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Despedida comovente ao malogrado guarda-redes de andebol do FC Porto
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O corpo de Alfredo Quintana, guarda-redes do FC Porto e da seleção portuguesa de andebol, que morreu na sexta-feira, aos 32 anos, foi esta terça-feira velado em Matosinhos, perante familiares, amigos e companheiros de equipa.
O cortejo fúnebre chegou ao tanatório local por volta das 13h15, uma hora e um quarto após ter saído do Hospital de São João, no Porto, onde o luso-cubano esteve internado cinco dias na Unidade de Cuidados Intensivos, tendo antes passado pelo pavilhão Dragão Arena.
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Dezenas de pessoas reuniram-se no crematório de Matosinhos desde as 12h00 e receberam a urna funerária com um sentido aplauso, numa despedida comovente ao malogrado guarda-redes, que contou com a presença de alguns familiares.
Além da mãe de Alfredo Quintana, que viajou de Havana, para assistir às cerimónias fúnebres, compareceram os jogadores da equipa de andebol do FC Porto, envergando camisolas personalizadas com a frase "Sou um guerreiro extraordinário".
A célebre afirmação, proferida no ano passado, por uma das figuras da seleção nacional, sobressaía em tom azul numa peça de vestuário totalmente branca, em sintonia com as tradicionais cores dos dragões, sendo acompanhada por uma fotografia do mesmo.
A comitiva do FC Porto foi encabeçada pelo diretor da secção Hugo Laurentino, que repartiu a baliza 'azul e branca' com Alfredo Quintana desde a chegada do luso-cubano ao Dragão Arena, em 2010/11, até à despedida das quadras, em outubro de 2019.
Com o início do velório dependente da abertura do tanatório de Matosinhos, o carro funerário ficou estacionado quase meia hora junto às portas daquelas instalações, pelo que o caixão só foi retirado perto das 14h00, coberto por uma bandeira do FC Porto.
Dezenas de populares repetiam as palmas e diversas coroas de flores eram movidas do interior para o tejadilho do veículo, enquanto familiares, amigos mais próximos e jogadores do clube portuense iam entrando para uma cerimónia privada.
O funeral foi realizado sob restrições impostas pela pandemia de covid-19 e terminou depois das 15h00, sem que alguém tivesse prestado declarações à comunicação social.
Alfredo Quintana morreu na sexta-feira, aos 32 anos, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória durante o treino dos azuis e brancos, ao serviço dos quais conquistou seis campeonatos, uma Taça e duas supertaças.
Quintana, que completava 33 anos em 20 de março, foi assistido de imediato, com apoio de uma viatura do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), tendo sido transportado para o Hospital de São João depois de estabilizado.
Nascido em Havana (Cuba), o guarda-redes, de 2,01 metros, ingressou no FC Porto em 2010, naturalizou-se português e tornou-se internacional em 2014, tornando-se numa referência da equipa das quinas, que representou em 67 jogos, tendo feito parte das seleções que conquistaram o sexto lugar no Europeu de 2020 e o 10.º no Mundial 2021, as melhores classificações lusas de sempre.
A Federação de Andebol de Portugal (FAP) decretou um mês de luto no âmbito de todos os eventos sociais e desportivos, até 31 de março, incluindo encontros de clubes e seleções dentro e fora do país, ações de formação e sorteios, entre outros.
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