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As declarações do treinador do Moreirense na antevisão ao encontro deste domingo com os dragões (20h30)
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O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, já fez a antevisão da partida com o FC Porto. O embate da 26.ª jornada da Liga Betclic realiza-se este domingo, pelas 20h30, no Estádio do Dragão.
Estes jogos tiram alguma da responsabilidade ao Moreirense? "Aquilo que tira pressão é o enorme mérito daquilo que nós já conquistamos até aqui. Pensando aqui um bocadinho nos meus colegas que ainda não estão livres dessa luta, como é óbvio, estamos mais confortáveis. E essa é efetivamente a grande tranquilidade que nós merecemos atingir. Em relação ao jogo, independentemente de tudo, seria sempre um jogo onde não é difícil motivar os jogadores, onde há muita vontade de marcar presença em grandes palcos, palcos onde se decidem em campeonatos. Olhamos para este jogo com a máxima seriedade e a tentar fazer o melhor possível para dar a melhor imagem possível".
De que forma as baixas no plantel podem condicionar o Moreirense no jogo com o FC Porto? "Se eu tiver que falar aqui um bocadinho da equipa do FC Porto, aquilo que impressiona é o compromisso total que se vive dentro do clube, dentro do grupo, equipa técnica, jogadores, estrutura. Está toda a gente muito focada, muito ligada e isso vê-se em cada lance que disputam. O FC Porto começa a época com uma pressão enorme no jogo em si, uma equipa que pressiona a campo inteiro. Hoje em dia, porque também não é fácil semana após semana pressionar 90 minutos, é uma equipa que quando tem que baixar linhas, baixa, mas nós vemos na cara dos jogadores que sentem prazer em defender, que sentem prazer em trancar a baliza. Isto leva-nos para uma dimensão do jogo, que é a dimensão mental e a dimensão física, onde a equipa do FC Porto é extraordinária, é de um nível estratosférico, do melhor que eu já vi desde que me lembro de ver futebol. E isso é aquilo que vai ser o nosso grande desafio, é conseguirmos ter níveis e índices competitivos para jogar este jogo, para conseguir disputar o jogo. E aí entram um bocadinho as ausências e aquilo que tem sido o nosso dia-a-dia, onde temos muitos juniores a treinar e obviamente que a intensidade do treino acaba por baixar um pouco, que é nós conseguirmos ser competitivos ao longo dos 90 minutos, que foi também a grande dificuldade que eu acho que nós sentimos na semana passada. É algo que nós temos que, como sempre, olhar do ponto de vista positivo, do ponto de vista da oportunidade, do ponto de vista do crescimento, porque lá está, nós não somos um produto acabado. Nós somos um processo em construção, um processo em evolução. Para o momento de evolução em que nós estamos, eu volto a referir, é fantástico aquilo que nós já conseguimos atingir, fantástico. E, portanto, olhamos para isto como um desafio muito grande, vai ser seguramente muito difícil, mas também acreditamos que depois nos outros momentos, na dimensão tática, na dimensão técnica, na dimensão estratégica, nós vamos conseguir ter as nossas oportunidades. Há determinadas dificuldades em que nós temos que nos superar para as ultrapassar, mas sempre para ganhar, porque essa é a nossa forma de estar".
De que forma é que estas baixas atrasam a evolução do Moreirense no crescimento dentro da competição? "Aqui tem a ver um pouco a forma como nós posicionamos os objetivos daqui para a frente. Nós queremos galgar lugares na classificação, para nós não é igual acabar em 12.º ou em 11.º. Sentimos que em muitos momentos apresentámos qualidade para pertencer a lugares mais cimeiros. Há um objetivo um pouco mais específico que nós também queremos atingir, que é conseguir transformar em resultados e em pontos os jogos contra as equipas mais de cima da tabela. A equipa com menos soluções à partida pode estar menos preparada para ter mais rendimento, para ter um resultado mais positivo, mas por outro lado também nos dá aqui margem para o outro objetivo, que é de termos uma certeza muito grande sobre a real capacidade de cada jogador do nosso plantel. Pensamos neste projeto não a uma época, não a um mês, nem sequer a duas épocas nós pensamos. O Miguel Silva, à partida vai estar no jogo. Independentemente de tudo o que nos tem acontecido, não suinto que sejam estas ausências que estejam forçosamente a tirar-nos rendimento. Mesmo olhando para o jogo da semana passada, a verdade é que também foi um jogo muito específico. Eu pego no exemplo do Travassos, que é um jogador que normalmente está muito bem para jogar 90 minutos, e a verdade é que pelas características do jogo, tudo o que são métricas de alta intensidade do Travassos, que ele normalmente atinge ao longo de 90 minutos, ele atingiu-as nos primos 45. Portanto, cada jogo é um jogo. Há jogos onde a dimensão física é muito importante, como vai ser por exemplo este jogo, há jogos onde a dimensão mental também é, e os jogos com os grandes, como é óbvio, a dimensão mental também tem muito peso, mas há outros onde o jogo nos leva muito mais para uma dimensão tática, uma dimensão técnica".
