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Direcção do Gil Vicente socorreu-se do trivial mas por vezes eficaz "slogan" publicitário, "paga um, leva dois", para atrair mais gente ao Estádio Adelino Ribeiro Novo. A campanha é simples: os associados com as quotas em dia que comprem o bilhete de acesso ao "derby" desta noite com o Sporting de Braga têm direito a mais um ingresso e podem oferecê-lo a quem quiserem.
A iniciativa foi deliberada em Assembleia Geral no início da temporada e, depois da experiência de hoje, será novamente posta em prática na 10ª jornada, diante do Belenenses.
O objectivo é muito claro e visa ter o maior número possível de espectadores no recinto desportivo. O problema é que esta luta tem-se revelado ingrata e os responsáveis olham com alguma mágoa para a realidade em que se encontra o clube.
Barcelos é precisamente o maior concelho administrativo do País com 89 freguesias, mas esta dimensão populacional tarda em reflectir-se positivamente na vida associativa do clube. Com efeito, os serviços administrativos do Gil Vicente contabilizam actualmente cerca de seis mil sócios, mas metade não tem as quotas em dia.
A restante actividade desportiva do concelho poderá, eventualmente, ser outro obstáculo. No total são 103 as instituições (clubes e/ou associações) ligadas ao desporto e daí se percebe a fraca adesão a uma campanha de angariação de novos sócios desenvolvida há algum tempo.
"Arranjámos delegados em todas as freguesias, a quem até oferecemos um cartão, mas mesmo assim os resultados foram muitos fracos", lamenta-se ainda hoje o dirigente Martins Arezes.
O clube orgulha-se de nada dever a ninguém e de honrar escrupulosamente os seus compromissos, mas não esconde uma certa desilusão por constatar que os seus jogos são presenciados por um escasso número de espectadores. "Compreendo, embora com algumas reservas, a fraca afluência. As condições físicas que oferecemos são fracas e hoje em dias as pessoas que pagam o seu bilhete querem ficar comodamente instaladas", reconheceu, humildemente, o presidente João Magalhães.
Mas em breve tudo poderá mudar com a construção do estádio municipal. "Acredito que vamos ser fortes. O novo estádio está a despertar o entusiasmo na população e tenho a certeza de que o Gil Vicente vai crescer e será um clube de futuro", assegurou ainda.
Novo estádio pronto até Maio de 2003
O Estádio Municipal de Barcelos vai custar 15 milhões de euros e deve ficar pronto até Maio de 2003, podendo assim o Gil Vicente utilizá-lo já a partir da próxima temporada. O clube gilista será o principal inquilino num protocolo a assinar com a edilidade.
Assim, terminarão as eternas críticas à falta de condições oferecidas pelo "velhinho" Adelino Ribeiro Novo. A capacidade do novo anfiteatro será de 12 504 lugares, distribuídos por quatro bancadas: Poente (3822 lugares), Norte (2016), Nascente (2639) e Sul (4027).
Entre áreas funcionais, modernas e confortáveis, o mais impressionante está reservado para a cobertura. Será metálica tridimensional, suspensa por cabos em vão de 26 metros. O secretário de Estado da Juventude e Desporto, numa recente visita, falou num estádio da "nova geração" e ainda falta construir os complexos de ténis e piscinas. Junto ao mesmo local, vai ainda nascer uma unidade hoteleira.
A história do velhinho Adelino Ribeiro Novo
Depois do Campo da Feira e o D. Carlos, o primeiro recinto a sério utilizado em Barcelos foi o Campo da Granja(1922), pertença do União. As restantes equipas: Gil, Barcelos FC, Académico e Operário jogavam no Campo da Estação.
Mas desapareceram quase todos, ficando o Gil com direito ao Campo da Granja (1993), mais tarde Adelino Ribeiro Novo (1940).
Mantém-se ou vai abaixo?
O que fazer ao Estádio Adelino Ribeiro Novo? Ainda ninguém sabe, mas já sobram projectos. A autarquia é quem vai decidir e pediu ideias a projectistas. Um complexo imobiliário é uma hipótese a considerar, mas não está excluída a possibilidade de o estádio servir as camadas jovens do clube.
Vereador do Desporto está optimista
O vereador do Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Barcelos prevê para breve um recinto desportivo com condições de "grande nível" para todas as pessoas.
"Estamos a fazer um grande esforço para melhorar desportivamente o concelho. O novo estádio vai atrair mais espectadores e espero que a população se sinta motivada e desapareçam as habituais críticas", disse Mário Constantino.
Para o vereador de Barcelos, "é importante o Gil manter-se na SuperLiga porque em termos turísticos a cidade sai mais valorizada. O clube é, sem dúvida, uma bandeira da cidade. As pessoas vão pouco ao Adelino Ribeiro Novo, mas este mal é geral noutros lados. Para além da falta de condições, há ainda a violência, a má qualidade dos espectáculos e os comportamentos dos dirigentes", concluiu Constantino.
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