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26 abril

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Octávio Machado: «O treinador é escolha do senhor presidente»

Questionado sobre o alegado choque com o administrador Adelino Caldeira, salientou: “Não tenho desentendimentos com ninguém.” Sobre José Mourinho: “Não quero falar do que é e não é. Fica para outra altura...”

Octávio Machado: «O treinador é escolha do senhor presidente»
Octávio Machado: «O treinador é escolha do senhor presidente» • Foto: Simão Filho

NO FC PORTO ainda existe muita coisa por explicar em relação à crise que abalou o início de semana. Octávio admite-o. Mas também que as vésperas de um jogo do Sporting não são propícias à lavagem de roupa suja.

As perguntas, ainda assim, sucederam-se: “Se estive na iminência de não treinar o FC Porto nete jogo? Abri as portas. Se alguém tinha dúvidas sobre alguma anormalidade ficou esclarecido. Já sabia que ia ser uma época difícil. Com o Mundial 2002 no pensamento dos jogadores e muitas provas durante a temporada. E se me perguntarem se estou satisfeito, volto a dizer que não, mas a tendência pode ser invertida”.

Mas então o que passou? ”Nada”, replicou Octávio. “Havia muita coisa que era do vosso conhecimento e foi tornada pública. Alguma coisa de verdade. Outra nem tanto. Teríamos de perder muito tempo se fôssemos falar sobre isso. Quanto a confiança, todos sabem que os técnicos são uma escolha da responsabilidade do senhor presidente. Em todas as alturas. Por isso teria de voltar muito atrás se quisesse falar disso”, salientou, deixando no ar a alusão a desinteligências que se arrastam há cerca de dez anos.

Sem desentendimentos

Estaria Octávio Machado a referir-se aos alegados desentendimentos com Adelino Caldeira? “Não tenho desentendimentos com ninguém. Vim para o FC Porto para corresponder a uma vontade. O importante é o jogo com o Sporting. Diferendo é uma terminologia que vocês usam e não me quero debruçar sobre ela”, salientou dirigindo-se aos jornalistas presentes na sala.

Numa tentativa de clarificar de uma vez por todas o que se passou nessa “segunda-feira quente”, a Comunicação Social voltou à carga no intuito de apurar os contornos da agitação que foi do conhecimento público. Octávio Machado sempre apresentou a demissão? “Não confirmo nada. Não vou entrar por aí. Volto a dizer que o importante é o jogo com o Sporting e todos repararam na tranquilidade que evidenciámos ao longo desta semana”, foi o que o técnico contrapôs.

O nome de José Mourinho, referido como eventual sucessor de Octávio, foi o último a ser lançado para a mesa. “Não quero falar do que é e não é. Do que não é e é. Não estou motivado para falar nisso. Fica para outra altura...”

"Jardel é problema do senhor Bölöni

O protagonismo de Mário Jardel pode ser determinante no clássico de amanhã. Por isso é natural que Octávio Machado seja confrontado com a necessidade de tomar medidas de forma a neutralizar o goleador que agora faz furor com a camisola do clube de Alvalade.

De qualquer forma, e bem ao seu estilo, o técnico do FC Porto enjeita qualquer preocupação acrescida. Pelo contrário, sustenta que experiências passadas contra dianteiros de grande qualidade, nomeadamente ao nível da Liga dos Campeões, o deixam descansado quando à prestação do sector defensivo neste encontro de crucial importância.

"Uma equipa que já defrontou jogadores de tanta qualidade como são Trezeguet ou Larsson não tem razões para receios. Jardel vai receber a mesma atenção do que qualquer outro. Nada mais do que isso. O Jardel é um problema do senhor Bölöni. A mim interessam-me os problemas do FC Porto e os jogadores do FC Porto", asseverou convictamente.

De facto, é na prestação de Jorge Andrade e Ricardo Carvalho que assenta boa parte da intenção portista de não dar liberdade ao melhor marcador da I Liga. Uma tarefa que não lhes cabe de froma exclusiva, dado terem de contar com a ajuda da dupla de laterais para que os cruzamentos leoninos não sejam executados em boas condições para Jardel fazer valer o seu jogo aéreo.

Uma circunstância temida pela primeira vez nas Antas depois de tantos anos preenchidos pela celebração dos tentos obtidos por Jardel com a camisola azul e branca. Um sinal dos tempos.

Portas abertas contra focos de especulação

A semana foi agitada nas Antas. Mesmo assim, Octávio assegura que "a equipa está tranquila. Se havia dúvidas, e se havia que dissipá-las, tiveram esta semana uma abertura diferente em relação ao que acontecia. Tiveram porta aberta. Puderam seguir os treinos da parte da manhã e presenciaram a entrega e qualidade dos jogadores", salientou o técnico.

Quanto às razões que levaram à mudança de atitude, Octávio Machado sublinha que foi para "evitar qualquer tipo de especulação. Se havia dúvidas, era melhor acabar com elas. Impedir o surgimento de mal-entendidos entre um grupo de pessoas que se entregam de alma e coração esta instituição. Estivemos sem qualquer tipo de problemas sob os olhares da Comunicação Social e dos sócios”.

Tranquilidade a prazo para qualquer técnico

O treinador do FC Porto sabe que nenhuma tranquilidade é eterna. Sobretudo no futebol, uma área extremamente volátil e que depende de aspectos simples, mas de consequências complicadas, como seja o facto da bola entrar ou não na baliza adversária. Nas Antas, os momentos mais agitados foram ultrapassados temporariamente, pelo que serão os resultados a ditar os próximos andamentos da situação interna.

O que Octávio Machado não quer ouvir dizer é que se trata de uma "tranquilidade a prazo". "Porquê?", questionou de imediato quando a questão lhe foi colocada. "O futebol é perder e ganhar. Com qualquer clube e qualquer treinador. Seja ele Octávio Machado, Bölöni, Jaime Pacheco ou outro qualquer. É normal e natural. Prioritário é trabalhar bem e fazer as coisas com convicção e prazer".

"Sou optimista e acredito que o FC Portio vai ganhar"

Apesar de toda a calma que possa ter existido nas Antas nos últimos dias, é certo que o resultado de amanhã condicionará o futuro próximo. Octávio nem quer ouvir falar de cenários negros. “Para mim não se colocam. Sou um homem optimista. De convicções. Por isso acredito que o FC Porto vai ganhar. Se fico reforçado em caso de triunfo? É um falso problema”.

"Cândido Costa estava a justificar oportunidades"

Depois de ter sido titular contra o Paços de Ferreira, a lesão de Cândido Costa veio complicar um pouco as opções de Octávio Machado. O técnico reconhece quie “gostaria de ter todos os elementos disponíveis. Trata-se de uma lesão traumática, que pode acontecer. O Cândido vinha tendo mais oportunidades e justificando-as”, frisou o técnico.

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