O que é que o Moreirense pode tirar do jogo da primeira volta para este embate com o FC Porto? "Vai ser um jogo seguramente diferente, até pelas dimensões do campo. O FC Porto é uma equipa fácil de decifrar, é muito forte naquilo a que se propõe, há uma dinâmica muito interessante naquilo que é a forma como os jogadores todos, independentemente de sejam quais for que joguem, seguem a ideia do treinador. Pelas características daquilo que é o modelo de jogo, o FC Porto é uma equipa que não corre assim tantos riscos em construção, mantém a construção o mais fechada possível para estar sempre equilibrado, é uma equipa que tenta usar muito o jogo longo para espaçar o adversário. Seguramente vai ser um jogo um pouco diferente nesse aspeto e mais exigente para que nós consigamos ter sucesso a controlar a organização ofensiva do FC Porto. As lições que nós tiramos dos jogos que jogamos contra estas equipas, fundamentalmente é a experiência. Eu digo muitas vezes que há momentos em que a camisola da equipa grande, por si só, já faz alguma diferença e parece que as equipas já entram a perder 1-0. Quando estes jogos se tornam hábito nos nossos atletas, já não vai haver aquela ansiedade, aquele nervosismo. Estamos mais preparados e mais tranquilos para jogar este jogo, mas sempre com a consciência que estamos a falar do primeiro classificado deste campeonato. Uma equipa muito forte ofensivamente ganha jogos, mas aquilo que faz campeonatos e classificações é o lado defensivo, e sem dúvida que o FC Porto aí impressiona muito e acho que é aí que justifica, claramente este primeiro lugar".
O Cédric Teguia já pode ser chamado? Neste cenário pode contar com o Fabiano Souza? "O Fabiano esteve praticamente três meses e meio sem jogar, era um jogador que nós até tínhamos a expectativa que até pudesse sair. Não é um jogador que esteja ainda preparado, está claramente em pré-época. Dos jogadores que temos ausentes, o Cédric é aquele que está mais perto, mas ainda não está em condições de estar neste jogo. Todos os outros são situações mais prolongadas, o Yan ainda vai estar alguns jogos de fora, o Dinis, à partida, terminou a época, o Álvaro só mesmo para os últimos jogos. Mas em relação à questão do Fabiano, esteve muito tempo sem jogar, tem estado com a equipa, mas não está ainda em condições, não está ainda preparado".
O Moreirense pode tirar partido do facto do FC Porto estar a meio de uma eliminatória europeia? "Não. Eu digo muitas vezes, e se há algo que o FC Porto tem provado, é que jogue quem jogue, a competitividade está lá, o processo está lá, a competência está lá, a dinâmica está lá. Não acredito que tenha qualquer tipo de influência, e como se não bastasse um plantel fortíssimo e cheio de soluções, ainda tem uma equipa B que está a fazer um trabalho fantástico que também tem muitas soluções".
Quando aceitou este projeto acreditava que ia conquistar tão cedo o objetivo permanência? "O treinador tem sempre a expectativa de fazer o melhor possível, mas não é algo que eu acho e que faça sentido para mim perder muito tempo a pensar. Encontramos aqui um bocadinho como ADN das pessoas do clube é que queremos ter ambição, queremos mais, É um ano zero, a expectativa se calhar até foi colocada alta demais por aquilo que nós conseguimos fazer na fase inicial da época. Máxima ambição para aquilo que falta, a manutenção deixou de ser tema e agora o tema é tentar ser o mais competitivo possível".
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