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Conflito gerado após a PSP proibir as tarjas necessárias para a coreografia preparada. Clube critica "postura intransigente" das forças de segurança
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A menos de uma hora do apito inicial do dérbi entre Sp. Braga e V. Guimarães, as portas para a entrada dos adeptos na bancada nascente do Municipal de Braga ainda continuavam por abrir. Tal situação deveu-se ao conflito gerando entre elementos das claques da equipa da casa e os agentes da PSP.
Segundo foi possível perceber, os adeptos bracarenses tinham preparado uma coreografia especial para o dérbi do Minho, mas as forças de segurança acabaram por proibir essa ação e arrancaram umas cordas que iam servir para cobrir a bancada com uma enorme tarja. Esta intervenção acabou polícia acabou por gerar uma forte confusão, levando ao atrasar da abertura das portas de acesso à bancada em questão.
Relativamente aos adeptos do Vitória, cerca de 1.500, a entrada decorreu com normalidade e já se encontram praticamente todos na caixa de segurança. Recorde-se que, como habitual, o dérbi entre Sp. Braga e V. Guimarães, motivou um forte aparato policial na cidade.
Entretanto, o Sp. Braga emitiu um comunicado onde teceu duras críticas à "postura intransigente" das forças de segurança, considerando que a PSP "ofendeu o clube e os seus sócios e adeptos", além de ter criado "condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade e que transformou um momento de incentivo num caldo inflamável com proporções imprevisíveis e incontroláveis". A SAD minhoto confirmou ainda que vai convocar reuniões de emergência com as entidades relevantes.
Comunicado do Sp. Braga na íntegra:
"O SC Braga entende tornar público, com nota de repúdio, que o Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública, na pessoa do Sr. Comandante da Divisão Policial, Subintendente André Carvalho, impediu a exibição de uma tela de promoção ao Clube e à cidade que seria erguida ao longo de toda a bancada Nascente aquando da entrada das equipas em campo para o duelo desta noite.
Não obstante as apreciações favoráveis de outras entidades, entre as quais a Liga Portugal e a Cruz Vermelha, a PSP manteve em todo o processo uma postura intransigente e autista, apesar de a própria reconhecer que a tela e o manuseamento da mesma cumpriam os requisitos de segurança, alegando apenas como motivo para o impedimento que “não se vislumbra que a coreografia (…) se enquadre no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”.
A prepotência da decisão só tem paralelo com a ignorância que a suporta, já que é manifestamente evidente que a tela em causa, e que aqui reproduzimos, expressava somente o vínculo que o SC Braga tem com a cidade que lhe dá nome, sublinhando o orgulho pela sua história bimilenar, acompanhada de uma mensagem em latim, cuja tradução seria “Antes de lhe ser dado um nome, já havia terra./ Antes de ser cidade, já havia povo./ Das gentes antigas nasceu Bracara Augusta,/ onde as armas, a lealdade e a terra se tornaram uma só.”
Para além do absurdo da postura adotada pela PSP, em contradição com outras coreografias já realizadas na mesma bancada em anos anteriores e que também têm sido permitidas noutros estádios, este lamentável episódio abre uma ferida profunda na postura de cooperação que o SC Braga tem assumido e que tem tido ganhos notórios em matéria de segurança e de comportamentos coletivos.
A PSP ofendeu o Clube e os seus sócios e adeptos, muitos deles voluntários há largas semanas, tendo dedicado horas e horas de trabalho para um momento de promoção do espetáculo e de um dos jogos mais importantes do nosso futebol. Mais do que isso, a PSP criou condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade e que transformou um momento de incentivo num caldo inflamável com proporções imprevisíveis e incontroláveis.
O SC Braga dará conhecimento deste caso a todas as entidades que entenda relevantes e solicitará reuniões de emergência. Também a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal serão instadas a posicionar-se, já que não é possível clamar por mais e melhores espetáculos e pela promoção dos mesmos neste ambiente de prepotência e de hostilização dos clubes e das suas massas associativas."
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