Artur Jorge: «Não aceito lições de braguismo de ninguém»

Treinador do Sp. Braga lamenta "julgamento" dos adeptos nos jogos em casa

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• Foto: Luís Vieira/Movephoto

Depois do empate na receção ao Chaves para a Liga Betclic, o Sp. Braga volta a jogar em casa este domingo (20h30), agora frente ao Moreirense. Artur Jorge falou para dentro, lamenta as críticas recentes dos adeptos aos seus jogadores e dá como exemplo o duelo com os flavienses: "Não é benéfico ouvir assobios aos 20 minutos".

Receção ao Moreirense

"Um jogo que não será diferente dos outros. É um adversário que esta a fazer uma época bastante boa, acima das suas expetativas, e espera-nos um jogo difícil. Voltamos a jogar em casa, mas conhecemos o trajeto do adversário e teremos dificuldades. Vamos tentar ser mais eficazes na nossa exibição para vencer, pois é esse o único objetivo."

Consistência

"A consistência é a chave do sucesso. A verdade é que nós tivemos uma conquista este ano, tivemos jogos aquém em termos de resultados, podíamos ter mais pontos do que os que temos, tivemos algumas quebras. Há razões variadas... É importante termos a capacidade de trabalhar no campo e do ponto de vista mental, controlar as expetativas. É uma questão de dimensão, que nos obriga a que seja assim. Temos 30 e muitos jogos e temos de ser coerentes na avaliação, justos e, a partir daí, tirar conclusões."

O Sp. Braga elevou em demasia as expetativas?

"Não. Digo apenas que teremos de ter ambição e de lutar por objetivos altos, em cada um dos jogos olhar com o objetivo de ganhar. Vencemos um título, não nos deram nada por acaso, e a distância para os três primeiros vai obrigar a um tremendo esforço, queremos aproximar-nos, mas também temos de olhar para quem está atrás, temos equipas próximas de nós. Temos de ter a humildade de olhar para cima, mas também de quem temos atrás de nós. É um trabalho que se faz ao longo do ano, avaliar o desempenho quando as coisas terminarem e ver o ponto de situação."

Olhar para quem vem atrás

"Não podemos facilitar há um percurso a fazer para encurtar as distâncias da frente e de quem está atrás não se aproximar. Não é, de todo, de todo, qualquer desilusão."

Críticas e assobios dos adeptos

"Somos, em Braga e em Portugal, peritos no julgamento em cima do momento sem termos a racionalidade de avaliar o que é feito. Se me desagrada e fico desiludido? Claro que sim. Em relação a mim,  ninguém me dá lições de braguismo. A ambição faz-se através do trabalho e do desempenho, mas estamos sujeitos ao julgamento."

"Temos de ser agregadores"

"Tivemos a conquista de um troféu e temos de ser agregadores aqui dentro, sentir a energia dos adeptos dentro da nossa casa, e que não haja um sentimento de tensão por jogar em casa. E isso passa-se, na verdade. Não o deveríamos ter e os jogadores sentem. Aos 20 minutos [jogo com o Chaves], ouvíamos assobios por falhar um passe e isso não é benéfico para ninguém. A equipa deu provas, venceu um título [Allianz Cup]! Não podemos, três dias depois, passar do 8 ao 80. Fizemos um jogo muito bom do ponto de vista da exibição, tivemos 25 oportunidades, fomos dominadores e não há nada a apontar aos jogadores."

E como explica essa tensão entre equipa e os adeptos?

"Pode ser a exigência, a expetativa, o maldizer por maldizer. Temos é que ter os nossos adeptos façam a diferença pela positiva, façam parte das nossas conquistas, precisamos deles para suportar a equipa. A equipa está desejosa que venha o próximo jogo. Queremos competir rapidamente", terminou.

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