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27/05/2025

«Comportamento de Pinto da Costa foi vergonhoso. Nós a morrer e ele a ver»: o relato de sócio do FC Porto em tribunal

Tudo o que se passou na 12.ª sessão do julgamento da Operação Pretoriano

17:54 27.05.2025

Decisão sobre Henrique Ramos a fechar a sessão

Conforme Record informou neste acompanhamento, a 12.ª sessão do julgamento iniciou-se com a família Aleixo, ambos arguidos, a dar conta de uma situação ocorrida nos corredores do tribunal com o assistente Henrique Ramos. A juíza referiu, a fechar, que "não compete ao tribunal impedir a entrada do assistente na sala de audiência, porque o julgamento é público". Daí ter indeferido o requerimento, lembrando que a entrada só lhe será barrada "se o assistente estiver a colocar em causa o bom funcionamento do julgamento."

17:43 27.05.2025

Agente da PSP fala de Carlos Carvalho e Lourenço Pinto

Pedro Rocha, 56 anos, é agente da PSP e esteve no exterior da AG em serviço, como responsável pela área operacional. Começou por afirmar ao coletivo de juízes que falou com o diretor de segurança do FC Porto, Carlos Carvalho, no dia da reunião magna. "Liguei-lhe para saber onde se realizaria a AG, disse-me que seria no auditório de 400 pessoas. Perguntei-lhe, dada a afluência esperada, se podia ser noutro sítio. Respondeu-me que tinha um plano B, o camarote presidencial que tinha mais de 700 lugares. Disse-lhe que, se calhar, não estava a calcular bem a dimensão da coisa e que provavelmente nem o pavilhão ia chegar", relatou, com a garantia de que "o FC Porto nunca pediu polícia." E explicou: "Não sugerimos polícia na AG porque é um ato privado e tinha de ser a iniciativa do FC Porto. Considero que Carlos Carvalho não tinha autonomia para decidir isso de ter polícia na AG. Só alguém da administração." Prosseguindo, Pedro Rocha relata: "Contei mais de 1.500 pessoas no exterior, isto sem membros da claque. Falei com Carlos Carvalho para verificar se se podia fazer alguma coisa. Senti que estava nervoso, mas nunca apareceu no exterior." Pouco depois, era informado sobre as confusões no Dragão Arena, que também contou em tribunal. "Por volta das 23h50 tomei conhecimento de que havia ameaças e injúrias dentro do pavilhão, mas nunca entrei no pavilhão, nunca presenciei nada. Só nas eleições é que FC Porto pediu polícia, nas AG nunca pediram. Consideraram que a SPDE asseguravam o bom funcionamento da AG. Não sei quantos SPDE estavam lá", contou o agente para concluir depois sobre o então presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto: "Lourenço Pinto é um jurista credenciado, era responsável pelo espaço, sabia bem que estávamos disponíveis, nunca tive indícios de que havia um direito maior a proteger."

Sem indícios não tinha legitimidade para invadir o espaço.

17:03 27.05.2025

Agente da PSP relata insultos a apoiantes de Villas-Boas

Agora é a vez de Bruno Pereira, de 41 anos, falar ao coletivo de juízes. Agente da PSP, esteve presente na AG de 13 de novembro de 2023 na qualidade de sócio do FC Porto. "Privei com alguns dos arguidos durante uma fase da minha vida. Fui membro dos Super Dragões de 1994 a 2003, até entrar para a Academia de Polícia. Conheço Madureira, Sandra, Vítor Aleixo pai e Fernando Saul", informou logo de início. "Foi a primeira vez que fui a uma AG. Cheguei ao P1 às 20h30 com dois amigos. Uma hora na fila. Nenhum problema cá fora, para lá da elevada afluência. Cruzei-me com Madureira cá fora e trocámos algumas palavras de circunstância. Vi os arguidos durante a AG. Estive na bancada central e logo no início apercebi-me de vozes dissonantes. Alguns associados queixaram-se de que era injusto começar a AG com a maioria dos sócios no exterior.  Os arguidos estavam distribuídos em vários locais, vi Vítor Catão a dirigir-se a um sócio do FC Porto que estava com o telemóvel na mão. O que se ouvia era 'traidores, ingratos, falta de lealdade'", acrescentou Bruno Pereira para terminar de seguida: "Não vi ninguém a ser agredido, mas quando se deu a primeira altercação cerca de 50 sócios invadiram o recinto. Apesar de estar de folga e dada a confusão na bancada norte, senti-me na obrigação de me deslocar até lá. Quem lá ficou estava estático. Quando lá cheguei vi Madureira a tentar separar alguns sócios e houve outros sócios que, quando se aperceberam da minha presença, afastaram-se."

