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O ex-treinador do FC Porto assume a ruptura com um certo vício instalado nas Antas, o modo de operar no mercado, a dependência de um lote restrito de empresários e lança chamas contra Jorge Mendes. Diz que agora estão criadas as condições de serenidade, passada a turbulência de Dezembro agitado com notícias de transferências, para a equipa recuperar até ser campeã!
– O Octávio questionava-se da razão da quebra da equipa em Dezembro. Já na época anterior fora assim. Que conclusões tirou?
– Estou convicto que a história far-se-á, vão sendo conhecidos novos dados. O certo é que os resultados são os mesmos da época passada, quando a equipa entrou em plano inclinado. Mas há um dado fundamental: há dois anos que o FC Porto não ganha o campeonato. Ou seja, não entrou no ciclo de derrotas este ano. Para os portistas, não ser campeões é uma derrota. Mais: na última época nem se qualificou para a Liga dos Campeões. Mas o processo vem até mais de trás, mesmo às épocas do penta.
– É uma insinuação grave...
– Grave? Mas já se constatara no ano passado que a equipa perdera qualidade, vinha perdendo grandes valores. A mística, a crença, as características da sua formação. Houve gerações de ouro, uma com Gomes, João Pinto, Jaime Magalhães; outra com André, Pacheco, Sousa, naturalmente com estrangeiros de grande qualidade. E ainda outra com Baía, F. Couto, Domingos, que renderam muitos milhões ao clube. Essa cultura deixou de existir. Desde que saiu o Sérgio Conceição mais nenhum elemento ascendeu da formação ao futebol sénior. Houve uma perda de valores. Fiz a reflexão de tudo isto quando cheguei. Nessa altura, já se registou o que chamo de contratações de jogadores à Porto: Costinha, Soderstrom, Mário Silva, Jorge Andrade, Paredes dos anos anteriores. Mas não se fez uma coisa determinante: o emagrecimento do plantel. Isso criou desequilíbrios no balneário.
– A limpeza não foi profunda?
– Não estou a falar de limpeza. Quero dizer que as reformas deveriam ter sido encetadas antes e com mais velocidade.
– O clube cedeu à pressão dos empresários?
– De há cinco anos a esta parte perdeu características e factores que foram decisivos no seu sucesso anterior. Não foi por acaso que, na saga do penta, houve cada vez mais dificuldades em ganhar os campeonatos. Este ano havia a vontade de inverter isto. Contrataram-se jogadores com espírito adequado. Mas os que sobravam como líderes do balneário, sem pôr em causa como são extraordinários profissionais, o seu peso, até para o exterior, não era tão grande. Cito o P. Santos e o Secretário, com mística do clube, mas que eram demasiado contestados, o Secretário não podia sequer entrar em campo. Não pelo seu valor. Mas com a imagem transmitida para o público. Com V. Baía lesionado, J. Costa desgastado... Não se esqueçam de episódios da época anterior, em Leiria, o Pena... Havia que reganhar o balneário e não era tarefa fácil. Tinha que equacionar isto tudo.
– Foi ganhar a batalha do Verão e perdê-la no Natal?
– Ganhei toda a guerra. O Natal? Como o meu antecessor a perdeu... E não fez as reformas. É quase como o Governo do PSD. Governou, saiu, veio o PS, perdeu e não fez as reformas. Seria antipático, podia vir a perder, mas fazia o trabalho necessário de reformas. E o País estava melhor. Por analogia, foi o que aconteceu [no FC Porto]. É por isso que o presidente Pinto da Costa observou e muito bem: disse que o caminho está limpo, a auto-estrada foi aberta, mas alguém ficou com o ónus dessa situação. Mais uma vez.
– Sente-se usado?
– Não, foi infelicidade minha. Quando deixei o Porto, era campeão, estava forte, homogéneo. Quando volto a obra está escavacada. E regresso para reerguê-la. E quando saio está mais forte de novo. Embora ficando eu de novo com o ónus. Não houve limpeza nenhuma. Os jogadores não têm culpa. Regressei quando o Porto não ganhava nada. Vá lá, duas Taças de Portugal. Mas foi uma derrota estrondosa, financeiramente, não ir à Liga dos Campeões. O que me motivou para regressar era recuperar os valores sagrados. Esmagámos equipas fortes da Noruega, Escócia e Itália. Em todo o lado, especialmente nas Antas, encostámos todos à parede. Mas questionava-se tudo e mais alguma coisa na equipa. A eficácia, a rentabilidade desse investimento atacante. Só, mais nada. Com mais golos, menos golos, éramos primeiros na Liga, estava na Liga dos Campeões, ganhámos a Supertaça, queríamos ganhar a Taça de Portugal.
