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Processo à polémica do Estoril-FC Porto arquivado: o que disse a equipa de arbitragem de António Nobre

Conselho de Disciplina da FPF ouviu explicações sobre os factos ocorridos no final do jogo

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Imagens em câmara lenta e aproximadas mostram momento da fúria de Wendell na direção dos árbitros

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu arquivar o processo de inquérito relativo aos factos ocorridos no final do jogo Estoril-FC Porto, realizado a 30 de março deste ano, referente à 27.ª jornada do campeonato, e que visavam a forma como os jogadores Wendell, Pepê e Evanilson se dirigiram à equipa de arbitragem.

Não tendo os referidos atos sido relatados pela equipa liderada pelo árbitro António Nobre no seu relatório, o CD da FPF, com base nas imagens televisivas, chamou a sede de inquérito todos os elementos que compuseram a equipa de arbitragem nesse jogo, de forma a darem uma explicação. Isto porque do relatório do árbitro constou apenas a expulsão de Luís Gonçalves, delegado ao jogo do FC Porto, devido a ofensas proferidas na direção de António Nobre.

No que respeita à forma como o referido trio de jogadores dos dragões se dirigiu à equipa de arbitragem no final do jogo, António Nobre referiu que "a situação descrita em despacho não foi mencionada em Relatório de Jogo porque os 3 elementos referidos não realizaram qualquer comportamento ou ação que tivesse enquadramento disciplinar".

A mesma posição foi explicada pelo árbitro assistente Nélson Pereira: "Informo que a situação descrita não foi mencionada em relatório porque os 3 elementos referidos não realizaram qualquer comportamento ou ação que, no entendimento da equipa de arbitragem, tivesse enquadramento disciplinar. Deste modo, não teria de ser incluído em Relatório de Jogo. Outros comportamentos ocorridos foram merecedoras de sanção disciplinar e, por esse motivo, ficaram a constar do relatório." O outro árbitro assistente, Paulo Brás, e o quarto árbitro, Pedro Ramalho, deram as mesmas explicações ao CD da FPF.

"O árbitro principal António Nobre, os árbitros assistentes Paulo Brás e Nélson Pereira e o quarto árbitro Pedro Ramalho não fizeram constar no relatório elaborado por ocasião do jogo objecto dos autos qualquer descrição factual do sucedido no final do jogo que envolvesse os jogadores supra identificados, porque os mesmos não realizaram qualquer comportamento ou ação que, no entendimento da equipa de arbitragem, tivesse enquadramento disciplinar (...) O Relatório de Árbitro, elaborado por ocasião do jogo em causa, no que se refere às ocorrências depois do seu términus, ainda no terreno de jogo, não expressa qualquer menção de natureza disciplinar no que respeita à conduta dos agentes desportivos envolvidos (à exceção da conduta do delegado ao jogo sancionada em processo sumário). Estamos perante um primeiro sinal da não relevância disciplinar dos comportamentos ali assumidos. Esta conclusão sai reforçada quando questionados os árbitros e o videoárbitro sobre a ocorrência daqueles incidentes: a equipa de arbitragem foi unânime em afirmar que percepcionaram e avaliaram os comportamentos dos jogadores e VAR e AVAR analisaram os mesmos ao abrigo do Protocolo VAR", pode ler-se no documento publicado pelo CD da FPF.

"Ou seja, tendo a equipa de arbitragem e VAR afirmado que os comportamentos assumidos por agentes desportivos, nomeadamente jogadores, no final do jogo e quando ainda se encontravam no terreno de jogo, foram percecionados e avaliados em toda a sua extensão, e não havendo sequer indícios de uma atuação de má-fé (por fraude, arbitrariedade ou corrupção), não deve o órgão decisório substituir-se ao juízo qualificado da equipa de arbitragem, em face dos limites impostos pela field of play doctrine", referiu o Conselho de Disciplina, explicando que a decisão da equipa de arbitragem prevalece em casos destes.

"Em face do exposto, e sem necessidade de mais delongas, por manifestamente desnecessárias, propõe-se, sobre a factualidade ocorrida no final do jogo e que envolveu agentes desportivos afectos à FC Porto, SAD, o arquivamento dos autos (…) Por outro lado, no que concerne à omissão do relato pelos elementos da equipa de arbitragem dessa mesma factualidade (…) entende-se inexistirem indícios da prática de qualquer ilícito disciplinar, motivo pela qual se propõe, sem mais delongas, por desnecessárias, o arquivamento do presente processo de inquérito", pode ler-se na proposta de arquivamento sugerida pelo inquiridor, ainda que, entende o CD da FPF,  "apesar de não descrito em Relatório oficial, é incontornável que ocorreu, isto é que no final do jogo diversos elementos afectos à FC Porto, SAD, nomeadamente o delegado ao jogo Luís Gonçalves, o treinador Sérgio Conceição e os jogadores Pepe, Evanilson, Wendell e Pepê aproximam-se dos elementos da equipa de arbitragem dirigindo-lhes palavras que não foram possíveis descortinar".

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