Carlos Vicens responde a Guardiola: «Também temos uma grande quantidade de jogos...»

“momento histórico” pelo qual o clube atravessa, mas pede “mente fria” para a reta final de época

Carlos Vicens
Carlos Vicens • Foto: Victor Sousa / Movephoto

É entre uma eliminatória que pode dar acesso à final da Liga Europa que o Sp. Braga recebe, amanhã (18h00), o Estoril, num duelo a contar para a 32.ª jornada da Liga Betclic. Carlos Vicens admite o “momento histórico” pelo qual o clube atravessa, mas pede “mente fria” para a reta final de época. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, o treinador do Sp. Braga foi ainda desafiado a falar sobre as declarações de ontem de Pep Guardiola - o técnico do Manchester City, recorde-se, foi questionado sobre o calendário apertado em Inglaterra e disse que, se os treinadores não gostam,

Receção ao Estoril, que perde há 5 jogos seguidos: "Sabemos que jogamos contra uma equipa que é ofensiva, que ataca bem, com qualidade individual, cria ocasiões de golo e cria dificuldades. Vem de uma série menos boa, mas isso passa-se em todas as equipas. Essa ideia de equipa móvel e dinâmica não muda e a sua intenção é vencer, por isso é que temos de mostrar uma versão muito boa. Sofremos uma derrota quando os visitámos, não estivemos no nosso melhor dia, custou-nos e amanhã vamos jogar em circunstâncias diferentes para tentar competir o melhor possível." 

Preparação deste jogo com tantas lesões e jogo de 5.ª feira: "Sabemos das dificuldades, porque não é a primeira vez que acontece jogarmos assim, e vamos tentar perceber como estão os jogadores, como estão a recuperar mentalmente. Vamos fazer isso com o nosso processo de trabalho, tomar as decisões com a máxima informação e, analisando o rival, passar essa informação aos jogadores. E também ajudar a equipa a mudar de chip, de uma competição para a outra, porque aqui são apenas 90 minutos."

Chamou muitos jovens nos últimos jogos, mas a equipa B precisa de vencer: "Vamos gerir da melhor forma possível e prejudicar o menos possível a nossa segunda equipa, que tem um jogo muito, muito importante. Vamos ver quem está realmente disponível amanhã e vamos tomar decisões, tentando que sejam boas para ambas as partes."

Só fez duas substituições na 5.ª feira. É sinal de que os jovens da equipa B ainda não estão prontos? "Sim, estão prontos, mas no jogo vamos percebendo o que a equipa precisa. Tivemos de usar uma substituição na primeira parte. Zalazar não era recomendável jogar 90 minutos e foi outra janela [substituição] utilizada. Não é habitual, mas, pelo que estava a ver, os jogadores estavam a aguentar bem, não os vi com falta de energia. Não tem nada a ver com os miúdos não estarem preparados."

Declarações de Pep Guardiola a mencionar o futebol português: "O que ele quis dizer é que nestes contextos os jogadores já sabem que há uma grande quantidade de jogos, mas nós também a temos, com 58 jogos amanhã, e vamos passar os 60. Centro-me em nós e o motivo de estar orgulhos dos jogadores tem a ver com a gestão do esforço que temos feito. Até ao momento temos conseguido isso. A cada três dias, durante muitos meses e sem desculpas, temos feito o nosso trabalho para a equipa ser competitiva. Vou equivocar-me muitas vezes, mas fiz sempre o melhor pelos jogadores."

A Liga de Clubes defendeu o Sp. Braga ao longo da época? "Quando há muitas equipas que vão avançando em competições europeias, o calendário fica mais exigente porque tem mais jogos. Tem que se pensar nos clubes, na Liga e na Federação, que também tem uma competição para gerir, há reuniões a que vão pessoas do nosso clube para tentar que as decisões prejudiquem o menos possível e julgo que há predisposição das entidades em tratar de ajudar porque afinal estar meias-finais da Liga Europa é bom para a Liga e para o futebol português, porque há 12 anos que não se ia a uma meia-final. Dá prestígio à Liga, somam-se muitos pontos que são importantes para ter mais equipas nas competições europeias. Agora, não vamos negar que é muito difícil, porque tens que encaixar os jogos nalgum sítio, mas não acho que tenha havido decisões que nos tenham prejudicado."

Nota-se um ambiente de mais entusiasmo na equipa, uma vez que está perto de uma final? "Tal como disse o Ricardo [Horta] antes do jogo com o Friburgo, não somos ao facto de este ser um momento histórico para o clube, mas o nosso processo centra-se em tomar decisões que tenham a ver como treinamos, com a informação sobre o rival, qual será o nosso onze e as substituições. Como profissional, tens de centra-te em tomar decisões e para isso tens de ter a mente o mais fria possível. Não diria que é outro desporto, mas é muito diferente ser treinador de uma equipa que só compete semana a semana e de outra que tem 58, 59 ou 60 jogos por ano, tens de modificar como trabalhas. Em fevereiro, pudemos dar dois dias livres aos jogadores, é muito diferente de quando jogas a cada três dias, porque não há tempo para a mente pensar noutras coisas. Sabemos do momento importante, mas o foco está no trabalho diário”.

Que impacto pode ter na equipa perder Ricardo Horta? "É um grande jogador, capitão de equipa, alguém muito importante, mas o maior impacto é a tristeza de não participar. De pouco serve lamentar quem não está, porque temos um departamento médico, e com os jogadores que temos disponíveis ir com tudo. Risco de não ir ao Mundial? Espero que não, espero que recupere e tenha a oportunidade de ir ao Mundial, porque merece e seria duro não ir. Agora é recuperar.”

Alguns dos jogadores que têm estado lesionados estarão aptos? "Vamos ver a evolução de forma diária, mas nenhum deles integrou treino de equipa".  

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