– E sem um goleador...
– ... com problemas de ordem psicológica, que foi massacrado. Mas o Pena é extremamente sério, um profissional de mão-cheia. Era preciso encontrar uma solução. Enquanto se procurava outra para o lado esquerdo. O Luís Boa Morte? Houve três tentativas, uma no meu primeiro dia, se tenho sido eu a fazer o contacto com o seu representante ele teria sido jogador do FC Porto. Não o fiz porque não me cabe. Coincidia com a sua mudança do Southampton para o Fulham. Não se conseguiu em mais duas vezes, uma porque o Tigana não o dispensou e outra... ainda não tive acesso à resposta!
– Esse é um caso do mercado, mas sobrava o caso de a enxurrada de futebol não desaguar em golos... Era o goleador e um atacante para a esquerda...
– Nunca me apareceu mais nenhum nome para aquele lugar. Isso é que é impressionante. Eu indiquei o jogador, alguém tinha de tratar disso. O clube tem de possuir capacidades para encontrar jogadores que necessita e não o contrário, estar à espera do que lhes possam apresentar. E que amiúde não serve. Olhe, o mercado deve estar saturado, ou não existem jogadores para ali... O Tello? É verdade, foi uma hipótese. Foi giro, houve troca de nomes, mas não se concretizou. Não se fala mais nisso.
– Entretanto, a equipa jogava menos. Despediu-se pelos resultados ou os empresários?
– Sabia que a bola bate na trave e não entra, como no Bessa, e é determinante no futebol. Mas nunca me furtei ao cumprimento do que me era exigido como responsabilidades e objectivos. Há uma coisa que eu sei. O Porto ainda vai ser campeão nacional. O Dezembro já passou e o Porto no Bessa mostrou a determinação habitual, pode não ter sido brilhante do ponto de vista exibicional, mas é muito difícil defrontar o Boavista. Ninguém pode passar do 8 para o 80, passar das debilidades físicas do jogo com o Braga para uma entrega dinâmica e capacidade física no Bessa, colocando o Boavista em dificuldades, nós com menos um jogador nos 15 minutos finais. Uma defesa diferente do início da temporada, outro guarda-redes. O FC Porto tem uma desvantagem pontual, é verdade, mas também o M. United tinha e o Ferguson dizia que não seria campeão e veja-se onde está agora. Tendo o FC Porto os valores que tem, fortalecidos no Bessa, eu disse aos jogadores na última palestra, antes do jogo: só precisamos de recuperar o espírito perdido para sermos campeões nacionais. Tal como disse, no início de Dezembro, que éramos a única equipa que até à 5ª jornada da segunda volta podia decidir o título a nosso favor.
«Depois do caso do Pizzi não podia vir o Esnaider»
– Pediram-me também para moralizar quem lá estava. E todo o processo de transferências. Pôr ordem. Mas não era necessário pedir-mo. Vivi o FC Porto 14 anos e sempre tive confrontos nesta área. Não preciso de recomendações, era das minhas características e atribuições. Não ceder a "lobbies", ter abertura e lealdade para com todos os empresários. E quando a gente defronta uma situação, de que há alguém que é merecedora de confiança porque é aí que se baseia se tem 18 jogadores num balneário, não devia permitir-se-lhe, depois do que aconteceu com o Pizzi, trazer um jogador nas condições em que o Esnaider aqui chegou. Depois do Pizzi não podia vir o Esnaider. Se pedimos rigor e disciplina ao balneário, como respondemos perante isto? O que poderia ser uma solução, passou a ser um problema. Perdi confiança em Jorge Mendes. O respeito pela instituição, o respeito por representar uma variedade de jogadores...
– Pode ser associado o nome de Adelino Caldeira a Jorge Mendes?
