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Na época passada, o maior elogio que se fazia ao pendor ofensivo do Marítimo de Pedro Martins era igualmente a maior crítica. Por vezes, parecia uma equipa com a caixa de velocidades encravada no regime ofensivo e incapaz de defender. Pois bem, o técnico comprovou no seu tirocínio à frente do RioAve possuir uma complexidade estratégica que não se fica pela superficialidade da correria desenfreada em relação à baliza contrária.
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O RioAve apurou-se para o playoff da Liga Europa desfilando pela passadeira de um inusitado realismo e aprisionando na sua armadilha um adversário que se encontra a meio da época oficial. A missão foi cumprida e o estatuto de cabeça-de-série no sorteio é um brinde saboroso.
A vantagem adquirida na Suécia foi fundamental para a contenção adotada pelo RioAve. Perante um IFK Gotemburgo que desiludiu em toda a linha, Pedro Martins foi colocando grãos de areia em todos os pontos onde a engrenagem nórdica procurava apoiar-se para crescer sobre a baliza de Cássio. O brasileiro não fez uma defesa difícil e foi o RioAve, explorando as transições até ao limite, que utilizou o inconformismo de Del Valle para procurar o golo que teria arrumado com a questão.
Confiança
Os vila-condenses chegaram a parecer receosos, recusando-se a subir em bloco no terreno e preferindo partir a equipa nas incursões de Ukra, acreditando que, após a perda de bola, o triângulo demolidor composto por Pedro Moreira, Tarantini e Filipe Augusto acabaria por recuperá-la. Foi um teste de nervos aos adeptos pouco acostumados às andanças europeias mas, de alguma forma, a prova de como uma equipa que cresceu nos dois anos de comando de NunoEspírito Santo é capaz de exibir confiança para, numa competição desconhecida e ao segundo jogo oficial da época, especular com o golo que Hassan apontou em Gotemburgo.
O exercício de gestão foi bem calculado e meteu o risco no bolso. O IFK nem mandando centrais para o ataque na reta final conseguiu dar outro rumo à eliminatória e Pedro Martins manteve-se imperturbável na sua cara de póquer ao lançar Boateng, Wakaso e Roderick para a luta com clara intenção de preservar o nulo. Mesmo sem pensar no Benfica, o RioAve acabou por cumprir a missão sem se desgastar em demasia para a Supertaça, até porque a injeção de moral foi tremenda. Eis como um clube pequeno, mas profissional e organizado, também pode honrar as cores portuguesas na Europa.
MELHOR EM CAMPO
Del Valle. O semestre que passou na Mata Real fez-lhe bem e agora é um trunfo do qual Pedro Martins não pretende abdicar tão cedo.
MOMENTO
Só um momento contou para a nação rio-avista: o do apito final de Paolo Valeri. Estava consumada uma brilhante estreia europeia.
NÚMERO
0 - Os golos sofridos pelo RioAve em 180’ contra o IFK. Solidez defensiva foi um fator decisivo.
ÁRBITRO
O italiano Paolo Valeri navegou bem o ritmo plácido a que a partida foi disputada na maior parte do tempo. Foi pronto a mostrar cartões quando a rispidez ultrapassou os limites e avaliou bem duas situações, sobre Del Valle e Hassan, em que os vila-condenses pediram grande penalidade e falta que daria livre com perigo.
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