César Peixoto: «Vamos entrar em campo a saber os pontos fortes do Benfica»

Treinador do Gil Vicente deseja "construir uma nova história" com as águias, depois de já ter enfrentado este adversário por duas ocasiões esta época

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César Peixoto está a consolidar ideias no Gil Vicente
César Peixoto está a consolidar ideias no Gil Vicente • Foto: Luís Vieira/Movephoto

O Gil Vicente vai receber sexta-feira o Benfica, pelas 20h15, e concluída a 24ª jornada, em atraso. O técnico César Peixoto realçou, na antevisão ao encontro, que este não é "o melhor momento" para enfrentar os encarnados, dada a situação pontual dos gilistas e a perseguição das águias à liderança do campeonato, mas frisou que em campo trará uma "equipa organizada" para alcançar "os seus objetivos."

"O Benfica é uma equipa que está numa boa fase e tem outros argumentos. Mas nós, em casa, temos de olhar em frente e atacar o jogo com a perspetiva de agarrar pontos. Temos de pontuar, independentemente de ser o Benfica ou outro clube qualquer" atirou o antigo lateral, prosseguindo: "Vamos saber os pontos fortes deles, onde temos de explorar e vamos ter uma equipa a lutar pelos três pontos sabendo que, pela frente, vai aparecer um rival para nos causar muitos problemas." 

 Já defrontou o Benfica duas vezes esta época, com o Moreirense. Tem mais material de análise para corrigir os erros? "A ideia é a mesma, há sempre uma ou outra coisa que vai evoluindo durante a época, mas isso é natural, também acontece comigo. Mas agora estamos noutra equipa, noutro contexto e estrutura, por isso será sempre diferente. Identificámos caraterísticas no Benfica e conhecemos, claro, porque já jogámos duas vezes. Uma vez empatámos e na outra acho que fizemos um grande jogo lá na Luz, mas isso não garante nada. Acho que cada jogo tem a sua história e estamos numa equipa diferente. Temos jogadores diferentes no Gil Vicente e temos de construir uma nova história frente ao Benfica. Estar, sobretudo, muito organizados, porque vai haver momentos em que o Benfica nos vai empurrar para trás e vamos ter de sofrer juntos. Mas com a bola queremos assumir, ter qualidade e implementar as nossas ideias de jogo, para conseguirmos chegar lá à frente e criar perigo."

Estes 15 dias foram importante para assimilar as suas ideias de jogo? "Sim, é sempre importante seja comigo ou com outro treinador. É importante ter tempo, foram duas semanas sem aquela questão inerente de ter um jogo da 1ª Liga, deu-nos mais folga, diria. Trabalhámos muito na parte física, porque achámos que a equipa deve ser mais agressiva nos duelos e proativa na pressão e na organização defensiva, depois isso traduz-se com bola. Crescemos com essa ideia e queremos dinâmicas mais, eu diria, instintivas. Vamos ser uma equipa com mais certezas, seja defensivamente ou ofensivamente, porque vamos encontrar um adversário que, nesta fase, talvez não seja o ideal, porque estamos a crescer. Mas é o que é e temos de encarar todos os próximos jogos como se fossem finais, e esta é mais uma para nós. Sabemos que temos que passar pelas dificuldades com qualidade. Com o Santa Clara saímos pouco em transição, estivemos sempre em cima e acabámos quase a colocá-los na própria área, mas falhámos na zona de finalização e na tomada de decisão. A equipa foi competitiva na segunda parte, foi atrás do resultado, foi um percalço que aconteceu e queremos voltar a ser fortes em casa. Se os jogadores tiverem atitude, alma, e qualidade, é fácil trazer os nossos adeptos para nos apoiarem, porque nisso eles são fantásticos. Eles perceberam que a equipa trabalhou e teve vontade. Peço que voltem também a casa para apoiar, vão ser muito importantes na nossa caminhada."

É importante ter tempo, foram duas semanas sem aquela questão inerente de ter um jogo da 1ª Liga, deu-nos mais folga.
César Peixoto

Treinador do Gil Vicente

Os bilhetes voaram muito cedo. É bom sinal? Porque é que o Benfica não é o melhor adversário agora? "Prefiro jogar sempre em estádios cheios sinceramente. Acho que isso é muito importante, seja jogador ou treinador, porque já fui jogador e sei, certamente que os meus jogadores gostam de estádios cheios, é outro prazer. Não é que se estiver vazio não queira ganhar, mas o futebol faz mais sentido assim. Relativamente ao Benfica, é mais difícil testar-nos agora para perceber o ponto em que estamos. Estamos numa fase de crescimento e precisamos de mais tempo para er a ideia de jogo. Mas estamos a tentar consolidá-la. Eu também gosto de jogar contra os melhores jogadores, gosto de competir e de sentir que é difícil tentar chegar à vitória e alcançar pontos contra os melhores é sempre mais saboroso."

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