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Treinador do Moreirense faz a antevisão ao jogo com o Famalicão
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O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, já projetou a partida com o Famalicão, da 29.ª jornada da Liga, que se realiza esta sexta-feira. O jogo terá lugar em Famalicão, pelas 20h45.
Não se adivinham tréguas para este ciclo do Moreirense neste jogo com o Famalicão?
Sabemos o campeonato que jogamos, muito competitivo. Nesta fase também há muitas decisões em aberto e sabemos que isso coloca toda a gente em sentido, no máximo das suas capacidades. Este jogo não é exceção. Independentemente do Famalicão estar a lutar por algo mais, iria sempre ser um jogo tremendamente difícil, contra uma equipa bem orientada. Não acho que haverá grandes surpresas de parte a parte, vai ser seguramente um jogo decidido no detalhe. Quem for melhor a fazer aquilo que costuma fazer, vai conseguir ter sucesso. Não vale a pena enumerar a fantástica qualidade individual do plantel do Famalicão, o trabalho com o Hugo também está a fazer, que é notável. Portanto, cabe-nos virarmos também um bocadinho mais para nós, olharmos para o nosso processo, perceber que temos que crescer nesta adversidade. Sabemos que vai ser difícil, o Famalicão é muito forte em casa, mas nós também temos as nossas armas, sabemos bem o que é que podemos explorar do jogo e acredito que se estivermos num bom nível vamos conseguir os três pontos.
O que pode ser potenciado do jogo com o Sp. Braga para a partida com o Famalicão?
Eu acho que aquilo que nós levamos sempre de jogo para jogo tem a ver também com o momento. É óbvio que não nos podemos agarrar ao facto do resultado estar a ser positivo. O nosso principal foco em termos de motivação não deve ser o resultado, mas sim aquilo que nós fazemos dentro do campo. Vai ser um jogo diferente, o Famalicão não individualiza como o Sp. Braga, o Sp. Braga parte de uma linha de cinco, na prática é mais uma linha de três. Portanto, do ponto de vista tático vai ser um jogo bastante diferente do da semana passada. Do ponto de vista da competitividade, percebermos que temos que ser muito eficazes no momento em que saltamos à pressão, não podemos dar o mínimo espaço porque o Famalicão tem jogadores com capacidade para resolver problemas. Vai seguramente ser um grande desafio.
As dificuldades ofensivas que o Moreirense tem revelado condicionam a equipa?
Quando olhamos para o jogo do ponto de vista ofensivo, há várias coisas que nós podemos explorar. Podemos explorar a profundidade quando o adversário nos dá espaço nas costas, podemos explorar o espaço interior quando sentimos que há espaço entre a linha defensiva e a linha média, podemos ter um jogo de corredores forte. Não acredito que haja grandes surpresas do ponto de vista tático, perceber que tipo de ajustes é que o Famalicão vai fazer de forma a querer condicionar o nosso jogo ofensivo e perceber que espaços é que podemos ter. Sabemos que somos mais fortes nuns do que noutros, mas ao mesmo tempo também considero que temos capacidade e já temos “bagagem” suficiente para saber explorar qualquer um desses três espaços em função daquilo que aconteça no jogo. Temos é que ser inteligentes para dentro do próprio jogo conseguir interpretar o que é que cada jogada nos dá. Daí eu dizer que vai seguramente ser um jogo decidido no detalhe porque no momento. Depois também entramos para uma dimensão do jogo onde haverá pequenas situações de duelos e de um contra um onde nós, se quisermos ter sucesso, temos que ser melhores que os nossos adversários.
Já tem mais opções para este jogo?
O Yan à partida já está em condições de fazer alguns minutos. Esteve muito tempo parado, não é um jogador que pode estar exposto há muito tempo. Temos o Alanzinho em dúvida, sentiu outra vez o pé, vamos ver amanhã. O Leandro ainda não dá, está perto mas ainda não dá. Temos boas notícias, devagarinho já estamos a ter mais opções. São fases, é duro, mas aceitámos, tentámos dar o melhor possível. Já estamos um bocadinho mais apetrechados, ainda não de uma forma ideal.
Quais são as vantagens que uma equipa sub-23, que o Moreirense pretende ter na próxima época na Liga Revelação, pode trazer a este projeto?
A Liga Revelação é um patamar fantástico. Eu digo muitas vezes que o contexto de Liga Revelação é ser profissional porque eles estão muito próximos de uma equipa da Liga. Eu olho para várias opções que nós temos neste plantel que teriam beneficiado muito de poder ter mais competição do que aquela que tiveram, porque nem sempre é fácil equilibrar aquilo que é a necessidade extrema de resultados com o espaço que esses meninos precisam. Neste momento temos alguns atletas que estão a ser lançados, não digo de uma forma prematura, mas quase com a pressão de serem eles a resolver os problemas, por exemplo, nesta fase onde nós não estamos tão bem. E eu acho que, de certa forma, não é benéfico. E é aí que este espaço competitivo de Liga Revelação acaba por fazer sentido. Ao mesmo tempo, é um patamar mais competitivo do que é um patamar de sub-19 e quando nós precisamos de trazer jovens para nos ajudar no dia-a-dia ou até em contexto de jogo, vêm mais preparados se vêm de um campeonato mais competitivo do que de um campeonato menos competitivo. Portanto, acho que faz todo o sentido. Há uma sintonia muito grande entre todos os que trabalhamos aqui dentro e gostávamos todos que isto acontecesse tudo muito rápido, fosse do dia para a noite, mas é um projeto que vai levar o seu tempo. Eu não tenho a mínima dúvida que, a médio prazo, daqui a poucos anos, o Moreirense tem todas as condições para ser um clube referência em Portugal e que orgulhe muito os seus adeptos. E falando nos adeptos, foi importante para nós o apoio que nos deram contra o Sp. Braga e não tenho a mínima dúvida que vão marcar presença em Famalicão. Vamos dar o nosso melhor para que eles sintam a alegria da vitória novamente.
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