Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Houve um jogador que, em 1983/84, deixou crescer a barba e foi impedido de a exibir no Jamor. Quim Vitorino, agora com 54 anos, era uma das estrelas da equipa do Rio Ave que, nessa temporada, atingiu pela primeira vez a final da Taça de Portugal. Mais de 30 anos depois, ainda guarda a mágoa de ter ficado ausente da decisão. Tudo porque já se tinha comprometido com o FC Porto, precisamente o adversário dos vila-condenses nesse jogo.
O antigo médio estava em final de contrato e não chegou a acordo com José Maria Pinho, presidente à data, para a renovação. “Reuni-me com ele depois dos oitavos-de-final, com o Varzim. As negociações falharam e disse-lhe que, a partir daí, seria eu a decidir o meu futuro”, recorda Quim Vitorino a Record. Entre os vários convites que lhe chegaram, destacava-se o do Boavista. “Estava tudo certo para assinar até aparecer o FC Porto. Aí um jogador não olha para trás”, explica.
Relacionadas
Foi então que as coisas começaram a correr mal. “Disse ao João Alves, treinador do Boavista, que já tinha assinado pelo FC Porto, pelo que não podia contar comigo”, lembra. No dia seguinte, os jornais davam conta do negócio que o impediu de jogar a final. “Fui imediatamente chamado pela direção do Rio Ave. Queriam saber se era mesmo verdade. Não lhes disse, porque queria muito jogar a final, mas acabei por ser suspenso e ficar de fora, com muita pena da minha parte”, lamenta.
Natural de Vila do Conde, Quim Vitorino era um dos elementos do plantel que mais sentiam a camisola do clube. Talvez por isso se manteve fiel ao movimento dos barbudos e só cortou a sua barba após a final, a que assistiu da bancada. “Se calhar, hoje em dia, as coisas seriam diferentes”, acredita. Na altura, o FC Porto bem tentou serenar os ânimos e ofereceu aos vila-condenses alguns jogadores, por empréstimo, para acabar com a polémica. “Custou a ultrapassar, mas acabei por consegui-lo. A situação foi mal gerida por ambas as partes, mas não me arrependo, pois queria jogar no FC Porto”, conta o ex-jogador, que acabaria por se sagrar campeão europeu pelos dragões.
Diferenças
Ao contrário dos outros membros da equipa de 1983/84, Quim Vitorino não foi convidado pela direção atual a estar presente no Jamor. Ainda assim, o vila-condense não guarda remorsos e até promete torcer pelo Rio Ave. “Quero é ver um bom jogo de futebol. Claro que, entre Rio Ave e Benfica, prefiro que seja o Rio Ave a vencer a Taça. Mas vai ter pela frente um adversário que está ferido e vai querer oferecer esta vitória aos adeptos”, considera o antigo craque, ainda a ponderar a sua ida a Lisboa.
Comparar esta equipa com a de há 30 anos é “uma tarefa muito difícil”. Por isso, perguntámos se, com ele em campo, as coisas poderiam ter sido diferentes. “Era um jogador muito importante na manobra da equipa e entendia-me muito bem com os meus colegas. Mas não sei se teria chegado para outro resultado”, diz, sobre essa derrota (4-1) frente ao FC Porto. “Na altura também tínhamos uma grande equipa e um coletivo muito forte. Mas esta equipa tem grandes jogadores, como o Marcelo. O meio-campo, com o Tarantini e o Filipe Augusto, também trabalha bem”, afirma. Argumentos de sobra para que a história seja outra.
Tirou o curso com Mourinho
Quim Vitorino tem a ambição de voltar a estar ligado ao futebol, de preferência como treinador. A última equipa que orientou foi o U. Micaelense, em 2006/07, depois de acumular passagens por Esposende, Canelas, Vila Real e Pampilhosa. Continua à espera de uma oportunidade nos campeonatos profissionais, uma vez que dispõe do nível IV de treinador da UEFA. O curso, tirou-o com a famosa turma de 2001, da qual constava o nome de José Mourinho, entre outros elementos bem conhecidos como José Peseiro, Carlos Carvalhal ou José Couceiro. O ex-jogador dos vila-condenses conviveu com o Special One em Vila do Conde, quando este ainda acompanhava o pai, Félix, que comandou a equipa do Rio Ave que, em 1983/84, desbravou o caminho até à final.
Compra de Marcelo mereceu o seu aval
Apesar de ter falhado a final de 1983/84, Quim Vitorino ainda mantém uma boa relação com os dirigentes do Rio Ave. Prova disso é que esteve, até há bem pouco tempo, ligado ao sector da prospeção do clube. Ao longo desse período, o antigo futebolista foi o responsável pela observação de alguns craques que acabariam por se afirmar na equipa principal dos vila-condenses. A contratação de Marcelo, por exemplo, foi uma das que mereceram o seu aval. O central brasileiro, uma das figuras de proa da turma de Nuno Espírito Santo, foi descoberto por Quim Vitorino quando ainda militava no Ribeirão, onde começou a demonstrar a sua qualidade em Portugal. Na altura, recomendou ao presidente que o contratatasse de imediato.
Guardião polaco voltou a jogar pelo Rio Ave exatamente três meses depois do último jogo oficial diante do Benfica
Ronda arranca com o Alverca-Arouca
Médio do Rio Ave estreou-se a marcar pelos vilacondenses no empate diante do AVS SAD
Bola parada fez renascer o AVS, após a oferta de Adriel, mas também foi um presente envenenado. Empate adia a descida por mais um dia
Triunfo tranquilo por 4-0 frente ao Al Wasl de Rui Vitória
O médio foi observado pelas águias que não contactaram o Veneza nem os representantes do médio
Holandeses e italianos ficaram sem representantes nas provas europeias
Treinador português do Al Wasl deixa elogios ao adversário na Champions 2 da Ásia mas quer avançar para as 'meias'