Música para cantar de galo

A FESTA gilista desceu à capital, tomou conta da zona de Belém, motivou muitos sorrisos dos turistas que admiravam a beleza dos Jerónimos e acabou por ter no Estádio do Restelo um palco de luxo. Mal o árbitro Paulo Costa apitou para o início da partida, Manuel Ramião (que também toca na Banda do Galo) tratou de afinar os primeiros acordes do trompete. Imediatamente os seus companheiros dos bombos atiraram-se à música, procurando embalar os pupilos de Luís Campos. “Só falhamos as deslocações às ilhas, de resto vamos sempre com o Gil”, disseram os adeptos foliões, ao intervalo, felizes pelos 3-0 que quase garantiam a permanência na I Liga.

“Trouxemos cinco autocarros, que foram pagos com a ajuda do clube, mas nós também andamos durante a semana a angariar fundos para viajar com o Gil”, revelaram a seguir Manuel Vale e Fernando Miranda.

Formada essencialmente por operários fabris e funcionários públicos, a “claque gilista” esteve, ao longo dos 90 minutos, à altura da exibição com que, dentro das quatro linhas, os de Barcelos cilindravam o Belenenses. O repertório é vasto e os jogadores do Gil tanto são apoiados com música de Marco Paulo, como com o “Avante”.

Até o hino da aliança do povo com o MFA foi arranhado por estes “hinchas” do Gil Vicente. “Tocamos de tudo e não temos nada a ver com política. Desde que a música seja alegre e popular, não há problema”, garantem. No final da partida, entre algumas cervejas e muitas lágrimas, o “claque gilista” foi fazer a festa para os autocarros. Trouxeram a Lisboa boa disposição e um pedaço do Minho. E provaram que, felizmente, ainda há quem vá ao futebol puxar pela sua equipa sem ofender ou insultar. Foi bonita a festa, pá...

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