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04 abril

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Octávio Machado sentenciado pela terceira chicotada psicológica

Os maus resultados em Dezembro criaram uma enorme instabilidade no FC Porto. O técnico insurgiu-se contra situações que considerava estarem mal na SAD mas acabou por ser "devorado"

Octávio Machado sentenciado pela terceira chicotada psicológica
Octávio Machado sentenciado pela terceira chicotada psicológica • Foto: Simão Filho

OCTÁVIO Machado abandonou o comando técnico do FC Porto sete meses depois de ter sido apresentado como uma aposta pessoal de Pinto da Costa para o regresso da velha mística do dragão. Apesar da sua plena dedicação, o homem que agora sai não foi capaz de resolver uma série de problemas que se foram agudizando a partir de Dezembro, altura em que os resultados começaram a ser desastrosos.

Antes disso, Octávio garantiu a presença na Liga dos Campeões e posteriormente o apuramento para a segunda fase. Conquistou a Supertaça contra um Boavista ainda aureolado pelo seu título nacional. No entanto, várias questões estruturais relativas à equipa minaram os seus propósitos. Não pôde contar com Jardel e a desinspiração de Pena deixou-o sem um finalizador ao nível do que o FC Porto precisava. Lançou Hélder Postiga, acreditou em McCarthy, mas até nisso se sentiu traído ao ver que o sul-africano viajava para representar a sua selecção na CAN poucos dias depois da estreia em Viseu. Contestou alguns negócios da SAD, tentou incentivar a formação, mas acabou por perder o balneário. Resistiu aos lenços brancos, mas os últimos resultados esvaziaram as hipóteses de continuidade. Um futebol antropófago "devorou" mais um dos seus filhos.

Último acto da tragédia desenrolou-se no Bessa

Um terrível mês de Dezembro deixou o FC Porto com os nervos em franja. Maus resultados conduziram a agitação interna. Viram-se muitos lenços brancos nas bancadas e a SAD foi alvo de forte contestação. Falou-se com intensidade de negócios obscuros na contratação de jogadores. A derrota no Bessa provocou uma rotura pelo elo mais fraco da cadeia.

Afirmação na Liga milionária traída por Praga inoportuna

O FC Porto não podia dispensar a presença na Liga dos Campeões em 2001/2002. Octávio Machado náo falhou e levou a equipa para a prova milionária, obtendo bons resultados e acendendo à segunda fase de grupos. Foi na segunda jornada que o Sparta Praga venceu nas Antas a abriu uma verdadeira caixa de pandora.

Entrada com o pé direito e Supertaça azul e branca

Não se pode dizer que Octávio Machado tenha começado mal no FC Porto. Depois de ter sido dado como contratado para adjunto e exaltado pelos sócios na final da Taça de Portugal, com o Marítimo, entrou bem na época ao conquistar a Supertaça. Foi em Vila do Conde que se consumou o êxito, levando de vencida o Boavista.

Quinito, a primeira vez

Quinito foi a vítima da primeira chicotada psicológica do FC Porto desde que Pinto da Costa ascendeu à presidência do clube. Chegou às Antas em 1988/89, após uma temporada excepcional com Tomislav Ivic ao leme, e acabou por ser responsável pelo último ano que os portistas nada conseguiram conquistar.

Algumas das suas tiradas ficaram célebres. Quem não se lembra do "Gomes e mais dez" ou dos "treinos pelo telefone"? A gota de água foi um empate a zero com o Famalicão. Mas Quinito ainda hoje lembra que Pinto da Costa não queria permitir a sua saída.

Tomislav Ivic, regresso acabou mal

Tomislav Ivic fez um grande trabalho em 1987/88. Por isso, Pinto da Costa decidiu-se pelo regresso do croata quando foi necessário ocupar a vaga deixada em aberto por Carlos Alberto Silva.

Para o presidente portista, havia também o sabor acrescido de provar que Ivic podia voltar a ganhar nas Antas depois de uma passagem desastrosa pelo Benfica. No entanto, o tiro saiu pela culatra. Má relação com os jogadores e opçóes tácticas disparatadas precipitaram um desfecho que só Pinto da Costa conseguiu ir adiando. Até ser encontrado como desculpa um convite para instrutor da FIFA...

Outras saídas recentes do FC Porto

ARTUR JORGE (1991)

Artur Jorge é um técnico com um passado inesquecível ao serviço do FC Porto. Conquistou a Taça dos Campeões Europeus com Octávio Machado como adjunto e por isso ninguém o poderá diminuir o brilhantismo com que entrou na história azul e branca. A sua segunda passagem pelo comando técnico portista aconteceu quando tomou as rédeas da equipa após o fracasso de Quinito. Uma relação que terminou em 1991, quando o Paris Saint-Germain já se perfilava como hipótese para um regresso a França pela porta grande.

CARLOS A. SILVA (1993)

Carlos Alberto Silva esteve longe de ser um técnico bem-amado nas Antas. No entanto, conquistou dois títulos nacionais e acabou por convencer a massa associativa. O problema é que o seu feitio era muito complicado, pelo que cedo se começou adivinhar que o contrato de dois anos que tinha assinado com o FC Porto não seria prorrogado. A seu tempo, Pinto da Costa anunciou "problemas familiares" como sendo a razão da não continuidade do brasileiro que trabalhou com Octávio na primeira época e Augusto Inácio na segunda.

BOBBY ROBSON (1996)

Bobby Robson foi um treinador marcante. Entrou para o lugar de Tomislav Ivic a meio da época 1993/94 e desde logo tratou de alterar a filosofia da equipa. Um futebol claramente ofensivo, triturante até, garantia golos e espectáculo. As duas épocas que iniciou redundaram em faixas de campeão, mesmo com uma doença grave a criar-lhe problemas no início de 1995/96. O bom trabalho nas Antas abriu-lhe as portas do FC Barcelona, para onde se transferiu na companhia de José Mourinho, exigindo mais tarde o pagamento de verbas em atraso.

ANTÓNIO OLIVEIRA (1998)

António Oliveira colocou a sua assinatura no feito de conquistar finalmente um "tri" para o FC Porto. Um objectivo que os dragões nunca tinham concretizado. Com um estilo guerrilheiro que provocou vários conflitos, o actual seleccionador nacional aproveitou bem a mais-valia Mário Jardel para garantir duas campanhas vitoriosas. Quando a época de 1997/98 se aproximava do final começaram a surgir indicações de que a sua trajectória nas Antas se tinha esgotado. Uma doença grave de um filho foi a razão alegada para a saída das Antas.

FERNANDO SANTOS (2001)

Fernando Santos foi mais uma aposta com cunho pessoal de Pinto da Costa. O técnico que orientava o Estrela da Amadora impressionou o presidente dos dragões com a sua cultura e personalidade. Mesmo com alguns altos e a baixos conquistou o cognome de "engenheiro do penta" em 1998/99. Falhou o "hexa", mas depois de uma grande campanha na Liga dos Campeões. Na época passada, o facto de nunca ter trazido a sua família para o Porto foi um motivo alegado para o ponto final na relação com o clube. Agora treina com sucesso o AEK.

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