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16:28 27.05.2025

«Comportamento de Pinto da Costa foi vergonhoso. Nós a morrer e ele a ver...»

Agora é Maria Sousa que fala ao coletivo de juízes. Desempregada, esteve na AG de 13 de novembro de 2023 na qualidade de sócia do FC Porto. "Era muita confusão cá fora. Estava incomodada e já estava cheia de medo e com os olhos no chão. Vi muitos elementos a intimidar, cá fora”, começou por contar. Corroborando os depoimentos do filho João Pedro e do marido Carlos Sousa, Maria acrescentou: "Levei um soco ou uma cotovelada, partiu-me os óculos. Um segurança veio ter comigo, gritei tanto, tanto, mas não conseguia chegar ao meu filho e ao meu marido, que estava a ser agredidos a socos e pontapés pelo Aleixo filho e outro que não conheço. Depois disso, não vi mais nada. Só queria sair de lá para fora." A terminar, Maria Sousa não poupou nas críticas ao ex-presidente do FC Porto: "O comportamento de Pinto da Costa foi vergonhoso. Nós a morrer e eles a ver, sem fazer nenhum. Ninguém nos ajudava."

15:05 27.05.2025

Sócio fala em "comportamento vergonhoso" da anterior direção do FC Porto

A segunda parte da 12.ª sessão do julgamento relativo à Operação Pretoriano começou com o depoimento de Miguel Oliveira, advogado de 48 anos, que esteve presente na AG Extraordinária de 13 de novembro de 2023 na qualidade de sócio do FC Porto. "Vi chegar André Villas-Boas e esteve na fila seis lugares à minha frente, mas acho que não fez a credenciação. Vi-o a abandonar a fila posteriormente. Fui directamente, pelo interior do estádio, para o Dragão Arena", começou por contar. "Mal entrei no pavilhão cruzei-me com Fernando Madureira. Fui para a bancada sul quando cheguei. Quando entram os membros da direção começaram os cânticos e as palmas, mas houve várias pessoas ao meu lado que não bateram palmas e começou logo aí uma série de insultos dirigidas ao meu grupo e às pessoas ao meu lado. 'Não estão a bater palmas seus filhos da p***, vocês são Villas-Boas, estão f***dos'. Na altura não sabia quem era, mas depois vim a saber que era Vítor Catão", prosseguiu. "Começaram a chover garrafas, vi um conhecido meu ser atingido. Presenciei o final de uma agressão a uma família. Um senhor de idade no chão a tentar levantar-se e foi aí que me senti encurralado. Tive bastante medo no pico dos acontecimentos", contou ainda Miguel Oliveira, mostrando-se ainda bastante marcado pelo terror: "Fui embora antes da AG ser encerrada. Quando estava a sair havia pessoas no topo da bancada a controlar os movimentos. Vi Bernardino Barros, não estava a tentar agredir ninguém, mas a proferir palavras contra quem estava a abandonar a AG. SPDE? Desde logo se percebeu que eram poucos para tanta gente. Foi tudo mal pensado e mal organizado. Depois estiveram sempre passivos. Eram poucos, mas estiveram mal. Mas comportamento absolutamente vergonhoso foi a passividade da direção. Imagem que vou reter para o resto da vida é a de eles a assistirem a um espectáculo dantesco de perna cruzada no centro do pavilhão. Entristeceu-me, marcou-me."

13:14 27.05.2025

Julgamento interrompido para almoço

Tal como o pai, também João Pedro recebeu um pedido de desculpas por parte de Aleixo pai. A juíza perguntou, então, ao estudante: "Se tivesse feito queixa e se a lei o permitisse, retirava a queixa?". A resposta veio a pronto: "Não." O julgamento foi agora interrompido para almoço.

