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20:00

09 abril

Nottingham Forest

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Sporting frente ao FC Porto: Futebol de Barbosa emPolga outra vez

PEDRO BARBOSA (4). Para variar foi o jogador mais esclarecido e com maior influência no jogo. A sua lucidez e técnica individual foram um regalo para a vista de quem gosta de futebol. Aos 33'' "partiu os rins" (até doeu cá em cima nas bancadas) a Jorge Costa e ofereceu o golo a Silva. Do ponto de vista táctico, revelou uma maturidade que lhe permitiu desempenhar um papel defensivo e ofensivo preponderante. E no "penalty" os Deuses estiveram com ele...

Custódio, Rochemback e Pedro Barbosa ganharam a "batalha" a Maniche, Pedro Mendes e Deco e garantiram ao Sporting superioridade no meio-campo e... no jogo. Mas frente a uma equipa compacta como o FC Porto não basta ser superior, não se pode falhar nos "pequenos" detalhes. Uma falha de marcação no golo portista e um "penalty" desperdiçado são "bónus" proibidos. E Niculae não devia ter entrado tão cedo...

RICARDO (3). O perigo veio apenas dos lances de bola parada cobrados por Deco, às quais Ricardo, atento e concentrado, foi pondo cobro. Houve uma particularmente difícil na 2ª parte, um canto de Deco superiormente executado para a "zona morta", à entrada da pequena área, que Ricardo desviou magistralmente. Essa, sim, foi uma intervenção de alto grau de dificuldade...

MIGUEL GARCIA (2). Por saber que o lateral leonino está pouco à vontade a subir, Mourinho deixou-lhe o corredor aberto. E Miguel não o soube explorar devidamente porque denotou dificuldades no apoio ofensivo. Aos 33' assinou grande jogada com Rochemback, mas o remate de Liedson saiu por alto. E no golo de Jorge Costa era ele, aparentemente, quem estava a marcá-lo...

POLGA (4). Os grandes jogadores vêem-se nestes grandes jogos. E Polga, à semelhança do que fizera frente ao Benfica, voltou a empolgar com uma exibição espectacular. O meio-campo fez trabalho de sapa impecável, mas Polga impressionou pelo tempo perfeito de entrada aos lances, "limpando-os" em antecipação.

BETO (4). Desta vez Polga teve companhia à altura. Magnífica a sincronização entre ambos, nas saídas para a marcação e nas dobras. E Beto esteve também irrepreensível na percepção dos lances e na antecipação.

RUI JORGE (3). Aproveitou a desconcentração momentânea gerada pela lesão de João Pinto para o lançamento lateral que esteve na origem do "penalty" e do golo do empate. Os jogadores portistas só se podem queixar de si próprios por sofrerem um golo de um lançamento lateral. Basta de lamechices. Fora isso, subiu menos do que o habitual, mas bateu-se bem com Maciel, o qual sendo muito mais rápido, não se deu por isso.

CUSTÓDIO (3). Este miúdo confirma-se como uma certeza. Voltou a fazer trabalho "invisível" prepoderante no equilíbrio do meio-campo. Marcou eficazmente Deco quando este "caiu" na sua zona, apareceu inúmeras vezes a cortar as linhas de passe portistas e a jogar simples e directo nas saídas para o ataque.

ROCHEMBACK (4). Cometeu o "pecado" de falhar um "penalty" logo frente ao FC Porto, mas a sua acção no meio-campo foi decisiva para o Sporting ganhar ascendente no jogo. Quer a pressionar na recuperação da bola quer a lançar a equipa para o ataque, cuja profundidade se ficou a dever aos passes longos do brasileiro. Pedro Mendes foi obrigado a jogar recuado face à ameaça que "Roca" representou e o FC Porto começou aí a perder a "batalha" do meio-campo.

JOÃO PINTO (2). Foi um daqueles dias em que o melhor era não sair de casa. Não entrou bem no jogo e nunca chegou a "acertar o passo". Sentiu grandes dificuldades em libertar-se da marcação de Costinha e falhou passes em demasia, o que não é comum nele, tendo em conta a sua qualidade técnica. Como se não bastasse, ainda se lesionou com alguma gravidade.

LIEDSON (4). "Ensaboou o juízo" a Jorge Costa e Ricardo Carvalho, com a sua mobilidade, velocidade e capacidade de passar "entre os intervalos da chuva", passe a expressão. É um jogador escorregadio como uma enguia, complicado de travar. As duas grandes penalidades que sofreu são elucidativas das dificuldades que criou a uma defesa tão sólida como a do FC Porto.

SILVA (2). Bateu-se bem, mas não foi feliz na finalização. Aos 8' assinou grande jogada individual e precipitou-se no fremate; aos 33', fez um "pontapé de moinho" por cima da barra, a cruzamento de Miguel Garcia; e aos 35', Barbosa ofereceu-lhe o golo, após cruzamento perfeito, mas cabeceeou por alto. Mas a sua saída foi precipitada e o ataque ficou a perder com a troca com Niculae.

NICULAE (1). Fazer entrar um jogador que está há oito meses sem competir após o intervalo num jogo tão intenso como o de ontem pareceu-nos asneira grossa. Como não podia deixar de ser, Niculae revelou falta de ritmo e de competição nas pernas. Falhou um golo incrível, aos 82', por estar enquadrado com o pé direito. Mas o tempo que ele levou a chutar, Santo Deus...

SÁ PINTO (2). Voltou a entrar bem no jogo, tal como na Luz, mas desta vez numa posição mais recuada, logo menos influente numa altura em que era preciso atacar.

CARLOS MARTINS (1). A sua entrada, aos 71', não foi de ordem táctica, mas ditada pela lesão de João Pinto. Mesmo assim ainda deu nas vistas no lançamento de alguns lances ofensivos.

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