto "a avenida para o título", prometendo estar "nos Aliados a festejá-lo".
Assestando as baterias em Adelino Caldeira, administrador com o qual nunca manteve relações demasiado cordiais, Octávio mostrou ainda revolta pelo facto de Juan Esnaider ter sido contratado, sobretudo após o fiasco que se tinha revelado a aposta em Juan Pizzi, no ano anterior. A política de contratações foi totalmente colocada em xeque, da mesma forma que a saída de Jorge Costa foi justificanda por um alegado desgaste no balneário após a reprimenda a Pena, em Leiria.
Alertados por uma intervenção televisiva do dia anterior, Pinto da Costa e o empresário Jorge Mendes também tiveram qualquer coisa a dizer sobre o assunto. O presidente do FC Porto fez a defesa das contratações efectuadas, deixando Octávio em terreno movediço ao dar a entender que a contratação de Jardel só não foi concretizada por causa da oposição do ex-técnico, versão que confirmaria mais tarde.
Encontro acidental no elevador
A transição entre Octávio Machado e José Mourinho não foi palco de qualquer reunião formal. O destino quis que o encontro entre os técnicos acabasse por acontecer, mas de forma meramente acidental. Foi no elevador da Torre das Antas, quando um estava de saída e o outro se encaminhava para as instalações da SAD.
A situação foi relatada pelo próprio Octávio, que não teve qualquer problema em cumprimentar o seu sucessor. "Desejei-lhe as maiores felicidades e que o caminho que eu deixei limpo e aberto lhe sirva", asseverou o treinador cessante.
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