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12:25 27.05.2025

«Garrafas a voar» e críticas à falta de ação da segurança privada

A terceira testemunha a falar esta terça-feira ao coletivo de juízes é João Pedro, estudante de 29 anos e sócio do FC Porto, filho de Carlos Sousa. Presente na AG do terror, o filho da anterior testemunha assina por baixo as críticas que o pai fez à falta de ação da segurança privada. "Não houve interesse da SPDE de evitar a situação ou defender as pessoas", contou João Pedro já depois de ter relatado a sua versão dos factos. "Mal entro no pavilhão, vou ao WC e o meu pai a sugeriu ficar na bancada sul, onde ficam as claques. Disse-lhe para não ir por esses motivos. Por segurança, vamos para a bancada norte. É neste momento, que ouço [Fernando] Madureira a dizer aos elementos dos SD que não os queria ali. Queria os elementos da claque dispersos pelo pavilhão." E prosseguiu: "Fomos para a bancada norte, mas dava para perceber que quem não cantasse era uma pessoa não grata. Estavam a separar. Bati palmas após o discurso de Pinto da Costa, entretanto começa a falar Miguel Vaz Cunha e é nesse momento que começam as confusões. Começaram a voar garrafas e, do lado esquerdo, vi Madureira a descer a bancada e a arrastar muita gente. Do nada, havia muita gente a deslocar-se para a bancada norte. Estava um clima tenso, Vítor Aleixo começa a dirigir-se a mim e a insultar-me: “fdp, se estas mal põe-te daqui para fora, caso contrário sou eu que te meto. Estás a cuspir no prato que te deu de comer””. Continuou a insultar-me, mesmo muito agressivo e os meus pais sempre a tentar acalmar.  Pouco depois, um sujeito mais pequeno põe-se ao lado do Aleixo pai, que me deu uma chapada. O meu pai levou um soco, estávamos a ser rodeados, a tentar subir as escadas. O meu pai leva um soco do Aleixo filho, caiu desamparado e ficou no chão a levar pontapés e socos. Vi a minha mãe a ser agarrada, eu em cima do meu pai a tentar desviar o máximo de socos e pontapés possível." Por fim, conta o associado: "Fomos para o ringue, o meu pai foi assistido devido à quantidade de socos e pontapés que levou na cabeça. Fiquei ainda mais preocupado, porque não havia controlo lá dentro e tinha o carro longe. Fiquei com receio do que pudesse acontecer. Liguei para o INEM, mas disseram-me que não podiam fazer nada. Acabei por sair da AG, porque o motorista de Pinto da Costa ofereceu-se para nos dar boleia no seu carro pessoal."

11:55 27.05.2025

Três arguidos fazem pedido de desculpa

No fim do depoimento de Paulo Jorge Duarte, Vítor Catão pediu à juíza para fazer um pedido de desculpa ao jornalista. "Já pediu desculpa, pode sentar-se", determinou a juíza. Agora, foi a vez dos Aleixo fazerem o mesmo em relação a Carlos Sousa. "Quero pedir desculpas ao senhor Carlos e estou aqui para arcar com as despesas pelos danos que lhe causei", disse Aleixo filho, seguido pelo pai: "Quero pedir desculpa ao senhor Carlos, mulher e filho. Fui eu que provoquei aquilo tudo, somos todos sócios e aquilo não devia ter acontecido." Na sequência desta situação, o advogado da família Aleixo perguntou ao sócio reformado do FC Porto se estava na disposição de abdicar da queixa-crime. A resposta de Carlos Sousa foi negativa: "Não aceito o pedido de desculpas, nem desisto da queixa. As desculpas não se pedem, evitam-se."

11:25 27.05.2025

Aleixo pai acusado de agressões: «A SPDE não nos protegeu»

Carlos Sousa prossegue com o seu testemunho: "Atiraram-me pelas escadas abaixo, parti duas costelas, além de várias lesões nas costas. Pela primeira vez na vida senti medo, pela minha família. Como é que numa AG de um clube se pode sentir medo? Os seguranças não me ajudaram, ao meu filho também não, quem nos devia proteger, que era a SPDE, não nos protegeu. Até me custa ver certos vídeos porque nunca imaginei passar por uma humilhação daquelas com mais de 60 anos. O fulano que agrediu o meu filho e a mim é o Aleixo Pai."

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11:14 27.05.2025

Sócio reformado conta como levou "um estalo do nada"

Por vídeo, Carlos Sousa, sócio do FC Porto e reformado de 62 anos, conta os momentos de terror que viveu na Assembleia Geral Extraordinária dos dragões, realizada a 13 de novembro de 2023. Acompanhado pela mulher e o filho na reunião magna portista, este sócio relatou: "Seguimos os três para a bancada norte do pavilhão. Ouvi parte do discurso de Pinto da Costa. O acontecimento estranho e fora do normal da AG foi que fomos os três agredidos. O meu filho foi o primeiro, aquilo foi um esquema. Quem não cantasse 'Pinto da Costa olé' estava a ser sinalizado. Eu fui lá para, quanto muito, cantar o hino do FC Porto, mas do nada apareceu um sujeito a dizer-me que estava a cuspir no prato onde comi. Pinto da Costa nunca me deu de comer. Do nada recebi um estalo. Reagi e dei-lhe um soco na boca. Sei é que tive de fugir do meu local para dentro do ringue, mas quando dei conta de mim estava caído nas escadas com o meu filho a proteger-me. A minha mulher também foi agredida." E prosseguiu: "Já tinha identificado o agressor na bancada central, mas não sei como apareceu à minha frente. A maior parte das pessoas que lá estavam não eram sócios normais do FC Porto, eram parte da claque. Vi o Fernando Madureira do outro lado a barafustar."

