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Zé Pedro elogia Farioli: «Estive um mês com ele e percebi que seria uma época muito positiva»

Central considera que o italiano "trouxe uma lufada de ar fresco" ao FC Porto

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Zé Pedro
Zé Pedro • Foto: FC Porto

Atualmente a representar o Cagliari, de Itália, Zé Pedro começou a época no FC Porto, tendo trabalhado ainda com Francesco Farioli. O central, de 28 anos, percebeu desde logo que o técnico italiano vinha revolucionar o grupo e a trajetória da equipa na temporada está a dar-lhe razão.

"Foi impactante, trouxe uma lufada de ar fresco, uma energia muito importante. Estive cerca de um mês com ele e foi suficiente para perceber que esta seria uma época muito positiva e espero que continue assim. Felizmente, as coisas esta época estão a correr de forma diferente e, como adepto e amante do FC Porto, fico extremamente feliz que as coisas voltem a estar do nosso lado, que as vitórias surjam praticamente todas as semanas, porque também vibro bastante com isso e tento não perder um minuto de cada jogo. Fico verdadeiramente feliz que o clube esteja a atravessar uma fase melhor", referiu o defesa português, em entrevista à Sport TV.

Zé Pedro considera que o FC Porto é o principal candidato à conquista do título nacional e espera poder comemorar na Avenida dos Aliados, em maio.

"Se o calendário me permitir, vou aos Aliados. O FC Porto é o principal candidato, pela sequência, pela estabilidade que tem apresentado e pela vantagem pontual. Quatro pontos é uma vantagem considerável, que se pode considerar confortável, mas qualquer momento de distração pode dificultar bastante as coisas. Tenho a certeza de que eles estão cientes disso e vão trabalhar nos limites, porque não querem desperdiçar todo o trabalho que tiveram até agora, onde têm sido uma equipa dominadora", destacou o central, não escondendo a mágoa de não ter sido campeão nacional no FC Porto, o clube do seu coração.

"Desde pequeno que me lembro de ser doente pelo FC Porto. Em todas as conversas com amigos e família, sobre futebol, dizia que seria um sonho representar o FC Porto, jogar no Estádio do Dragão e conquistar títulos. Ainda que fiquei com uma pequena mágoa, porque não consegui conquistar o título nacional no FC Porto, mas se conquistar muitos como adepto sou alguém realizado e feliz", assumiu.

Depois de ter representado o 'seu' FC Porto durante várias épocas, Zé Pedro percebeu que não teria espaço para continuar a jogar na equipa, face à chegada de reforços para o centro da defesa, pelo que preferiu rumar a outras paragens. Isso aliado à possibilidade de jogar no campeonato italiano.

"Por muito que me sentisse em casa, e o FC Porto era uma casa para mim, nós, jogadores, sentimos a necessidade de sermos uma parte importante e, com todas as contratações que foram feitas, fui vendo que haveria alguma dificuldade para ter espaço, esta época, no FC Porto.  Nada dura para sempre. Ponderei bastante, mas sentia que era um ciclo que podia estar a acabar. Com 28 anos, se me mantivesse no FC Porto, com poucos minutos, as coisas poderiam ser diferentes e a oportunidade que tive neste mercado poderia não voltar a ter. Tive uma decisão acertada para prosseguir a minha carreira", apontou relativamente à transferência para o Cagliari.

Ainda assim, o defesa não coloca de parte o retorno ao Dragão. "Um regresso ao FC Porto estará sempre em cima da mesa a todas as horas, em qualquer dia. Um regresso ao FC Porto seria mais um motivo de orgulho, não só para a minha carreira como também como pessoa, todos sabem o quanto eu gosto do FC Porto, por isso a porta estará sempre aberta e o FC Porto terá sempre o máximo de mim", fez questão de evidenciar.

Jorge Costa recordado

Jorge Costa foi, igualmente, tema da entrevista, e Zé Pedro não escondeu a sua emoção ao falar sobre o falecimento do antigo diretor e capitão portista, uma pessoa que muito admirava e que merecia estar a viver estes momentos de felicidade no FC Porto.

"Arrepio-me, porque é um momento marcante para todos nós que o vivemos. O Jorge era alguém que partilhava o dia a dia connosco, foi alguém que sofreu bastante como nós no ano anterior, porque ele, tanto como nós, queria que o FC Porto vencesse, queria que o FC Porto voltasse a ser dominador, e foi trágico perdê-lo daquela forma. O Jorge fazia um trabalho invisível, não queria atrair atenções para ele, transmitia a mensagem do FC Porto a quem chegava, falava da exigência do clube. Foi alguém que sofreu bastante e que merecia estar a colher estes frutos e esta felicidade que tem acompanhado o FC Porto", lembrou o defesa.

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