Vasco Botelho da Costa: «Não gosto de me encostar aos pontos que já amealhei»

Treinador do Moreirense antevê jogo com o Tondela

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Vasco Botelho da Costa
Vasco Botelho da Costa • Foto: LUSA/EPA

Vasco Botelho da Costa projetou, ao final da manhã deste sábado, o encontro com o Tondela. A partida em atraso da 16.ª jornada da Liga Betclic realiza-se este domingo, pelas 18 horas, em Moreira de Cónegos.

O que pode valer este jogo com o Tondela?

"É mais um jogo contra um adversário que está bastante mais competente desde a troca na equipa técnica, com uma identidade muito bem vincada. É uma equipa muito prática. É sempre um jogo que nos obriga a estar muito atentos, a ter a nossa dose de pragmatismo. Estamos felizes por poder voltar a jogar novamente em casa, depois do primeiro treino do ano que muito nos agradou. Queremos continuar a crescer. Não considero que a equipa se tenha afastado muito do que tem apresentado mesmo quando não surgiram os resultados. Acreditamos que estamos em evolução e queremos ser competentes, só assim vamos estar mais próximos da vitória".

Vê no Tondela uma equipa muito diferente?

"Conheço melhor este Tondela porque é agora que vamos jogar com eles. Os princípios dos dois treinadores são diferentes, interessa é o que é agora. A nível exibicional vê-se uma equipa com muita crença, tem momentos do jogo em que é muito competente".

O facto do treinador do Tondela conhecer bem o plantel do Moreirense pode ter influências?

"Tem sempre a sua dose de importância. Muitas vezes temos a tendência de avaliar um jogador por aquilo que vemos nos jogos, mas até os treinarmos nunca os conhecemos verdadeiramente. É algo que não entra muito nas minhas preocupações".

O Moreirense pode acabar a primeira volta em igualdade pontual com o 5.º classificado, o Sp. Braga. Registo que supera as expectativas?

"É um registo que nos deixa confortáveis com o nosso grande objetivo. Não penso muito naquilo que é o futuro e nos pontos que nos faltam amealhar, por isso também não gosto de me encostar aos que já amealhei. Tenho muita consciência do valor dos nossos adversários. Houve momentos em que tirámos um pouco o pé e fomos penalizados por isso. Estamos felizes com o que estamos a fazer. Vemos evolução e crescimento. Essa evolução e crescimento dão substância quando vemos a equipa a jogar e também temos traduzido isso em pontos, por isso estamos no bom caminho".

Ausência do Dinis Pinto leva a mudança forçada no onze…

"Não há grande segredo, o Travassos é um jogador polivalente que nos tem ajudado mais à frente. É ele que lá vai jogar, à frente não posso dizer quem vai jogar".

Fez quatro alterações no onze no último jogo. Alguma razão específica?

"Tem sempre a ver com tudo. Para mim há três critérios. Dois são controlados por eles, o que fazem no treino e o que apresentam quando jogam. Depois, há a questão estratégica, que tem a ver com as caraterísticas deles e o que esperamos do adversário. O onze está sempre em aberto pesando estas três situações."

A saída de Joel Jorquera?

"É um jogador querido por nós, acabou por ter um início mais complicado, depois uma ou outra lesão. A carreira deles é curta, por isso luto sempre muito pela felicidade deles. Por muito que queira ajudar todos, o primeiro objetivo é ajudar o Moreirense. Costumo dizer meio a brincar que há onze que ajudo muito, cinco que ajudo mais ou menos, depois sete ou oito em que não consigo ajudar nada. Quando o jogador não está 100 por cento feliz respeito sempre isso porque a carreira deles é curta e temos de ser felizes no dia a dia. Acabou por ser uma solução interessante para todo, fico feliz por ele. Acredito sempre que posso ajudar todos, é sempre o meu objetivo, nem sempre é fácil. Resta-me desejar-lhe tudo de bom".

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