– Como sabe houve uma contratação de Esnaider numa base que não era real. Com o McCarthy já foi totalmente diferente. Incompetência na conclusão desse processo? Bom, talvez o tempo obrigasse a ser célere. Voltando a Esnaider, tivemos confiança que não tinha problemas alguns, estavam ultrapassados, olhou-se à carreira dele no Saragoça e... entrou-nos porta adentro um problema muito grande, muito grande. Causou enorme perturbação. E, em rigor, não se pode justificar a operação feita. Acreditei na palavra. A base de confiança [J. Mendes] ficou minada. E fui eu quem teve conversas profundas, duas vezes, com o Esnaider e decidi dispensá-lo. Sentia que para ele e para nós, para o clube e o balneário, estava a ser péssima a situação. As suas declarações recentes ["a clínica das Antas" dita pelo argentino, com um riso trocista eh, eh, eh] dão uma ideia do que se vivia... Mas o clube não merecia isso e tudo isto veio penalizar ainda mais o empresário. O próprio empresário, desde a manhã do jogo com o Sparta de Praga [4 de Dezembro], ficou de me telefonar e não o fez. Nesse dia houve outra coisa que não pode ser permitido no clube: deu-se ordens [Rui Barros, alegadamente sem o conhecimento de Octávio, n.d.r.] para observar um jogador, quando a equipa liderava a I Liga, na Liga dos Campeões empatámos no terreno onde ninguém pontuara [Panathinaikos]. Mesmo não jogando bem, mas empatámos. E aparece nos jornais um novo jogador para o Porto.
– Ivica Olic, no Dínamo Zagreb, disse que o FC Porto estava interessado nele...
– Criou mais desconfiança entre jogadores e treinador. Dantes havia uma abordagem prévia para avaliar o homem e o jogador. Hoje a realidade do mercado tem de ser assim? O futebol evoluiu, tornou-se uma indústria, há que nos adaptarmos, mas não podemos perder os valores. Se o permitirmos tornamos a sociedade mais desumanizada. E eu não perfilho essa via. Não queria um grupo desumanizado. Prefiro abertura e olhar nos olhos as pessoas. Fiz sentir a minha insatisfação nesse processo, no próprio dia. No estado da equipa, não fazia sentido.
– E o presidente Pinto da Costa?...
– Aceitou sempre as minhas opiniões e nenhum desses jogadores em causa entrou. Mas ficou o ónus, para o treinador. Era uma batalha que tinha de travar. Se até Dezembro tinha tido o Porto à imagem do que queria, tinha de restituí-la.
McCarthy, Kaviedes e outras histórias de mercado
– Quem eram os pontas-de-lança, afinal, pretendidos?
– O McCarthy foi referenciado, avaliado em todos os parâmetros, físicos, técnicos, psíquicos, humanos. A escola do Ajax, cultura táctica, princípios de jogo. Fizemos auscultação de outras pessoas. Um processo à Porto antigo. Falhou? A triagem estava feita. Foi dito a quem foi negociar que seria determinante ele poder jogar agora. Não era para falhar a Liga dos Campeões, estar ausente nos jogos mais difíceis, assim não servia, o que vinha cá fazer?
– Pode-se admitir que ele mentiu quanto à dispensa da CAN, ou estava só iludido que podia libertar-se...
– Não, o administrador Adelino Caldeira que tratou, ou foi ultimar a transferência, garantiu que os interesses do FC Porto estavam salvaguardados. Foi acompanhado de um empresário, o sr. Jorge Mendes. Aceitámos tudo como verdadeiro.
– Seria o elemento galvanizador que a equipa não tinha?
– O balneário cheira um reforço bom. Em relação ao Esnaider instalou-se a desconfiança, pela falta de rigor. Quando o balneário vê alguém que pode... isto sim! E há a retoma. Com o Esnaider, no dia a seguir, foi uma desilusão. Kaviedes, um remendo? Estava referenciado e com o tempo vão ver que vale. Mas tem características diferentes do McCarthy.
– E quando lhe disseram que ele ia para a África do Sul, antes ou depois de Viseu? Falou com Queiroz? Como reagiu?
– Não falei com Queiroz. A minha reacção? Isto não é o que esperava do meu clube. Amadorismo e incompetência? Há uma regra que aprendi no Porto. Podemos discordar das opções, mas estamos sempre solidários.
«Processo Jardel arrastou-se muito»
Octávio foi claro quanto aos efeitos nocivos que representou o arrastamento do processo de aquisição de Jardel. Não discutindo a qualidade do jogador, já nem a condução do negócio que conheceu, de facto, um indesejado "pára-arranca", mas o facto de não ser concretizado em tempo útil tornava penoso o processo e podia reflectir-se na equipa. O ex-técnico assume:
– Todo o processo causou a nível interno profundo desgaste, porque deixou envolvidos vários jogadores. E deve haver um tempo para se executar uma tarefa. A cultura do Porto é diferente, não é arrastar no tempo estas coisas, criando expectativas, etc. Tive que dizer: o tempo esgotou-se.
