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Avançado marcou o segundo hat-trick da carreira e lembrou os casos de sucesso do treinador
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Chucho Ramírez assinou, frente ao Santa Clara, o segundo hat-trick da carreira. Em conferência de imprensa, o avançado venezuelano, de 27 anos, mostrou-se radiante pelo feito e lamentou apenas o facto de não ter conseguido alcançar a vitória diante dos açorianos (3-3).
"É verdade que tivemos a infelicidade de ficar sem a vitória no último lance, mas estou muito grato e agradecido a Deus por tudo o que está a fazer na minha vida e também estou grato ao treinador e a todos os companheiros. Foi difícil, mas agora já estamos a pensar no próximo jogo", disse o jogador, que já tinha marcado três golos a 30 de dezembro de 2023, num triunfo do Nacional sobre o FC Porto B por 3-2, na altura na 2ª Liga.
Chucho chegou aos 12 golos em 17 jornadas no campeonato e admitiu que a Choupa é o seu Porto seguro. "No Nacional é onde tenho jogado mais tempo, tenho tido mais oportunidades. Tenho 27 anos e comecei a jogar aos 16 anos e foi aqui que joguei mais jogos em toda a minha carreira, com toda a confiança do presidente e claramente do treinador, que para mim tem sido o mais importante, a confiança do mister".
Saída de Rui Borges condicionou
Nas mesmas declarações, Ramírez recordou a passagem por Guimarães, onde assume que não foi feliz. "Sou sempre uma pessoa muito otimista, mas quando cheguei ao V. Guimarães, eu não era titular, não conhecia a equipa, custou-me um bocadinho a adaptar-me ao grupo", começou por recordar.
"Em Novembro e Dezembro comecei a jogar e a marcar, mas, lamentavelmente, lesionei-me. Quando recuperei, foi quando o Rui Borges foi embora e tinha sido ele que me tinha levado para Guimarães, por isso não iria ter a confiança que precisava para que as coisas corressem bem. E até estava bem, só que me lesionei, o Rui Borges foi embora, foi uma montanha russa", lamentou.
Orgulhoso de chegar à seleção
Em conferência, o matador dos alvinegros não escondeu a felicidade por se ter estreado a marcar pela sua seleção em novembro. "Na verdade, a minha função é marcar golos. Recuperei o meu nível, pois na época passada não joguei muito, tive duas lesões e cheguei ao Nacional sem ritmo. Aqui comecei a jogar, a marcar golos e cheguei à seleção num bom momento futebolístico, pude marcar um golo e tenho sonhos com a seleção. Foi o meu primeiro jogo como titular e senti-me muito bem, marquei e espero continuar, é um orgulho muito grande representar a seleção da Venezuela e espero continuar", afirmou.
"Margarido dá-me liberdade"
Nas mesmas declarações, Chucho deixou rasgados elogios a Tiago Margarido. "Levo 10 anos a jogar futebol e só o Tiago Margarido é que conseguiu retirar o melhor de mim. Antes de aceitar voltar ao Nacional, ele falou comigo e disse-me que iria ter muita liberdade, pois sabia como posicionar-me dentro do campo. Tem sido muito importante, não só na minha carreira, viram o Gustavo Silva? O Luís Esteves? Tem sido um guia dentro do campo, pois transmite muita confiança para o jogador e isso faz com que possa tomar decisões sem ser questionado, há treinadores que não são assim", disse.
Quanto ao futuro, o avançado diz que está focado em ajudar o Nacional, mas admite que tem outros sonhos para a sua carreira. "Claro que gostava de chegar a um grande do futebol português. Tenho sonhos, como todos os outros jogadores aqui, vamos ver se a oportunidade surgirá algum dia. O que está na minha cabeça é terminar bem esta época com o Nacional, tenho contrato por mais um ano, mas se surgir uma oportunidade em jogar aqui num grande, claro que seria um privilégio e um grande orgulho jogar num grande de Portugal, mas também Se algum dia surgir a oportunidade ir jogar para fora de Portugal, Noutro clube importante, para mim também seria uma honra. Pelas minhas características e como vejo muitos jogos de futebol, gosto muito da Liga espanhola", afirmou.
"Tenho muita fé nesta segunda volta"
Por fim, mostrou-se confiante que o Nacional vai obter um bom resultado na próxima jornada, diante do Gil Vicente, bem como realizar uma boa segunda metade no campeonato. "Tenho muita fé para esta segunda volta. Sou muito otimista e espero que o resto da equipa tenha a mesma fé. Não me lembro que tenhamos sido superados em muitos jogos, foram poucos os jogos onde senti que nada poderíamos fazer. O resto foram sempre jogos muito divididos e que perdemos por pequenos detalhes. Penso que vamos fazer uma boa segunda volta e vamos começar já no Gil Vicente, pois julgo que poderemos lutar pela vitória", concluiu.
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