Sorrisos de sensação para esquecer agruras

Sorrisos e humildade na véspera de uma deslocação complicada ao Sado, para defrontar o Vitória de Setúbal e reencontrar Luís Campos, treinador minhoto que há dois anos trabalhou em Barcelos. Os defesas e os médios-defensivos venceram, pela manhã, os elementos da linha mais avançada, mas não perderam o "fair play" e juntaram-se para celebrar mais uma sessão animada.

Há tempo para tudo e se o momento do Gil Vicente é brilhante, então desfrute-se. Rejubila-se com a ascensão ao quinto lugar, mas não se perde a noção do seu espaço, nem tão-pouco facilita por enfrentar um adversário com menos 11 pontos e que está colocado nove posições abaixo. Vítor Oliveira brinca com Casquilha, o Giggs, e abre a boca de espanto com Paulo Alves, a quem até lhe chama Van Nistelrooy. Gracejos bem medidos, em espaços definidos sem atropelos de competência, para evitar o relaxamento. "Vamos lá trabalhar. Amanhã [hoje] vamos ter vida difícil", alertou.

Não há luxos em Barcelos. O Inverno deixa marcas e exibe as más condições de trabalho. Mas o grupo habituou-se e convive em espaços onde permanece uma certa mística. E será possível? Nandinho chegou este ano, após passagens pelo Salgueiros, Benfica, Alverca e Vitória de Guimarães, e diz que sim. "É uma realidade que torna o plantel mais forte para provar que, mesmo com o que é possível dar, não é impossível obter resultados. Respira-se um ar saudável, para o qual contribui um grupo de jogadores humildes, técnicos competentes e e uma Direcção cumpridora", resume.

Dário e o estudo

Dário joga pouco, mas não desperdiça todo o tempo. Ontem, por exemplo, não se treinou devido a uma lesão, mas esteve a estudar. O gabonês Lary fez-lhe companhia e ensinou-lhe francês. "Procuro falar com ele quase sempre em francês, para melhorar esta língua", conta Dário. O cabo-verdiano diz que estudou até ao "12º ano" no seu país e que em Portugal, este ano, se matriculou na Faculdade de Letras, do Porto, para tirar um curso de Sociologia. Ele é o único resistente dos quatro cabo-verdianos que o Gil contratou em 2000 após uma digressão naquele país. Tchide, Vargas, Zico, eram os restantes. Na época passada, Dário foi cedido à Ovarense e este ano, Vítor Oliveira apostou na sua promoção e até já jogou contra o Benfica.

A maldita lesão

Ali não joga em Setúbal. Vítima de uma contractura muscular, sofrida no jogo com o Nacional, o marroquino é uma baixa importante, num momento fundamental da carreira. A direcção gilista não recusa uma venda, atendendo ao facto do seu contrato terminar no final da época e da renovação ser quase impossível. A proposta para a prorrogação está feita, poderá ser melhorada, mas Ali está seguro da sua mudança de ares. Há empresários a falarem-lhe do interesse de "vários clubes", mas para já afirma-se tranquilo e ciente de que o mais importante é compenetrar-se na carreira do clube. "Não quero precipitar-me. Só me falam em hipóteses e, portanto, não quero alimentar falsas expectativas. O meu interesse é recuperar e ajudar os colegas", disse.

Nandinho: «Este grupo é homogéneo»

Nandinho já ultrapassou a lesão contraída no início da época e prepara-se para voltar a ser titular na SuperLiga. Tem dado uma boa resposta quando salta do banco e hoje, em Setúbal, deverá merecer a confiança do treinador. "Entrego-me aos treinos como se fossem jogos, mas não é fácil ser titular. O grupo é homogéneo", opinou.

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