– As coisas não forem bem dirigidas no terreno [viagens e contactos repetidos]?
– Não é cultura do clube, repito. Se as pessoas mandatadas para a missão falharam, falem com elas. O processo teve muitas nuances. Sei que há quem queira pôr em cima de mim ónus de o Jardel não ter vindo. Mas já vinha de trás e não seguiu o rumo que devia seguir. Iniciámos a época a marcar golos, 3 na Madeira, 3 na Suíça, 3 ao Setúbal, ao Varzim... Ninguém se lembrava do Jardel. Independentemente do seu valor. Já na época anterior ele não estava na equipa e antes ainda ele marcou mais do que nunca e a equipa registou no total menos 19 golos no campeonato...
– Queria ou não o Jardel?
– Há uma posição oficial do presidente do FC Porto. Não vou dizer se queria ou não... Agora, foi sempre uma arma de arremesso contra o FC Porto e os golos de Jardel fizeram o resto. Mas o FC Porto estava na frente da I Liga, continuava na Taça de Portugal, qualificava-se na Liga dos Campeões. Não entrámos só com o pé direito, mas com os dois pés nas diversas frentes.
«Abri avenida para o título e vou estar nos Aliados a festejá-lo
O rendimento de Pena, segundo Octávio:
– Tenho uma admiração e respeito muito grande por ele. Não desejo a ninguém... Os golos? Mas quantos mais marcou o Mantorras e o Silva? Os índices de confiança de Pena baixaram drasticamente, pelas críticas, as notícias de mais avançados e ele mereceu sempre a minha confiança.
– Sem passar a bola direito...
– Problemas de confiança. E quem é que eu tinha? O H. Postiga, que com 19 anos tem 18 presenças na I Liga. O meu colega Bölöni, que passou um tempo de grande sobressalto, está a fazer um trabalho extraordinário no Sporting, mete o Hugo Viana, o Quaresma. Reconheço-o e com felicidade, é um técnico conceituado e traz mais-valias ao nosso futebol.
– O mercado estava aberto ainda, era passível de corrigir.
– Esse é o drama, mas se fosse tão fácil enviá-los, para onde?, nunca se tinha chegado ao que vim encontrar, que foram seis ou sete jogadores na equipa B. Mas isso acontece em todos os clubes do mundo. É mais fácil comprar que vender, mas essa lógica não pode prosseguir. Nesse aspecto, não deixo nada para o futuro. Até aí, abri a avenida para o título, eu vou estar na A. Aliados a festejá-lo!"
«João Pinto só foi campeão uma vez»
– De uma observação de "penalties" não existentes partiu-se para um conflito desagradável com João Pinto. Não houve excessos?
– Uma coisa é o João Pinto, os seus predicados que eu admiro. É dos jogadores com maior qualidade no futebol português. O futebol é uma nova indústria, requer competitividade e o futebol europeu não se coaduna com os argumentos a que o João Pinto de vez em quando deita mão. Basta olhar para o currículo dele. Como é que o João Pinto chega a esta altura da carreira e só foi campeão uma vez? Qualquer jogador do FC Porto há três anos tinha um currículo muito maior. Alguma coisa está errada. O que é o currículo dele à beira do meu? À minha beira o João Pinto é um bebé. Fui campeão da Europa, campeão do mundo. Os grupos onde estive foram sempre fortes, e não frágeis como foi o Benfica, a destruição completa. Comparem o currículo do João Pinto com o de Figo, em termos de prestígio internacional e contribuição para o respeito do futebol português no estrangeiro. Jogadores como o Figo, Rui Costa, F. Couto, V. Baía, S. Conceição, neste grupo estão três jogadores do FC Porto. Isso tem a ver com a escola, tem a ver com a maneira como somos criados. o João Pinto tem um currículo que é uma vergonha para um jogador da classe dele. Mas está a fazer uma época extraordinária, talvez a melhor nos últimos anos. Eu como homem do futebol só quero que o João Pinto ponha em campo o seu futebol. Não quero a outra parte do João Pinto, que é negativo para a imagem do futebol, por isso não tem uma carreira internacional. Agora, a provocação que ele fez no dia seguinte, na capa do vosso jornal, não mexe com a minha dignidade? Mas eu posso alguma vez deixar alguém que está longe do meu currículo me faça uma observação dessas? Hoje está no Sporting e tem a cobertura, mas não lhe vou recordar o que a Juve Leo ou o Sporting disse quando ele andou a namorar com o Sousa Cintra e casou com o Jorge de Brito. Essa nunca foi a minha prática. Ele tem de me respeitar. Se calhar os sócios não queriam tantas guerras, realmente é verdade.
