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Na sua generalidade a partida foi mal jogada, salvo fogachos que não foram suficientes para catalogar o derby como dos melhores da sua história. Mesmo que Jesualdo Ferreira tenha cumprido mais uma meta no Sp. Braga: vencer em Guimarães, 21 anos depois. Sucederam-se os erros de parte a parte, mas os crassos, a nível individual, pertenceram, num momento crítico, ao Sp. Braga. O Vitória poderia ter ganho, não os aproveitou. Luís Filipe e Paulo Santos ofereceram de bandeja o golo a Saganowski e Targino, mas estes desperdiçaram-nos.
Se é verdade que as duas ofertas arsenalistas foram uma surpresa pela sua gravidade, a rejeição dos vitorianos nem por isso. Falta-lhes classe. E assim ficaram com o destino traçado. Estavam por cima, até com o futebol mais rigoroso no meio-campo e feroz no ataque, mas esse domínio ofereceu ao adversário espaço para colocar em prática uma das duas especialidades: o contra-ataque. Jorge Luiz foi potente no lado esquerdo – Moreno caiu depois de o tentar derrubar – e serviu Delibasic. O sérvio-montenegrino foi felino a aparecer ao primeiro poste, com Geromel a vê-lo a passar. Ficou praticamente escrito o triunfo, pois dificilmente a equipa permitiria a reviravolta.
Braga maduro
Jesualdo sabia do que falava quando sugeriu calma, a propósito de um Braga menos forte que Pacheco detectou com as perdas de Wender e João Alves. A questão é que para o meio-campo não faltam soluções e na esquerda Rossato resolve, mesmo que não seja um extremo puro. Daí a opção por quatro médios, entregando o ataque aos móveis João Tomás e Delibasic. E com uma defesa contrária tão errante... A equipa não está mais fraca, é um engano. Está diferente e com variantes tácticas que lhe permitem manter um rigor que resulta objectivamente em nove pontos. Não poderia ser melhor tónico para enfrentar o Estrela Vermelha. O que poderia não ser necessário. Este Braga está suficientemente maduro para não se deixar influenciar por ambientes ou surpresas tácticas.
Problemas
Da falta de qualidade e muitas outras coisas se pode queixar Pacheco. Ao contrário do rival, é incrível como o Vitória ainda não tem referências em nenhum dos sectores. E ontem mais parecia uma anarquia: Nilson voltou a ser susto, a defesa continua sem certezas, o meio-campo é uma confusão e no ataque sobra um Saganowski de indiscutível categoria. Mas não é “matador”. Depois da confusão do primeiro tempo, a equipa até melhorou e, no início da segunda parte, conseguiu carrilar algum futebol em direcção à baliza. A anarquia táctica desapareceu, mas o Braga nunca deixou de ser matreiro.
O melhor, e para compensar os erros de prospecção, é começar a preparar a reabertura do mercado em Dezembro. Zero pontos em três jogos é mau, quando perdidos contra duas equipas (Naval e Rio Ave) que não lutam para a Europa e uma do seu campeonato, em casa. Segue-se o Wisla de Cracóvia e o Vitória não está com muita força para os derrubar.
Árbitro
Duarte Gomes (3). Teve a inteligência de segurar o jogo bem cedo, pois mostrou o primeiro amarelo quando estavam decorridos apenas dez minutos. Preveniu-se cedo para os excessos e o espectáculo, mesmo com duas expulsões, ficou a ganhar.
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