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Já lá vão seis meses e da inauguração do novíssimo Dragão, a 16 de Novembro, ao último jogo da época, hoje, se há painel festivo no estádio é o de vitórias portistas sobre os mais diversos adversários. Obra a prosseguir e da qual para já há sete nomes.
Na SuperLiga, da U. Leiria ao Alverca, sete equipas nacionais coleccionaram derrotas no novo palco de emoções e sonhos do FC Porto. Pelo meio, M. United e O. Lyon caíram no percurso portista para Gelsenkirchen e só o Deportivo da Corunha escapou à primeira investida para sofrer a ironia da estocada final no seu Riazor. Hoje, o P. Ferreira é o 11º a visitar o Estádio do Dragão, que, dos contratempos iniciais e vários jogos oficiais previstos como o primeiro, ainda em 2003 e mesmo já este ano (Rio Ave e E. Amadora), encerra a temporada de forma brilhante antes de abrir espaço para a UEFA preparar a abertura do Europeu, a 12 de Junho, com o Portugal-Grécia.
E fica o painel de vitórias portistas na SuperLiga com possibilidade de um último êxito ante os pacenses para completar-se uma época só de triunfos caseiros, bem repartidos com o histórico mas já desaparecido Estádio das Antas - que em 1987-88 teve a última época só de triunfos em casa para o campeonato.
Para a inauguração do Dragão o mestre Júlio Resende fez um painel alusivo ao dragão e com jogadores igualmente estilizados a celebrar as maiores vitórias do clube no futebol. Mas esse painel ficou à condição. Um novo, definitivo, mais amplo e significativo ocuparia o lugar de honra na zona nobre, social, dentro do estádio. Um tributo à glória do Dragão com as velhas conquistas testemunhadas nas Antas.
Depois, a iniciativa tinha um apelo forte das pessoas e para os adeptos. Os cerca de 51 mil bilhetes para a inauguração eram personalizados: cada adepto recebeu também um papel onde pôs o seu nome (primeiro e último) e, entregando essa espécie de senha no clube, acabaria gravado como um dos 'fundadores' do novo estádio.
Ora é esse trabalho imenso que está ainda a fazer e só será completado lá para Agosto, a tempo de ser montado o novo e completo painel, com todos os 'matadores', para a próxima época, a primeira a ser jogada integralmente no Dragão.
Só Jorge Nuno Pinto da Costa terá o seu nome completo gravado nos azulejos. De Reinaldo Teles, para dar o exemplo de um dirigente de 'top' no clube, a Nuno Valente ou Derlei, que marcou o primeiro golo na abertura, frente ao Barcelona (Hugo Almeida fez o segundo na noite), todos os que marcaram presença na inauguração terão o seu nome 'de guerra' inscrito no painel. Do espectador anónimo, que deixou a sua referência pessoal para gravação na obra a executar, aos diversos convidados, todos terão o seu nome em letra de imprensa mas vão esperar uns meses mais para apreciarem o produto final.
De resto, a entrega do estádio à UEFA, para preparar o Euro, vai impedir a Revigrés de trabalhar no local, ainda que o trabalho de fábrica continue lá para os lados de Oliveira do Bairro, sede da empresa de cerâmica que patrocina o FC Porto e tem a seu cargo, naturalmente, a confecção do verdadeiro painel de fundadores do Estádio do Dragão.
Agilizar em Florença processo de... anos
O painel original no Dragão tem as dimensões de cerca de um terço do que, em 12 painéis, ocupará em definitivo um espaço de 50m2.
Era só a base em que trabalhou o mestre Júlio Resende. Uma maqueta que serviu para a ocasião da inauguração mas nunca era definitiva. Trabalhada a ideia no "atelier" de Gondomar, passada a obra para execução técnica na Revigrés em Oliveira do Bairro, não só o dragão, os jogadores, toda a parte figurativa será algo diferente. É preciso inserir nomes de cerca de 51 mil pessoas. Para tal, o aparato final chegará a cerca de 8,4m de largura por 3,6m de altura. Uns terão as tais figuras, outros levarão os nomes, mas nomes terão de sobrepor-se nas figuras, para o produto final não atingir dimensões draconianas de verdade.
Na semana passada, a Revigrés conferiu a definição das cores com Júlio Resende e tem agora de executar tecnicamente a obra em cerâmica. Afinado o desenho, esclarecidos os inúmeros tons de azul, dominantes na obra, os azulejos devem receber os nomes. Mas... de que forma?
O processo inicialmente pensado poderia levar… três anos a executar. Com custos exorbitantes. A forma de 'decalcar' os nomes nos azulejos, cada um em cor ou tonalidade diferentes, foi encontrada e esse trabalho está a ser executado em Florença (Itália), num dos fornecedores habituais da Revigrés. A montagem final será feita em Oliveira do Bairro para levar para o Dragão. E fotos, agora, não foram permitidas. A obra será para contemplar na totalidade, ainda que dois painéis fiquem prontos por estes dias.
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