«Jorge Costa desgastou-se com o episódio de Leiria»
– Sequelas, ainda as sente, por causa de Jorge Costa?
– É mentira o que se comentou e revela como a comunicação social pode aumentar a conflitualidade entre as pessoas, como se alguma vez tivesse dito ao Jorge Costa para se retratar ou pedir desculpas. O FC Porto disse que era uma opção técnica. É óbvio que não é uma situação agradável, mas temos que procurar saber porque foi dito que havia uma situação difícil, porque o jogador disse que vinha de três substituições na selecção, daí entroncar naquilo que discutíamos, tenho que fazer a gestão disto também. O Ricardo Carvalho ganhou mais credibilidade, justificou a entrada na equipa, tudo o resto é para criar conflitos. Achou-se que a dispensa de Jorge Costa era uma boa aposta em termos financeiros, em termos de negócio é uma opção óptima para FC Porto. A vontade do jogador foi respeitada. Sem deixar fragilidade no sector financeiro, ainda tem o Ricardo Costa, Ricardo Silva e Bruno Alves. E a época passada em Leiria? [reprimenda a Pena, n.d.r.] Foi público. Não vou discutir. Mas criou desgaste.
«Filme de Dezembro não pode voltar a dar no FC Porto»
– A maneira como o jogo do Bessa correu é a resposta adequada. Se me têm posto a situação contra o Braga, eu saía triste e envergonhado. Perante o jogo do Bessa, porque senti que os valores estavam lá... O que aconteceu anteriormente pertence a outro filme.
– Adivinhava que ia receber um telefonema...
– Não recebi telefonema nenhum. Falámos no domingo (com o presidente), encontrámo-nos, conversámos e chegámos rapidamente a um acordo. Não era aquele FC Porto que eu quero, que eu ambiciono. Mas já não tinha recuperado essa mística, tinha a consciência que ia fazer essa travessia que me criou anticorpos e que me fragilizou. Assumir isto é uma forma de racionalidade. O mês de Dezembro é uma história, um filme que não de pode voltar a dar no FC Porto.
«Adelino Caldeira não se devia meter mais no futebol»
"Tinha uma óptima relação com o presidente do FC Porto, como grupo de trabalho, com o sr. Reinaldo Teles, e com um homem "cinco estrelas" que admirei no básquete, o dr. Fernando Gomes, é um homem do desporto, tive muitas conversas com ele e satisfeito por ter convivido com um homem com tanta capacidade com tanta sensibilidade. Em relação a Adelino Caldeira, eu entrei de peito aberto, entrei disponível para tudo, habituei-me à solidariedade, segundo aquilo que me chegava das suas atitudes, vi-o em fase de distanciamento, isso é desagradável, isso não é à Porto. No Porto as pessoas estão de fora ou estão dentro. No meio caminho é que não pude andar. Uma coisa eu sei, o sr. Adelino Caldeira não se devia meter mais no futebol. Mas o que tinha a dizer disse no local próprio, às pessoas, tive uma conversa agradável com toda a administração, em prol do FC Porto."
Ricardo Costa opção no Bessa
"Se o ambiente de desconfiança à minha volta era assim tanto, arriscar no Ricardo Costa sem confiança: matavam-me! É preciso ter coragem. Sei bem o que tinha nas mãos, sei quem tinha uma proximidade com a equipa B que nunca existiu no FC Porto. O Hélder Postiga é uma aposta minha, e ganha. Quando acabou o jogo com o Braga, decidi que o Ricardo Costa jogaria no jogo a seguir. Ele tinha de jogar contra um adversário extremamente forte no contra-ataque e jogadores rápidos, que se movimentam bem. O Ricardo Silva tinha um jogo disputado este ano, na quarta-feira anterior."
«Cruzei-me com Mourinho»
"Hoje [ontem], cruzei-me com Mourinho num elevador da Torre das Antas. Desejei-lhe as maiores felicidades, que aquele caminho que eu deixei limpo e aberto lhe sirva. O que falta é aquilo que aconteceu no Bessa, a bola bater na trave e entrar, o resto está lá. Eu teria saído envergonhado a seguir ao jogo com o Braga, no Bessa não. A história era outra, o Porto há 15 dias estava em tudo."
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