César Peixoto: «Acredito que iremos terminar na parte de cima da tabela»

Treinador do Gil Vicente lembrou que não existe objetivos internos aliados às posições na classificação e anteviu o jogo com o Famalicão

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César Peixoto
César Peixoto • Foto: Carlos Gonçalves

O Gil Vicente recebe, pelas 15h30 deste domingo, o Famalicão em Barcelos, em jogo a contar para a 20ª jornada do campeonato e entre equipas separadas apenas por dois pontos na tabela. Um dado que não entra nas contas do técnico César Peixoto, antecipando um "jogo que pode ser muito tático" e entre "equipas semelhantes". 

"São duas boas equipas que estão a fazer dois campeonatos fantásticos, que tentam jogar um futebol positivo e em momentos similares. Vamos encontrar uma equipa muito forte, motivada e que vem cá para nos contrariar da melhor maneira", começou por dizer o antigo internacional, reiterando o "talento" que existe nos gilistas e nos famalicenses e descartando um olhar atento para a classificação. "Se pudéssemos, ficávamos sempre em 4º lugar. Mas o futebol é assim e o campeonato é competitivo, não existem jogos fáceis, temos de estar sempre focados. Mas não olhamos para a classificação, sinceramente. Vamos é criando micro-objetivos internos quando sabemos que assim tem de ser, para melhorar o que achamos que tem de ser melhorado. Nós encaramos os jogos sempre da mesma maneira, tentamos ser dominadores, lutar pelos três pontos, para vencer seja fora ou em casa, seja contra um grande ou uma equipa pequena. Esta equipa tem qualidade."

Projeto do Gil Vicente. "Muito bem assimilado já. Estamos a arrancar o nosso projeto e, creio eu, muito bem. Mas eu acho que temos que percorrer o caminho e não olhar só para a posição. Acho que somos consistentes, como temos sido ao longo da primeira volta. Acredito, sinceramente, que iremos terminar na parte de cima da tabela, mas não temos que nos agarrar a estarmos em 4º, 5º ou 6º. Temos muitas equipas a lutarem por estas posições e todas muito boas, o Moreirense, o Sp. Braga, o Vitória ou até o Famalicão. Quem for a equipa mais consistente é a equipa que terminará mais acima."

Héctor e Weverson já estão prontos? O que pode trazer à equipa? "Tanto o Héctor como o Weverson começaram a pré-época há pouco tempo. Precisam de crescer fisicamente e na nossa ideia. É um processo natural, vamos dar-lhes tempo para terem a qualidade que vemos neles. O Héctor veio para suprir a saída do Pablo, conhece perfeitamente o campeonato perfeitamente e fez 14 golos da última vez que esteve cá. Mas não olhamos só para os números, ele encaixa-se na nossa ideia de jogo. Pode aportar-nos muita qualidade. Nos jogos, vamos ter muito volume e falta-nos ser mais incisivos, ele pode ajudar-nos. O Weverson é profundidade, temos o Konan e o Mutombo, que infelizmente tem estado muitas vezes lesionado. Devido às proporções, era importante termos ali uma 2ª alternativa. Defendo muito ter dois jogadores por posição, é importante sermos competitivos internamente para depois o sermos frente aos adversários. O Lucão tem tido o tempo de adaptação dele, saíndo o Andrew, é um jogador com perfil que queríamos. Se não saísse ninguém, não queria ninguém, acabaram por haver saídas e é normal, porque houve valorização pela primeira volta e pelo projeto. Gerou mais-valias financeiras. A equipa vai fazer uma segunda volta competitiva e consistente."

É obrigatório ganhar este jogo pela rivalidade e pela posição na 1ª Liga? "Não é obrigatório, há ainda tanto campeonato pela frente. Se fossemos dizer que à 20ª jornada estaríamos em 5º ou em 4º lugar, ninguém acreditava. Portanto não pode ser obrigatório ganhar. Temos sim é que ser obrigados a tentar o nosso melhor para ganhar, isto está inserido aqui dentro, independentemente do que for o adversário. Não é porque o Famalicão está perto que temos qualquer obrigação. Temos a obrigação de tentar ganhar todos os jogos. Não vemos as coisas internamente dessa forma. Isto vai ser uma luta e, acredito, até ao final entre quatro ou cinco equipas. Nós gostamos de competir com grandes equipas, eu disse logo no início que não ia ser um arranque difícil, ia ser até bom para saber o nível em que estávamos. Vamos é olhar para os adversários da mesma forma, sempre para ganhar."

Os objetivos podem passar por um apuramento europeu? "Não falamos nisso, muito sinceramente. Acredito é que, com o que a equipa tem demonstrado, tanto coletivamente como individualmente, assim como a família que criamos, faz com que acredite que vamos terminar ali do meio para cima da tabela. Acredito piamente nisso, a equipa tem demonstrado isso e tem a capacidade de jogar para igual com todos. Mentalmente, é forte, foi-se aguentando no topo e tem tido um rendimento coerente. Isso dá-me confiança para abordar a segunda volta. Mas tudo pode acontecer, é uma crença que tenho, acredito muito no nosso trabalho e nos jogadores. Sei que é um chavão do futebol, mas pensamos muito semana a semana, contar uma história nova todas as semanas. O penálti frente ao FC Porto acabou por ditar o jogo, há coisas que não conseguimos controlar. O Martín, a expulsão, foi sem querer, ele não viu o jogador. O que podemos controlar, com isso, achamos que temos capacidade para estar num nível."

Mercado sem grandes movimentos

Apesar de realçar que o mercado em aberto é sempre volátil, César Peixoto não antecipa saídas e, como tal, entradas para colmatar as vagas até ao fecho da janela. "Por mim, não quero mais ninguém. Estou satisfeito com o plantel e não estamos à espera que saia mais ninguém", adiantou o técnico, salientando. "Tenho dois jogadores com capacidade e qualidade por posição. Tivemos esta capacidade de trabalhar antecipadamente e substituir quem saiu sempre com muito critério. A parte mental é muito importante, para encaixar o jogador no nosso grupo e no ADN, portanto acredito que não sairá mais ninguém. Se o mercado fechasse hoje, eu ficava muito feliz."


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