Carlos Carvalho: «Nesta não tivemos informação. Porquê? Não sei»
Ainda o depoimento de Carlos Carvalho.
"Nunca falei diretamente com o Dr. Lourenço Pinto, mas a informação da segurança e dos meios, antes do evento, veio dele. Falei com ele à posteriori. Eu, enquanto diretor de segurança do evento, foi com a autorização da Mesa da AG que chamei a PSP. Dirigi-me à MAG e disse que não havia condições de segurança, não estavam reunidas.”
A que horas chegou a esta AG? “Estive no estádio o dia todo, vi as pessoas a chegar. As pessoas foram chegando e colocaram-se em frente ao recinto. Quando comecei a perceber que eram demasiadas? Estive 10 minutos no P1, quando subi para o piso 3, diria que às 21 horas, nessa altura já não era possível realizar-se no Auditório."
“É costume contactar com Fernando Saul, da mesma forma que muita informação que recebo é para tentar avaliar as Assembleias. Nesta não tivemos informação. Porquê? Não sei."
Porque é que não foi organizado um plano para o Dragão Arena? “Pelas 14h35 recebi a informação a dizer que era possível preparar a alternativa Dragão Arena. O que fiz foi ir ao responsável de segurança privada [João Paulo Sousa] e dizer-lhe para trazer o máximo de efetivos possível.”
“Na bancada norte saltaram para o recinto e foram para a bancada poente, ficando aí até ao final. Estava um sócio na bancada norte, de repente há uma movimentação da nascente até lá. Na bancada norte até me lembro de Fernando Madureira a gesticular para outros sócios. Dá-se, mais à frente, uma mudança de bancada. Não me lembro das agressões em si.”
“Assisti ao segundo momento, onde o Henrique Ramos estava a falar, termina o que está a dizer e, na bancada, vão dois adeptos na sua direção e gerou-se ali um rebuliço. Os meus colegas da bancada tiraram o sócio de lá.”