10:54 27.05.2025

Complicação logística na sala de audiência

A próxima testemunha vai falar, por vídeo, ao coletivo de juízes, mas não quer ser identificada. Nesse sentido, a juíza não só mandou virar os ecrãs para impedir os arguidos de a identificar, como também ordenou a deslocação de todos eles. Até os elementos do GISP afastaram o banco onde Fernando Madureira está sentado, de forma a que o ex-líder dos Super Dragões não possa ver o vídeo.

10:40 27.05.2025

Jornalista da CMTV relata ameaças de Catão

Paulo Jorge Duarte, da CMTV, foi a primeira testemunha a ser ouvida esta terça-feira, no Tribunal de São João Novo, no Porto. O jornalista relatou as ameças feitas por Vítor Catão à equipa de reportagem que integrou. “O meu colega Gilberto estava dentro da viatura descaracterizada e eu no passeio a conversar com adeptos portistas. Vítor Catão saiu do P1 com uma atitude agressiva a esbracejar, reconheceu o nosso carro. Vítor Catão nunca se dirigiu a mim, nem eu a ele, mas conhecendo o Gilberto começou a questionar os motivos da nossa presença. Insultou-nos: 'Que é que vocês estão aqui a fazer? Estão a tratar mal o meu clube! Filhos da p***. Sei onde tu moras. Ponham-se a andar daqui sem demoras. Quando quiserem sair não vão conseguir. Vamos partir esta me*** toda'. Entretanto o Gilberto saiu da viatura para tentar acalmar Catão, coisa que não conseguiu. Vítor Catão dirigiu-se para adeptos nas imediações para os chamar e dizer, venham, vamos partir esta me*** toda. Quando pediu aos adeptos para partir o carro do CM e nos agredir, vi alguns adeptos dos Super Dragões que conheço e pedi para o acalmarem.  No espaço de 3 ou 4 minutos, Catão chamou adeptos para nos agredir e para partir o nosso carro por três vezes. Nessas três vezes foram os elementos dos Super Dragões que nos protegeram. Mediante isto, os elementos dos SD aconselharam-me a sair do local até o Catão entrar na AG e depois poderia voltar ao local.” Paulo Jorge Duarte prosseguiu assim: "Se não fossem aqueles adeptos dos SD que nos protegeram não tenho dúvidas do que ia acontecer. Vitor Catão estava desequilibrado. Tomei a decisão de abandonar o local, em função do conselho que me deram. Aproveitei para ir jantar, regressei uma hora depois, já com várias equipas de outras televisões no local. Quando começamos o material, dois jovens aproximaram-se de mim e disseram-nos: 'Ai regressaram? Vou já chamá-lo, tem calma que vou já chamá-lo.' Perante isto não esperei para saber quem ia chamar e fui-me embora do local. Posteriormente houve um comunicado do Sindicato dos Jornalistas a repudiar tudo o sucedido."

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10:11 27.05.2025

Queixa e pedido visa Henrique Ramos

A 12.ª sessão do julgamento não começou sem antes o advogado da família Aleixo ter feito uma queixa e um pedido ao coletivo de juízes, devido a alegados fatos ocorridos na última sessão. "O Henrique Ramos esteve presente no Tribunal e abordou Aleixo pai e filho à saída, pelas retaguarda. O sucedido foi presenciado pela segurança do tribunal. O Henrique Ramos dirigiu-se aos dois e disse-lhes: 'vou f***r os cornos a vocês os dois", começou por contar o advogado, terminando com um pedido: "Para que este episódio não se repita, por possibilidade de haver desacatos, venho solicitar que Henrique Ramos seja impedido de entrar neste tribunal, até para acautelar situações futuras."

10:00 27.05.2025

Fernando e Sandra Madureira já chegaram

Ao tribunal, e com o habitual aparato de segurança, já chegou Fernando Madureira. Também, Sandra, a mulher do antigo líder dos Super Dragões, já se encontra nas instalações

09:58 27.05.2025

Mais uma sessão do julgamento

A 12ª sessão do julgamento da Operação Pretoriano, que decorre no Tribunal de São João Novo, no Porto, arranca esta manhã. Bruno Branco, chefe da PSP, é uma das testemunhas que vai ser ouvida durante o dia

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